Jornal dos Desportos

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Ferrari est preocupada com ritmo de qualificao

11 de Abril, 2013

Ferrari quer melhorar na qualificao no GP da China

Fotografia: AFP

A Ferrari está a viver problemas velhos numa época nova, o que significa que o trabalho dos técnicos se concentra em obter melhor rendimento do carro em qualificação, algo que em 2012 foi uma batalha perdida.

É certo que o F138 é muito melhor do que o antecessor - e que isso se nota ainda mais em corrida, avaliando os dois primeiros GP das temporadas 2012 e 2013 -, mas o director técnico, Pat Fry, sublinhou que a equipa tem “um longo caminho” a percorrer de forma a melhorar o desempenho na qualificação.

“É nesse aspecto que estamos todos a trabalhar arduamente”, revelou o engenheiro inglês, ao reconhecer que o ritmo de corrida é “razoável” e que o desempenho com os tipos de pneus já utilizados é “bom”.

“Temos estado concentrados nos turnos longos, embora estes não sejam tão longos como no passado, porque esta temporada contamos com mais paragens nas boxes. Contudo, não temos ignorado o nosso ritmo de qualificação.

Estou certo de que podemos melhorar nesse aspecto, à medida que aprendemos mais sobre o carro e tiramos melhor partido dele”, sublinhou Pat Fry, em declarações que antecedem o Grande Prémio da China, terceiro da temporada, que tem lugar no próximo fim-de-semana.

“A chave será fazer com que o nosso programa de evolução do carro ande mais depressa do que os das outras equipas. É algo que se vai arrastar toda a temporada e temos de, pelo menos, igualar o trabalho que fizemos em 2012. Até agora, estivemos bem desde o design até ao fabrico, melhorando em relação ao passado no que toca a transpor as coisas novas para o carro”, acrescentou Pat Fry.

Sobre o GP da China, o inglês destacou que tem lugar num “circuito que coloca desafios de vária ordem, com curvas de diferentes tipos e uma recta de 1,2 quilómetros”.

“É cedo para adiantar se o nosso carro vai adaptar-se melhor do que os outros, uma vez que há muitos pontos de interrogação. Por exemplo, trata-se do primeiro fim-de-semana este ano em que vamos ter à disposição os compostos Pirelli macio e médio”, lembrou.  “No final deste GP teremos uma imagem mais clara de como todos os tipos de pneus se comparam entre eles. Assim, de certa forma, Xangai será um exercício de aprendizagem para todos”, acrescentou.

Equipa quer fazer
melhor que em 2012

No ano passado, Fernando Alonso foi 9º e Felipe Massa 12º na qualificação do GP da China. A corrida não trouxe melhores resultados, com o espanhol a acabar em 9º e o brasileiro em 13º.

Na análise dos dois primeiros GP das duas últimas temporadas, Austrália e Malásia, a Ferrari revela estar mais equilibrada no que toca à relação entre qualificação e corrida. Assim, em Melbourne passou de 12º, com Fernando Alonso, e 16º, com Felipe Massa, na grelha de partida de 2012, para 5º e 4º, respectivamente. O espanhol foi depois 2º na corrida e o brasileiro 4º.

Em Sepang, a qualificação de Fernando Alonso em 2012 rendeu um 9º lugar e a de Massa um 10º. Por esta ordem acabaram a corrida em 1º e 15º,  enquanto em 2013 largaram de 3º (Fernando Alonso) e 2º (Felipe Massa), para registarem uma desistência por acidente (Fernando Alonso) e um 5º lugar.

No que toca a pontos, a equipa italiana soma mais cinco do que no mesmo período em 2012 (40 contra 35), com Felipe Massa a obter 22 e Fernando Alonso - que em 2012 somava 35 - 18.

Projecção
Massa acredita na luta pelo título

Felipe Massa mostrou-se optimista sobre a conquista do título no “mundial” de Fórmula 1, apesar de estarem disputadas apenas duas jornadas. “Tudo o que posso dizer é que temos duas equipas a lutar pelo campeonato e uma delas somos nós. Sei que até agora foram duas provas disputadas, mas tenho boas sensações sobre a temporada”, disse.

