Jornal dos Desportos

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Felipe Massa avisa que no volta a ajudar Fernando Alonso

19 de Setembro, 2013

Piloto brasileiro poe de lado ajuda a Alonso pois ainda aspira conquistar o ttulo mundial

Fotografia: AFP


A Ferrari vai ter de resolver o que resta da temporada devido as consequências da contratação de Kimi Räikkönen para 2014. Ao resolver um problema criou uma dupla de pilotos mais competitiva, a escuderia italiana arranjou outro ao desembaraçar-se de Felipe Massa.

Depois do agradecimento pela confiança e carinho nos anos passados em Maranello o brasileiro assegura agora que não vai ajudar mais o espanhol Fernando Alonso.

Alonso e Räikkönen vão formar uma dupla de campeões do Mundo em 2014, mas em teoria  ainda disputa o título Mundial de 2013 com Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) - num contexto em que toda a ajuda é pouca.

“Ajudar Alonso? Não, agora vou atacar os lugares da frente”, garantiu Massa em entrevista ao programa “Esporte Espetacular”, da TV Globo, na qual revelou ainda estar a negociar com a Lotus Renault e ter recebido uma proposta da Mclaren-Mercedes.

“Estamos a negociar. Na minha opinião a Lotus tem um carro competitivo, que é o que quero. É uma equipa que tem uma história muito importante para o Brasil também. Eles passaram por um momento difícil até a nível financeiro. Estamos em contacto para tentar encontrar um caminho não só para mim, mas também para a Lotus continuar com um bom carro. Já fui contactado pela McLaren, mas não posso fazer uma avaliação, é difícil dizer. Com a Lotus, o contacto foi muito bom.”

“Tenho um grande orgulho na minha carreira. É lógico que gostava de ser campeão e ainda vou lutar para isso, pois não estou a encerrar a minha carreira. Estou muito mais livre. Acho que pode ser bom para mim. Como é lógico tenho de encontrar um carro competitivo. Correr por correr, só para fazer parte da F1 e não ter oportunidade de lutar pelas vitórias não quero. 

É uma mudança e espero que seja para melhor”, confessou que o momento mais difícil passado na Ferrari aconteceu no GP da Alemanha de 2010, quando recebeu ordens para deixar passar Alonso: “Aquele dia doeu muito, doeu bastante.”


Button confia na permanência

Ainda sem nenhum acordo com a McLaren para a próxima temporada, Jenson Button acredita na sua permanência na equipa em 2014. Para ele, a extensão do seu contrato com a equipa depende apenas de pequenas formalidades.

A confiança é tanta que nem mesmo as declarações de Felipe Massa, revelando contacto com a equipa inglesa, o assustam. "Acho que não tenho que me preocupar. Eles querem os meus serviços, eu quero estar aqui, e sei que isso vai acontecer. É questão de tempo", garante o piloto ao site da revista inglesa “Autosport”.

"Sinto-me como grande parte da equipa, sinto que estamos bem juntos. Na vida de todos, cada relacionamento chega a um fim por algum motivo. Mas esta é uma parceria muito boa, trabalhamos muito bem nos últimos quatro anos. Definitivamente, há mais futuro", diz.

Button chegou à McLaren em 2010, no ano seguinte ao seu título pela Brawn GP - que deu lugar à Mercedes. Desde então, conquistou oito vitórias, uma pole e 25 pódios pela equipa.

Com 33 anos, o piloto deixou de lado a ideia de se aposentar ou deixar a Fórmula 1 num futuro breve. "Penso em contratos para o futuro. Sinto que estou a fazer um trabalho muito bom, estou a tirar o máximo proveito do carro na maior parte dos finais de semana. Tudo o que posso esperar é esforçar-me até ao limite e tirar o máximo de mim. Sinto que é o que estou a fazer. Não há razão para não seguir em frente ou tentar algo novo. Estou a gostar do meu desempenho", relata, deixando a modéstia de lado para dizer os seus motivos.

MARK WEBBER
REAFIRMA SAÍDA

Em Junho deste ano, Mark Webber confirmou que esta é a sua última temporada na Fórmula 1. De saída da principal categoria do automobilismo para disputar o Campeonato Mundial de Resistência (WEC), o australiano admitiu que o longo tempo na competição fez com que sua motivação diminuísse.
"Eu tenho estado no limite na F1 nos últimos anos, até do ponto de vista da motivação.

É preciso que nos deixemos conduzir. A pessoa renova-se todos os Invernos, mas o frio na barriga já não é o mesmo dos 24 anos", declarou o piloto em entrevista à F1 Racing.

Actualmente piloto mais velho da Fórmula 1, Webber está na categoria desde 2002. De lá para cá, ele passou pelas equipas Minardi, Jaguar e Williams até chegar à Red Bull, que defende desde 2007. Para o australiano de 37 anos, a rotina de piloto da F1 já não lhe agrada e foi fundamental para ele escolher outro desafio. "Eu lembro-me de ouvir essas coisas de alguns atletas há alguns anos.

Eles diziam que, enquanto se mantivessem motivados, continuavam. Nunca consegui imaginar isso ou entender o que significava. Como se pode perder a motivação? Mas as perguntas não param, continuam e agora ainda com mais frequência que no passado. Não é sobre a pilotagem ou as corridas, é como manter o meu próprio programa na F1 11 meses por ano", concluiu.