Jornal dos Desportos

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Felipe Massa bate recorde

20 de Março, 2013

Piloto brasileiro promete boas corridas nos próximos tempos

Fotografia: AFP

Felipe Massa bateu um recorde que seguramente não teria gostado de estabelecer. O brasileiro tornou-se no piloto com mais corridas seguidas sem vencer na história da Ferrari na Fórmula 1, publicou o site do jornal desportivo espanhol “Marca”.

A conta só leva em consideração os automobilistas que ganharam pelo menos uma prova com a equipa italiana. Quarto colocado do Grande Prémio da Austrália, em Melbourne, que abriu a época de 2013 da F1, no último domingo, Massa acumula 68 corridas sem subir ao degrau mais alto do pódio.

A sua última vitória data de 2 de Novembro de 2008, quando triunfou no GP do Brasil, no Circuito de Interlagos. Na ocasião, o brasileiro perdeu por um ponto o título Mundial para o britânico Lewis Hamilton, da McLaren, que terminou aquela etapa em São Paulo no quinto lugar.

De acordo com o diário espanhol, antes de Felipe Massa, o recorde negativo pertencia ao francês Jean Alesi. Este permaneceu na Ferrari entre 1991 e 1995 e somente na sua última época com o macacão vermelho conseguiu a primeira vitória, no GP do Canadá, em Montreal. No total, somou 67 corridas sem vencer pela equipa. O êxito foi o único da carreira de Alesi na F1, a qual encerrou em 2001.

O piloto brasileiro, de 31 anos de idade, é titular da Ferrari desde 2006 e tem contrato até ao fim desta época. Com 121 Grandes Prémios, Massa é o segundo piloto que mais disputou provas pela equipa na história, atrás apenas da marca de 181 do alemão Michael Schumacher. O espanhol Fernando Alonso é o décimo colocado dessa lista, com 59 participações.

QUEDA DA RED BULL

Depois de um óptimo desempenho nos treinos classificativos, o terceiro lugar de Sebastian Vettel e o sexto de Mark Webber surpreenderam muitas pessoas, dentre as quais Felipe Massa que não sabe explicar as razões da queda da Red Bull na corrida.

“Não tenho ideia de como explicar isso. Se olhar para o ano passado, eles tinham um carro incrível nas sessões de classificação e, nas corridas, eram mais incríveis, embora não tanto. Um ano antes, a mesma coisa”, destacou Massa.

A Ferrari está a dar prioridade às corridas. “Desde 2007, nunca mais tive um carro incrível nas qualificativas. A corrida foi sempre melhor que a classificação e esse é o caminho do nosso carro. Porquê? É impossível explicar”, afirmou o piloto brasileiro.

Ainda sobre o Grande Prémio da Austrália, etapa que abriu a época, Felipe Massa destacou que a estratégia usada pela Lotus para Kimi Raikkonen vencer não funcionaria na Ferrari, que teve um maior desgaste dos pneus.

“A corrida teve muitas surpresas. Com o nosso carro, era impossível fazer duas paragens. Kimi conseguiu fazer duas paragens e fez um trabalho fantástico. Nós precisamos de pistas diferentes, porque talvez o carro funcione de outra forma”, finalizou.

Sutil comemora regresso

De volta à Fórmula 1 após uma temporada afastado, o alemão Adrian Sutil foi das surpresas do Grande Prémio da Austrália. Logo na primeira prova no regresso à categoria, Sutil manteve a Force India nos primeiros lugares durante todo o trajecto, chegando a assumir a liderança pela primeira vez na categoria por algumas voltas.

Mesmo com o sétimo lugar, fruto de uma paragem obrigatória para a utilização de pneus super macios, o alemão comemorou o bom desempenho neste seu regresso. “Que corrida fantástica e que sensação óptima”, disse.

 “Comecei com os pneus médios, uma estratégia diferente da maioria dos carros à minha frente, e julgo que foi a decisão certa. O ritmo era rápido, o carro parecia estar muito bem e percebi que os que iam à minha frente iam parar cedo. Não foi preciso muito tempo até começar a liderar a corrida, o que me acontece pela primeira vez na F-1”, salientou.

Adrian Sutil, que manteve os pneus após a segunda paragem, voltou a assumir a liderança por mais algumas voltas. Na terceira paragem técnica para a utilização obrigatória de pneus super macios quase colocou em risco a corrida do alemão.

“Depois da segunda paragem técnica voltei à liderança e percebi que era possível conseguir um bom resultado, mas o meu último trecho com os pneus super macios foi muito mais difícil e perdi algumas posições. Pensei que precisava de parar mais uma vez, mas felizmente os pneus resistiram até às voltas finais e garanti o sétimo lugar, que foi é a forma perfeita da equipa começar a temporada”, salientou.


McLaren e Honda podem reeditar parceria


O jornal japonês “Asahi Shimbun” noticiou que a McLaren pode reeditar a parceria com a Honda. O jornal refere que a marca nipónica está a desenvolver o projecto de regresso para a temporada de 2015, último ano de contrato entre a McLaren e a Mercedes, actual fornecedora de motores da equipa inglesa.  A Honda, que forneceu os motores para a McLaren entre 1988 e 1992, conquistou quatro títulos mundiais de construtores e outros tantos de pilotos, três deles com Ayrton Senna.