Jornal dos Desportos

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Modalidades

Federao quer atletas com qualidade

27 de Abril, 2019

Dirigente esteve recentemente na provncia da Hula

Fotografia: Vigas da Purificao, Edies Novembro

A Comissão Técnica da Federação Angolana de Atletismo está a trabalhar, no sentido de ter uma quantidade de atletas com idades compreendidas entre os 15 aos 17 anos, com qualidades aceitáveis de representar o país em provas internacionais.
O presidente de direcção da Federação Angolana de Atletismo (FAA), Bernardo João, que prestou está informação há dias na cidade do Lubango, à margem da realização da 38ª edição dos nacionais de corta-mato nos escalões de juvenis, juniores e seniores, em ambos os sexos, admitiu existirem grandes diferenças nas crianças.
 Contudo, avançou que a maior dificuldade é quando começa a seriedade da actividade desportiva, na qual o órgão reitor da modalidade não tem impacto por falta de infra-estruturas desportivas, para prática da modalidade, principalmente pistas. Passados cerca de dois anos à frente da liderança da Federação Angolana de Atletismo, afirmou Bernardo João, alguma coisa foi feita com satisfação dentro daquilo que são as suas preocupações.
“Considero positivo o trabalho desenvolvido ao longo de quase dois anos do nosso mandato, porque já fizemos alguma coisa que nos satisfaz dentro daquilo que são as nossas preocupações. Neste período, conseguimos perceber que temos três resultados novos ou bem dizer, conseguimos estabelecer três novos recordes nacionais”, destacou.
Bernardo João garantiu, que o elenco que dirige, agora está a trabalhar no sentido de organizar melhor a “casa” e ter uma selecção formada por talentos jovens e justificou que quando “entrámos para assumir os destinos da federação, sentimos a falta desta selecção de jovens”.
 Acrescentou também que a federação conseguiu, neste período, promover uma acção de formação da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF),  onde abrangeu 24 novos treinadores provenientes de todas províncias do país.
 A província do Cunene, esclareceu, fez parte dessa acção formativa com um elemento. Desde a Independência, nunca aquela região do país tivera ninguém beneficiado com uma formação de carácter internacional da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF).
 Salientou que esses treinadores formados pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) e espalhados pelas províncias, têm agora desafios de trabalhar com o objectivo de proporcionar novos resultados na modalidade de atletismo.
 “Conseguimos ter um elemento do Cunene. Os novos treinadores, neste momento, têm novos desafios. Estão espalhados e a trabalhar, no sentido de proporcionarem novos resultados”, assegurou. 
Com a sua entrada na liderança da federação angolana de atletismo, disse Bernardo João, mudou-se a organização da tradicional corrida de fim-de-ano, a São Silvestre de Luanda e naquilo que são os resultados.
 “Com a minha entrada na presidência da federação, acompanhou-se a nossa corrida de fim-de-ano, a São Silvestre de Luanda; mudou a organização dessa prova. Naquilo que são os resultados, mudou-se também o recorde dos 1.500 e 800 metros femininos, assim como mudou o recorde do lançamento do dardo. Então, isso já é uma perspectiva de um caminho que nós estamos a trilhar, no sentido de cada vez fazer sempre o melhor. E estamos a trabalhar”, aclarou.

Alerta
FAA sem dinheiro para apoiar associados 


A inexistência de condições financeiras, impossibilita a Federação Angolana de Atletismo de prestar apoios necessários as associações provinciais, reconheceu na cidade do Lubango, província da Huíla, o presidente daquele órgão, Bernardo João.
Bernardo João referiu que o único apoio, que actualmente a federação presta aos seus associados é o moral, enquanto o financeiro ainda não ser possível fazê-lo.
Apesar disso, assegurou que a federação está a trabalhar com as associações e quer estar mais próxima dos seus filiados.
 “Os apoios as associações provinciais, nós neste momento estamos ainda no apoio moral. Quando ao apoio financeiro não nos é possível fazê-lo. Mas estamos a trabalhar com as associações. Queremos estar mais próximos. Conforme disse, há necessidade de nós ajudarmos na recuperação de algumas pistas de cinza, compacta-las, dar uma melhor qualidade naquilo que é a prova em si”, revelou.
 O dirigente federativo disse existirem atletas de grande nível, como, por exemplo o velocista jamaicano, Usai Bolt, que também esteve a correr e a fazer a sua preparação em pistas de cinza com qualidade. Acrescentou que na África do Sul, tem pistas de cinzas com qualidades independentemente de pistas sintéticas que tem. Em Angola, lamentou, “ não temos pistas sintéticas”.
 Por essa razão, Bernardo João assegurou trabalhar na recuperação de pistas de cinza e dar qualidade na melhoria dos resultados dos praticantes de atletismo. “Nós vamos recuperar as pistas de cinza e dar qualidade para termos os melhores resultados. Estamos a trabalhar no sentido de fazer acontecer esta nossa pretensão”, prometeu.