Jornal dos Desportos

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Modalidades

Ferrari surpreende em Barcelona

06 de Março, 2017

Mas vamos usar algumas, nas sextas-feiras de treinos livres como sessões de testes, o que devia ter feito aqui\

Fotografia: AFP

Enfim, a F1 viu os novos carros na pista, na semana que passou. Depois de meses de expectativas, os velozes bólidos da maior das categorias exibiram as novidades do regulamento 2017, e uma equipa esteve na boca do povo: a Ferrari, foi o grande destaque dos primeiros quatro dias de actividades, da pista de Barcelona.

Depois de meses de especulações, discussões e análises, finalmente, os carros da F1 foram à pista sob um diferente regulamento, que carrega a esperança de uma nova hierarquia de forças, e mais competitividade entre as equipas.

Para se alcançar o cenário actual, as novas regras foram estudadas a fundo, e elaboradas pelo chamado Grupo de Estratégia –  actualmente, formaram as seis principais equipas da grelha, além da FIA e da FOM – durante os dois últimos anos, com a intenção clara de deixar as corridas mais emocionantes, criaram maiores dificuldades para os pilotos e tornaram a F1 mais competitiva. Na realidade, é mais uma tentativa de recuperar a popularidade perdida, e a audiência de TV.

 Muito bem, dito isso, vamos às principais alterações, como forma de deixar os carros mais velozes – a ideia é que sejam até 5s mais rápidos -, o livro de regras deixou os modelos mais largos, e com um visual mais agressivo. Os pneus também são maiores, acompanharam as mudanças e ampliaram  a aderência mecânica. A borracha da Pirelli desgasta menos, agora. E, a parte aerodinâmica voltou a ser mais decisiva. O aerofólio dianteiro é maior, enquanto o traseiro ficou mais baixo, e largo. Além disso, as montadoras ganharam mais liberdade para o desenvolvimento dos motores.

Assim, os projectistas tiveram de recorrer  a recursos do passado recente da F1, para  se adequar à essa nova era. Daí, o ressurgimento de peças como asa barbatana, o ‘bico -mamilo’ e de outros elementos anteriormente usados, além de algumas novidades , como a dupla asa em ‘T’, desenvolvida pela Mercedes, ou as inteligentes entradas de ar da Ferrari, ou ainda a exótica asa dianteira da McLaren, e a suspensão dianteira da Toro Rosso.

O facto é que as equipas colocaram à prova as suas criações, nesta semana, que passou em Barcelona,  que foi o palco costumeiro dos testes da pré-temporada da F1, e o que se viu foi uma larga exposição de diferentes recursos aerodinâmicos e mecânicos, que atraiu a atenção não só dos poucos fãs que acompanharam as actividades nas bancadas, mas principalmente dos rivais.

Tanto é assim, que Christian Horner, o chefão da Red Bull, passou horas à beira da pista, a observar não só o seu RB13, mas também o W08, a SF70H, o FW40, o VJM10... Também foi possível acompanhar os engenheiros de diferentes equipas espalhados pelo traçado espanhol, bem como no pit-lane, a fazer fotos e a registar toda e qualquer informação possível. Afinal, agora é a hora para a colecta de dados, suas ou não.

Revelação
McLaren procura recuperar tempo


O director de corridas da McLaren, Éric Boullier, afirmou que a equipa pode lançar mão das sextas-feiras de treinos livres, para compensar a pouca quilometragem da pré-temporada. A equipa inglesa sofreu com problemas de confiabilidade do motor Honda, na primeira semana de testes, em Barcelona.

A McLaren reconheceu, que o desempenho apresentado na primeira semana de testes da pré-temporada da F1, está muito longe do que esperava. O motor Honda, uma vez mais, apresentou problemas de confiabilidade e deixou a equipa inglesa na mão, em dois dos quatro dias de actividades, em Barcelona. Além disso, a unidade de potência também desapontou, em termos de força.

Por isso, a cúpula da esquadra de Woking já admite, que por causa do início pouco promissor, a temporada deve ser mais difícil do que o inicialmente previsto.

 \"Definitivamente, este não é o nível que queríamos mostrar aqui. Não andamos muito e não conseguimos a quilometragem suficiente. Ainda assim, completamos voltas importantes ,e começamos a trabalhar no carro, para entender como tudo funciona\", explicou Éric Boullier, o director de corridas da McLaren, logo após as actividades no circuito catalão.

A equipa britânica, enfrentou problemas com o sistema de lubrificação do motor Honda, além de uma falha na unidade de combustão interna. Os dois contratempos, atrasaram os trabalhos de Fernando Alonso e de Stoffel Vandoorne. Por isso, a McLaren tem menos de metade da distância percorrida pela Mercedes e a McLaren, em Montmeló.

Boullier revelou, que como é pouco provável que a equipa recupere o tempo perdido na segunda bateria de testes, a ideia é utilizar alguns treinos livres, ao longo da temporada, para avaliar o carro e as novas peças. \"Não há uma solução para compensar o tempo que perdemos. Agora, temos de refazer a lista do que ainda precisamos de avaliar. Mas vamos usar algumas, nas sextas-feiras de treinos livres como sessões de testes, o que devia ter feito aqui\", disse o dirigente francês.

Nova temporada
Massa apresenta capacete
com Cristo Redentor


Depois de adiar a retirada da Fórmula 1, Felipe Massa mostra-se animado para a temporada, que está prestes a iniciar. O piloto divulgou, na sua conta pessoal no Twitter, um vídeo de apresentação do capacete que vai usar nas corridas.

O novo equipamento de Massa exalta o Brasil, mostra as cores da bandeira do país, e apresenta um desenho do Cristo Redentor, um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro e  que é considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo, na parte de cima.

O novo capacete a ser utilizado pelo piloto brasileiro, durante todo o ano de 2017, uma vez que a Fórmula 1 proibiu  trocas de equipamento. A temporada da principal categoria mundial está programada para 26 do mês em curso, no GP de Melbourne.