Jornal dos Desportos

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Fernando Alonso continua sem pontuar na temporada 2015

10 de Junho, 2015

Alonso voltou a falar da sua passagem pela McLaren com optimismo

Fotografia: AFP

Depois de evidenciar os primeiros sinais de insatisfação, com a falta de desempenho do MP4-30, Fernando Alonso mostrou-se convencido de que tudo vai mudar para melhor depois de muito trabalho. O bicampeão do mundo reforçou a  fé no projecto McLaren Honda a longo prazo. Fernando Alonso é um dos três pilotos que ainda não pontuou na temporada 2015 do Mundial de F1. Em sete corridas, o espanhol teve como melhor resultado um 11º lugar no GP do Bahrein.

Depois disso, foram três abandonos: Barcelona, Mónaco e no último fim de semana, em Montreal. Mas Fernando depois de uma jornada tensa no GP do Canadá, onde deu seus primeiros sinais de insatisfação com a falta de desempenho do MP4-30, procurou reiterar a confiança no projecto McLaren Honda e disse: “Pagamos o preço por ser o primeiro ano”. Numa entrevista  ainda em Montreal, no último domingo, Alonso voltou a falar da sua segunda passagem pela McLaren com optimismo e disse esperar que tudo pode mudar para melhor.

“Eu entendo o que se vê de fora, mas não podemos  esquecermo-nos que no ano passado eu estava aqui a  fazer o quinto ou sexto e desesperado porque não tinha quem pudesse chegar às Mercedes. Então, para deixar de fazer quinto ou sexto tomamos uma decisão arriscada de ir para a McLaren Honda”, declarou em entrevista à imprensa espanhola no Circuito Gilles Villeneuve. Estamos a  pagar o preço de ser o primeiro ano, temos muitas coisas para fazer, mas é que de outra maneira íamos estar a falar da mesma coisa. Portanto, acredito neste projecto, estou a desfrutar a experiência de tudo o que estão a ensinar-me os japoneses e a McLaren”, disse.

Ciente de que o momento actual da McLaren é complicado, Alonso admitiu que o projecto precisa evoluir muito e que o trabalho precisa de ser ainda maior, mas avisou que mantém a fé na parceria com a Honda. “Acredito que sim. Tudo o que está a  ser feito tem  lógica, as evoluções que estão a caminho são coerentes, portanto sou optimista. Não somos competitivos e tampouco confiáveis da forma que gostaríamos, sabemos disso, por isso trabalhamos ao máximo para mudar a situação”.

Questionado sobre o polémico diálogo que travou com seu engenheiro durante a corrida, Fernando, já de cabeça mais fria, procurou minimizar.
“Tínhamos de poupar gasolina neste circuito e desde a primeira volta, estavam-me a dizer isso, mas eu estava envolvido em muitas disputas. Depois de duas ou três mensagens eu lhes disse que me deixassem lutar um pouco e divertir-me  para economizar combustível mais adiante”, concluiu.

Seis anos depois
Presidente da Ferrari
nutre boas expectativas


O presidente do Grupo Fiat, responsável pela Ferrari, Sergio Marchionne, esteve em Montreal no fim de semana para acompanhar a corrida e apesar de não ver nenhuma Ferrari no pódio, mostrou-se contente com os resultados da equipa italiana. A reclamar por regras simples que facilitem a disputa, o responsável elogiou as posturas de Sebastian Vettel e Kimi Raikonnen, mostrou-se confiante na busca de melhores resultados.

Depois dos pilotos da Ferrari terminarem em quarto e quinto lugares no GP do Canadá, respectivamente, os italianos ocupam a segunda posição no Mundial de Construtores, 105 pontos atrás da Mercedes, que segue a  dominar as etapas do Mundial de Fórmula 1 até então. “Estou muito contente com o trabalho da equipa. Estamos vindo de seis anos de inferno e agora estamos a levantar a cabeça pouco a pouco. Sebastian sempre dá tudo e creio que nos dará muitas alegrias, como Kimi”, disse.

A acreditar que a Ferrari pode surpreender a todos neste ano, Marchionne relativizou as propostas que tem sido feitas para alterar as regras na Fórmula 1,  pediu simplicidade nas resoluções. “Creio que devemos retomar as regras simples. Infelizmente, regras muito complexas foram impostas, mas esse período deve chegar ao fim. Temos de ver o que a Comissão vai decidir”, ponderou.

Em tempos, o italiano disse ser uma estupidez a proposta de alguns para fixarem um momento certo para o reabastecimento de todos os carros. “É uma bobagem absoluta isso de todos os carros reabastecerem ao mesmo tempo. Mas há todos os tipos de proposta. O único valor que isso tem, é que pode dar um elemento à mais de variação nas corridas”, comentou.