Jornal dos Desportos

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Ferrari ameaa deixar F1 devido a motor padro

18 de Dezembro, 2015

Maurizio um dos responsveis da Ferrari confirmou a pretenso da sua equipa

Fotografia: AFP

A Fórmula 1 vive momentos de indefinição. A FIA deu aval a Jean Todt (presidente da própria entidade) e Bernie Ecclestone (mandatário da F1) para eventuais mudanças na categoria, que podem começar pelo tipo de motor utilizado nos carros. Pelo menos no que depender da pressão da Ferrari, a alteração não deve ser feita.

“Seria uma grande pena se a Ferrari deixasse a Fórmula 1, mas não podemos ser colocados de joelhos sem dizer nada”, ameaçou o presidente da equipa, Sergio Marchionne, durante a tradicional conferência de imprensa natalina da Ferrari.

A ideia da FIA é de proporcionar motores alternativos para as equipas que não tenham acordos com as actuais fabricantes. A alteração só teria efeito a partir de 2017, mas a discussão tem incomodado as fabricantes mais poderosas da F1.

“Se transformarmos a Fórmula 1 em Nascar, nós vamos perder a vantagem da experiência em soluções de pista. Isso pode impactar nos nossos resultados. Nós entendemos as dificuldades enfrentadas pelas equipas menores, mas não cabe à Ferrari resolver isso, e sim à FOM [Formula One Management]”, prosseguiu o mandatário.

Diante de tanta resistência, Ecclestone pode recorrer à ajuda da União Europeia com a justificativa de que estas fabricantes podem prejudicar a concorrência justa na categoria. “Eles são contra essas coisas anticompetitivas e não gostam de cartéis”, afirmou o presidente da F1.

Outra crítica de Marchionne parte da campanha levantada pela Red Bull. Antes de optar por dar sequência aos motores da Renault, que agora serão chamados de TAG-Heuer, a escuderia austríaca chegou a tentar um acerto com Honda, Mercedes e a própria Ferrari.

“A Red Bull é uma equipe incompleta”, começou o italiano. “Eu achei ofensivo e pretensioso que eles pensem que alguém deveria fortalecer uma equipe que já está em posição muito competitiva”, reclamou o líder da Ferrari.