Jornal dos Desportos

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Ferrari actualiza motor para Monza

05 de Setembro, 2019

Fotografia: AFP

O discurso perfeccionista da Ferrari, muito próximo da corrida do GP da Itália de Fórmula 1, no lendário autódromo de Monza, começa a surtir efeitos práticos. A equipa que já se disse proibida de vacilar, para sonhar com a vitória em casa, anunciou que vai competir com uma versão actualizada da unidade de potência.
 Foi Mattia Binotto, chefe de equipa, que confirmou a mudança. O dirigente destacou que correr com o melhor motor possível, é especialmente importante na pista mais veloz do calendário. E, isso, vem sem contrapartida, já que Charles Leclerc e Sebastian Vettel não vão ser punidos na grelha – a dupla ainda está dentro do limite de troca de peças da unidade de potência.
 “É hora de correr em casa e não há jeito melhor de ir para Monza, do que tendo vencido a etapa de Spa -Francorchamps”, disse Binotto. “É um grande agradecimento aos nossos fãs, que nos deram muito apoio, numa temporada que esteve longe de ser fácil até aqui. Monza é uma pista em que corremos com velocidades médias muito altas, em longas rectas e travões fortes, com um pacote de pouco downforce. Planeamos introduzir a nossa terceira unidade de potência, nesse fim de semana”, seguiu.
 António Giovinazzi, da Alfa Romeo, foi cobaia para a experiência da nova unidade de potência. O italiano foi o único a andar com actualização, trouxe motivos de preocupação – o carro 99 teve problemas mecânicos no treino classificativo, forçou a uma troca de motor na manhã do dia seguinte. Mesmo assim, a Ferrari vê-se confiante em evitar erros e ir ao alto do pódio de Monza, pela primeira vez, desde 2010.
 “Vimos na Bélgica que para vencer, é preciso ser perfeito. O nosso objectivo é fazer exactamente isso, em Monza. Não pode haver espaços para erros. A nossa corrida caseira sempre é importante, mas ainda agora que celebramos 90 anos de Scuderia Ferrari. Correr na frente dos nossos fãs sempre é um impulso extra, uma motivação a mais. Além disso, não há um pódio, como o de Monza e não há um público, como o italiano”, encerrou Binotto.