Jornal dos Desportos

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Fernando Alonso pede menos aerodinâmica

18 de Dezembro, 2015

Rendimento do piloto espanhol na presente temporada esteve muito aquém do esperado

Fotografia: AFP

Em entrevista ao site ‘Top Gear’, da emissora britânica BBC, o bicampeão do mundo foi enfático ao garantir que vai estar na grelha na temporada 2016, mas disse que precisa “estar aberto a qualquer possibilidade” na temporada seguinte, quando a F1 viverá uma evolução no seu regulamento técnico, proporcionando carros mais rápidos e desafiadores.

Ninguém espera que a F1 seja muito diferente em 2016 do que se mostrou ao longo da última temporada. Com pouquíssimas mudanças relevantes — como a introdução dos pneus ultramacios, exclusivos para circuitos urbanos —, o Mundial só vai viver uma pequena revolução em 2017, quando o regulamento técnico será modificado para permitir carros cerca de 5 a 6s mais rápidos que os actuais. Fernando Alonso entende que a F1 precisa mesmo mudar e sugeriu algumas mudanças. Como, por exemplo, uma categoria com motores mais potentes e sem tanta influência da aerodinâmica.

“Motores maiores, mais potência. Talvez, menos aerodinâmica. Mais liberdade para as equipes possam desenvolver [seus carros] e mais testes”, disse o piloto em entrevista ao site ‘Top Gear’, da emissora britânica BBC.

Alonso defendeu também uma F1 de volta às suas raízes, permitindo que as equipas possam testar mais vezes, tendo assim maiores possibilidades em termos de desenvolvimento. Como a F1 era há dez anos, que às vezes é entendida por ser mais cara, algo que eu duvido, porque a tecnologia de agora, como os simuladores, por exemplo, aumentam o custo”, comentou o piloto, trazendo a discussão para o futebol.

 “Se algumas equipas não podem se dar ao luxo de testar, mas isso é natural, é um desporto. O Real Madrid pode contratar alguns jogadores e outras equipes não podem. Mas eles não podem dizer que lamentam por isso. Na F1, há sempre uma necessidade de proteger as equipas menores, mas se eles não podem testar, então eles não podem testar”, complementou.