Jornal dos Desportos

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Ferrari critica equipas

29 de Outubro, 2015

Arrivabene insatisfeito com brincadeiras

Fotografia: AFP

A Ferrari criticou duramente as equipas que optaram por brincadeiras durante o longo sábado de espera em Austin. A chuva forte sob a pista norte-americana alterou a programação da F1 acabou por adiar a definição da grelha para a corrida de domingo.O sábado da F1 em Austin foi altamente tumultuado por conta da tempestade que atingiu o Circuito das Américas. A intempérie alterou a programação e impediu a realização da classificação. Só que a decisão de passar a definição da grelha para o domingo levou tempo.

comissários optaram pela cautela e foram atrasando aos poucos. Assim, por conta da demora, algumas equipas e pilotos decidiram usar a criatividade para entreter o público e a si mesmos. Mas nem todos participaram das brincadeiras, como foi o caso da Ferrari. A equipa italiana, aliás, teceu comentários negativos sobre a descontracção nos boxes rivais e criticou a acção de algumas equipas.  "Somos uma equipa de F1 e não o Cirque du Soleil", disse Maurizio Arrivabene, acrescentando ainda que o que os mecânicos e pilotos fizeram não foram para entreter o público, mas, sim, a TV.

É bom quando alguém entretém o público, é absolutamente bom. Mas nós demos autógrafos para as pessoas que esperaram todo o treino, nós trouxemos algumas crianças em cadeiras de rodas para os pits. Preferimos fazer essas coisas em vez de simular pesca ou fazer coisas engraçadas só para a TV. Isso realmente não é fazer algo pelos fãs", completou o dirigente.  Kimi Räikkönen compartilhou da opinião do chefe.

Revelação
Wolff impôs condições
à Red Bull


Toto Wolff, chefe da Mercedes, disse que estabeleceu apenas duas condições para fornecer motores à Red Bull, mas que a equipa chefiada por Christian Horner nunca quis debater as imposições e que, por isso, as negociações não foram adiante. A primeira condição era não fazer nada contra vontade da Renault e a segunda era que a equipa tetracampeã não poderia ser melhor que os alemães.

Toto Wolff revelou que impôs apenas duas condições para fechar um acordo de fornecimento de motores com a Red Bull para 2016, mas que a equipa austríaca nunca quis discutir os termos do contrato. O dirigente ainda afirmou que as negociações aconteceram durante o mês de Julho último.  A informação também foi confirmada por Bernie Ecclestone, que disse, durante o GP dos EUA, no último fim de semana, que a esquadra das bebidas energéticas começou a desfazer os laços com a Renault porque achou que já havia garantido um contrato com a montadora de Stuttgart.

A reunião que marcou a conversa entre Red Bull e Mercedes, ainda durante o verão europeu, contou com a presença de Wolff, Christian Horner, chefe da esquadra tetracampeã, Niki Lauda, o presidente não-executivo da Mercedes, além de Ecclestone, o patrão da F1. No entanto, a equipa alemã alega que a Red Bull nunca respondeu às condições impostas e que, por isso, a negociação foi encerrada. "Nós tínhamos dois pontos chave. A primeira condição que precisávamos era ter uma carta branca da Renault, já que eles são parceiros industriais da Mercedes, e nós nunca faríamos nada contra eles", afirmou.