Jornal dos Desportos

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Ferrari busca nova estratégia

02 de Maio, 2015

A equipa Ferrari quer alcançar a Mercedes e os pilotos terem uma estratégia agressiva ao longo da temporada

Fotografia: APF

A Ferrari está em busca de novos níveis para competir com a Mercedes e voltar a firmar-se como uma equipa para lutar pelo topo da Fórmula 1 e para isso vai adoptar uma estratégia “agressiva”.

Pelo menos é o que garante o chefe da escudería, Maurício Arrivabene. A equipa de Maranello quer aproveitar a competividade dos seus pneus para continuar a pressionar a Mercedes, mais ainda depois de ter conquistado quatro pódios, nas primeiras quatro etapas da temporada.

“Nós reconhecemos o vão entre a Mercedes e a nossa equipa. Então, o único jeito é ser agressivo”, afirmou o italiano em entrevista ao Autosport. “No Bahrein, nós usamos uma estratégia agressiva e é exatamente o que nós discutimos. Se algum dia, nós não sabemos quando, nós estivermos aptos a alcançá-los, a estratégia deve ser posta em conjunto de uma forma um pouco diferente”, acrescentou.

A táctica agressiva da Ferrari tem dado certo. Vettel facturou o bronze na abertura da temporada na Austrália e em seguida sagrou-se campeão na Malásia. Na sequência, ganhou um bronze na China, enquanto Raikkonen  conquistou a prata no Bahrein. Depois do título do alemão, a actual campeã viu-se obrigada a mudar a sua estratégia de paragens nas duas corridas seguintes, em Xangai e Sahkir.

Em comparação ao ano passado, em que a Ferrari terminou o Mundial de Construtores em quarto lugar com 216 pontos, atrás de Mercedes (701), Red Bull (405) e Williams (320), estar na vice-liderança com 107 pontos, apenas 52 atrás da Mercedes, já é um grande avanço. Arrivabene revelou que a Ferrari pretende introduzir algumas melhorias para o Grande Prêmio da Espanha, marcado para o dia 10 de Maio.

“Eu ouvi dizer que várias equipas estão a vir com novidades. Nós estamos a preparar, como todos os outros, algumas soluções para Barcelona. Estamos a fazer todo o nosso desenvolvimento passo a passo, mas eu acho que em Espanha, finalmente teremos um bom pacote”, completou.

SAUBER
Nesta semana, Max Mosley reacendeu o debate sobre um tecto orçamentário para as escuderias da Fórmula 1, que podia ser a contrapartida de uma diminuição de exigências relacionadas com a mecânica dos carros.

A chefe de equipa da Sauber, Monisha Kaltenborn, concordou com o ex-presidente da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) e expressou apoio à regulamentação financeira da categoria.“Como equipa, nós sempre apoiamos que o tecto orçamentário é o único caminho sensato a seguir. Isso  dá uma ideia positiva de quanto  deve gastar para a temporada. Com a ideia de Max (Mosley), ele fez tudo que pode para valorizar o desafio técnico e de engenharia (da F-1)”, disse Kaltenborn à Autosport.

A chefe da Sauber vai mais longe e fala  numa grande transformação política. Para ela, a regulamentação do tecto orçamentário por parte da FIA contribuia para a promoção da igualdade na Fórmula 1, diminuia a diferença de desempenho entre as equipas mais ricas e as menos endinheiradas.