Jornal dos Desportos

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Ferrari obriga Mercedes a inovar

24 de Novembro, 2015

Receosos que italianos encontrem soluções torna engenheiros alemães ficam mais criativos

Fotografia: AFP

A evolução da Ferrari durante a temporada de 2015, já está a interferir na maneira como a Mercedes avalia as mudanças que vai fazer no projecto do carro, do próximo ano. O mais lógico era seguir na mesma linha dos modelos anteriores, uma vez que as mudanças nas regras são mínimas e a equipa está  a dominar a Fórmula 1 desde o início de 2014.

Porém, o temor de que os italianos encontrem novas soluções está a obrigar os engenheiros alemães a serem mais criativos em 2016.
Admitindo que a equipa já teste novas soluções para o próximo carro, uma vez que os títulos de construtores e pilotos de 2015 estão garantidos, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, explicou que a equipa está a inovar para o próximo ano.

"Você pode errar muito se fizer uma evolução de um carro que já rende muito bem. Então, ainda não temos a certeza. Há algumas coisas interessantes que estão a ser projectadas e testadas. Uma destas coisas estava no carro no final de semana no Brasil."Um dos importantes sistemas que estão  a ser testados é uma nova suspensão, algo importante para evitar o desgaste dos pneus, área em que a Mercedes ficou aquém da Ferrari na maioria das provas deste ano.

"É uma avaliação permanente entre evolução e revolução,  ainda não é claro se queremos ter uma abordagem mais inovativa ou não. Mas no momento é óptimo ter conquistado o campeonato e pode estudar mudanças."Com os títulos decididos, a Fórmula 1 faz a sua última etapa dia 29 de Novembro, em Abu Dhabi.

WILLIAMS DESISTE
A Williams desistiu do recurso para tentar invalidar a exclusão de Felipe Massa do GP do Brasil, devido a irregularidades num dos pneus do carro do brasileiro, que chegou em oitavo lugar na prova. Mesmo convencida de que não havia nenhuma irregularidade, a equipa decidiu acatar a punição pois já tem o terceiro lugar entre os construtores assegurado e um recurso pode representar altos custos.

Em declarações durante os treinos para a Corrida dos Campeões, evento de que participa neste final de semana, em Londres, Felipe Massa disse ter considerado a punição estranha. "Honestamente, eu não entendo", disse o brasileiro ao site F1i. O que aconteceu foi muito, muito estranho. Não senti nada diferente no carro,  certamente se houvesse tanta diferença na temperatura do pneu eu podia sentir que o carro estava bem pior logo na primeira curva".

A exclusão aconteceu porque uma medição, feita pela FIA na grelha de partida, mostrou que a temperatura estava 27ºC acima do permitido e a pressão, 0.1psi maior que o limite máximo estabelecido para o circuito de Interlagos. De acordo com os dados recolhidos pela FIA, o pneu traseiro direito do carro de Massa estava a 137ºC, quando o limite estabelecido é de 110ºC. A pressão também estava mais alta que os 20.5psi estabelecidos como o tecto pela Pirelli.

Contudo, a Williams negou que o pneu estivesse com a temperatura tão alta e acusou a federação de ter errado na medição. Conforme os dados da própria equipa, o pneu estava a 104ºC, bem abaixo do limite. "Compramos exactamente o sensor que a FIA usa e fazemos revisões aleatórias para determinar se estamos dentro das regras. É muito crítico para nós entender onde está esse problema, pois temos três medidas independentes e nenhuma delas deu um resultado sequer parecido com o que a FIA apontou", disse o chefe de performance, Rob Smedley, logo após a prova.