O quinto classificado do GP da Malásia aposta no crescimento da equipa durante a temporada. O Grande Prémio da China, que acontece domingo, pode mostrar a evolução da equipa.

“Após alguns ajustes, estamos bem preparados para a China. Espero que isso se traduza num bom desempenho. O nosso objectivo são mais pontos, um pódio ou quem sabe uma vitória. Precisamos de objectivos maiores”, adiantou.

GP DA CHINA
McLaren quer melhorar


A McLaren espera obter bons resultados a partir do Grande Prémio da China, que acontece este fim-de-semana em Xangai, referiu o director da equipa, Jonathan Neale, que disse saber onde estão os problemas no carro e o que tem condicionado um melhor desempenho dos seus pilotos no “mundial” de Fórmula 1.

“Acredito que sabemos onde estão os problemas do carro. Conseguimos melhorar o carro entre a Austrália e a Malásia e estávamos mais próximos do ritmo. Com o que aprendemos naquele fim-de-semana, estamos a fazer algumas actualizações para o Grande Prémio da  China. Algumas são de rotina, outras uma resposta ao momento”, avaliou Jonathan Neale, director da McLaren-Mercedes.

Na primeira corrida do ano, na Austrália, Jenson Button foi o único piloto da equipa a pontuar, ao terminar na nona posição, a mesma alcançada pelo seu companheiro Sergio Pérez na Malásia. Com estes os resultados, a equipa de Woking soma quatro pontos e ocupa apenas o sétimo lugar na classificação de construtores.

Ainda que os últimos resultados não tenham agradado, Jonathan Neale disse acreditar que, por enquanto, não é preciso ficar preocupado e realçou que a equipa apresenta uma boa evolução, e que o  próximo Grande Prémio é fundamental para confirmar o avanço.

“Acredito que agora estamos no caminho certo. Temos uma ideia de onde estão os problemas. Acreditamos que temos basicamente um pacote muito bom. Claramente não é a performance que esperávamos, mas, como todos sabem, a temporada é longa. Não temos nenhuma ilusão sobre a quantidade de trabalho que precisamos de fazer para dar ritmo ao carro. Não há uma coisa, uma pílula mágica. Existem muitas coisas que vão restaurar a performance do carro. Como é óbvio, não foi o início ideal, não podemos fugir disso, mas acredito nesta equipa e neste carro”, garantiu.

COREIA DO SUL
Possibilidade de conflito
pode anular Grande Prémio

A possibilidade do conflito entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul pode inviabilizar o GP previsto para 6 de Outubro, no circuito de Yeongam, no território sul-coreano.

As relações entre Coreia do Sul e Coreia do Norte são muito conturbadas. O clima tem ficado cada vez mais tenso entre elas e tem chamado a atenção de todo o mundo.

Mensagens veiculadas por autoridades norte-coreanas alertam para que estrangeiros deixem o território vizinho e que a situação na península está a avançar para um início de uma guerra nuclear.

Enquanto a Coreia do Norte já transportou mísseis para áreas estratégicas do país, o Japão também posicionou armamento no centro de Tóquio para defender possíveis ataques. Mesmo assim, alguns analistas afirmam que, embora exista uma grande tensão, a ameaça de guerra é baixa.

O Grande Prémio no território sul-coreano é o 14º da temporada e antecede a prova do Japão, o que também coloca em dúvida a sua realização, já que é outra área que pode ser afectada pela guerra e que sofreu ontem ameaças da Coreia do Norte. Em comunicado do único partido norte-coreano publicado no jornal “Rodong Sinmundo”, o país vai sofrer severas consequências se agir contra Pyongyang.

“O Japão está perto do nosso território e, portanto, não pode fugir dos nossos ataques. Se houver um acto de guerra, todo o território do arquipélago japonês se transformará num campo de batalha.