Jornal dos Desportos

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Modalidades

Ferrari forçada a cancelar testes

14 de Fevereiro, 2017

Vettel perdeu o controle do carro

Fotografia: AFP

A pancada de Sebastian Vettel num teste na última quinta-feira obrigou a Ferrari a encerrar mais cedo as actividades que visavam ajudar a Pirelli a desenvolver seus pneus de chuva.

O acidente, que deixou o alemão com dores no cotovelo, também destruiu peças que a equipa não consegue repor a tempo, provocando o cancelamento da sessão que estava programada para esta sexta-feira.

Realizado em Fiorano, na pista particular da Ferrari na Itália, o teste seria de dois dias. Imagens em vídeo do incidente mostraram Vettel perdeu o controle do carro em uma pista molhada artificialmente e atingiu em cheio o guard rail.

A decisão de abandonar o teste significa que o terceiro piloto da Ferrari, o italiano Antonio Giovinazzi, não terá a possibilidade de andar nesta sexta-feira. Vindo da GP2, o piloto andou pela primeira fez pelo time italiano no início do mês.

A Pirelli considera muito importante testar seus pneus em pista molhada, uma vez que especialmente o composto intermediário sofreu muitas críticas nos últimos anos.

Os problemas seriam de aquecimento e de aquaplanagem e os fabricantes se defendiam lembrando que não tiveram oportunidades de usar seus compostos em condições de chuva antes de produzir os pneus.

Por conta disso, foi introduzido um programa de testes em pistas que podem ser molhadas artificialmente, como Fiorano e Paul Ricard, na França.

Outro motivo da importância dos testes na chuva é uma mudança na regra para esta temporada, que prevê a realização de largadas estacionárias quando uma corrida é iniciada com Safety Car. Como isso ocorre quando chove, é importante que os novos pneus ganhem temperatura mais facilmente para evitar riscos.

Porém, quando Vettel bateu, a temperatura ambiente não passava dos 5ºC, dificultando a avaliação do composto.Os testes coletivos de pré-temporada, com a utilização de carros de 2017, começa só dia 27 de Fevereiro, na Espanha, e um dia de atividades deve ser dedicado aos pneus de chuva.

Contratação
Mercedes vai atrás de Sebastian Vettel


Nico Rosberg deixou a Mercedes em situação difícil no final do ano passado ao anunciar a sua aposentadoria apenas cinco dias após a conquista do campeonato mundial. Com a grande maioria dos pilotos sob contrato para 2017, a equipa teve de desembolsar alguns milhões de dólares para entrar em acordo com a cliente Williams e liberar Valtteri Bottas, o escolhido para o lugar.

Porém, o contrato do finlandês é de apenas um ano, deixando a Mercedes, disparada a melhor da Fórmula 1 nos últimos três anos, em posição privilegiada para montar sua dupla para a temporada de 2018, uma vez que uma série de contratos termina ao final deste ano.
É o caso do próprio Bottas, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Sergio Perez, Nico Hulkenberg e outros.

Mas Rosberg acredita que a Mercedes vai atrás de Sebastian Vettel."Entendo que a opção pelo Bottas fez sentido para a Mercedes", disse Rosberg ao jornal italiano La Reppublica."Mas o contrato de Vettel com a Ferrari termina neste ano, então ele seria uma opção que faz sentido para a Mercedes e tenho certeza que eles vão contemplar isso."

A passagem de Vettel pela Scuderia tem sido de altos e baixos. Depois de uma temporada promissora em 2015, em que venceu três etapas, o alemão tem deixado claro seu descontentamento com a falta de desenvolvimento do carro e de resultados e já afirmou que não quer começar cedo qualquer conversa sobre uma possível renovação.


MOTORES
Grande Prémio Qatar mesmo sob chuva


A Associação Internacional de Equipas de Competição (IRTA) assegurou às equipas participantes no Mundial de motociclismo de velocidade, que o Grande Prémio do Qatar de MotoGP vai realizar-se, mesmo que tenha de disputar-se sob chuva.

Em carta enviada às equipas, a IRTA informa que a prova de abertura do Campeonato do Mundo de 2017 vai ser mesmo a única que pode decorrer com aquelas condições climáticas, ao contrário das corridas de Moto2 e Moto3, as quais mesmo no Qatar, devem ser canceladas em caso de chuva.

Na base da decisão, dos organizadores da competição, estão razões de segurança, nomeadamente, o perigo de encandeamento que acarreta  aos pilotos o facto de a iluminação do circuito de Losail ser reflectida no piso molhado.Apesar daquela directriz, cabe às equipas e aos pilotos de MotoGP decidir, no momento, se estão reunidas as condições de segurança necessárias para a realização da corrida da categoria rainha do motociclismo de velocidade.