Jornal dos Desportos

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Federer sonha com o topo

30 de Outubro, 2014

Tenista pode regressar à liderança do ranking mundial caso chegue à final do World Finals

Fotografia: AFP

Aqueceu de vez a luta no topo do ténis mundial. Roger Federer, campeão do ATP 500 da Basileia, na Suíça, no último domingo, somou 500 pontos no ranking e ficou apenas a 450 de diferença para o número 1 da ATP, Novak Djokovic.

Com 9010 pontos, Djokovic já enxerga Federer pelo retrovisor. O suíço alcançou 8520 pontos. A emocionante disputa vai ter o seu próximo capítulo na próxima semana, quando disputar-se o Masters 1000 francês.

Para o sérvio, a manutenção no topo ao início do ATP World Finals representa fazer o mínimo. Isso, porque caso perca nos oitavos de final, que na prática é a segunda partida na competição, Roger Federer podia assumir o topo, caso chegue à final.

Natural da Basileia (SUI), onde conquistou o hexacampeonato do torneio que leva o nome da cidade, Roger Federer não é considerado o melhor tenista do mundo, o número 1 do ranking da ATP, desde cinco de Novembro de 2012, quando o sérvio Novak Djokovic assumiu o posto. De lá para cá, “Nole” e o espanhol Rafael Nadal alternam-se na posição consagrada do mundo do ténis.

No entanto, Federer,  neste segundo semestre de 2014, recuperou o bom e velho jogo técnico e agressivo, conquistou importantes torneios, como dois Masters 1000 (Cincinnati e o de Xangai) e o ATP 500 da Basileia, vencido na manhã de domingo passado. Foi o quinto troféu conquistado por Roger na actual temporada.

Após derrotar o belga David Goffin (28º do mundo) na final, por 2-0, com um duplo 6/2, o suíço falou sobre a motivação que tem em regressar ao topo do mundo do ténis: “Seria muito especial recuperar a liderança. O número 1 é o que todos querem no nosso desporto. Com o ano que eu tive e a quantidade de finais que disputei (seis finais no total), o nível do ténis que eu tenho jogado é grande e ficaria muito feliz se tivesse essa oportunidade.

Mas ter a oportunidade e conseguir alcançá-la são coisas bem distintas”.
Com o título na Basileia, Federer diminui para menos de 500 pontos a diferença que tem em relação a Djokovic no ranking do ATP Finals, torneio que reúne os oito melhores tenistas da temporada. No ranking histórico, o sérvio ainda tem uma vantagem superior a 1.000 pontos.

Contudo, 2.500 pontos podem ser disputados nos últimos dois torneios do ano, o Masters 1000 de Paris, que começou na passada segunda-feira e o ATP Finals, em Londres, no mês de Novembro.
“Tenho a  certeza de que Novak virá muito motivado depois de ter o seu primeiro filho. Estou muito feliz por ele e com certeza teremos semanas interessantes pela frente”, avaliou o suíço.