Jornal dos Desportos

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Ferrari oferece motor à Red Bull

04 de Fevereiro, 2016

Presidente da FIAT e da Ferrari ofereceu motores à Red Bull e à equipa satélite

Fotografia: AFP

O presidente da FIAT e da Ferrari, Sergio Marchionne, quer que a Alfa Romeo uma das marcas do grupo regresse à Fórmula 1 como fornecedora de motores. E, tentou uma parceria com a Red Bull, de acordo com o diário alemão Bild.

O negócio deve ter emperrado por questões financeiras. Marchionne declarou recentemente que ia apoiar o regresso da Alfa Romeo porque "é importante para qualquer marca estar associada à F-1", quer um parceiro que financie parte do investimento para o desenvolvimento de uma nova unidade de potência, pagando algo em torno de 30 milhões de euros.

Para efeito de comparação, as equipas clientes hoje pagam entre 20 e 25 milhões de euros pelos motores, valor que deve baixar para 12 milhões nos próximos anos, após um acordo entre as montadoras. O motor da Alfa Romeo pode ser desenvolvido pela própria Ferrari, mas pela divisão de carros de rua e não da desportiva, que hoje cuida da unidade de potência da própria equipa.

Marchionne pode ter oferecido motores à Red Bull e à equipa satélite, a Toro Rosso, mas o negócio deve ter esbarrado nos custos. A solução encontrada pela Toro Rosso foi o uso de motores Ferrari de 2015 na próxima temporada, algo que deve trazer um ganho de cerca de 50cv em relação ao propulsor Renault que a equipa utilizou no ano passado.

Quanto à Red Bull decidiu continuar com o motor Renault, adoptando o nome Tag Hauer e aposta  numa melhoria dos franceses neste ano, quando houver um aumento do investimento devido ao regresso dos franceses como construtores. O acordo só vale até o final deste ano.

CRISE DO PETRÓLEO
DERRUBA MALDONADO

O dinamarquês Kevin Magnussen foi  anunciado ontem como companheiro de Jolyon Palmer no regresso da equipa Renault à Fórmula 1. O ex - McLaren ficou com a vaga de Pastor Maldonado, que ficou prejudicado devido à crise do petróleo e ao colapso económico da Venezuela.

A Renault anunciou a sua dupla de pilotos e a nova administração. O ex -chefe da ART Grand Prix, tradicional equipa de categorias de base, Frederic Vasseur, também foi anunciado como comandante da formação francesa e existe ainda a expectativa da presença de Alain Prost no projecto, embora não esteja confirmado.

Até então patrocinado pela petrolífera estatal do seu país, Maldonado perdeu a vaga por falta de pagamentos. O venezuelano disputou cinco temporadas e chegou a vencer uma prova de forma surpreendente em Espanha, em 2012. Porém, ficou marcado pelos inúmeros acidentes causados e pelas punições sofridas.

 Magnussen teve a primeira chance na McLaren a actuar como titular em 2014. Porém, foi uma temporada ruim para a equipa e para o dinamarquês,  filho do ex- F-1 Ian Magnussen, que  perdeu espaço na equipa com a chegada de Fernando Alonso e com a ascensão de Stoffel Vandoorne campeão da GP2 ano passado.

Com isso, foi demitido no final de 2015. Na Renault, Magnussen vai encontrar uma equipa renovada após a compra do que era a equipa da Lotus, até o ano passado. O negócio  foi fechado em Dezembro.

DECISÂO
Honda explica recusa do pedido da McLaren

O chefe da Honda, Yasuhisa Arai, contou como a montadora de Sakura lidou com o pedido da McLaren de que a parceira contratasse engenheiros experientes de preferência vindos de outras grandes equipas da F1. De acordo com Arai, trata-se  de uma diferença de filosofia, mas a Honda acredita em cultivar a mão-de-obra.

Durante a campanha historicamente ruim de 2015, a McLaren em determinado momento sugeriu que a Honda contratasse engenheiros com experiência em outras equipas de ponta da F1, para ajudar no trabalho do fim do ano. A fábrica de Sakura, no entanto, não gostou da ideia. Conforme o chefe da Honda, Yasuhisa Arai, a contratação de reforços por tempo definido é algo que não faz parte da filosofia da marca.

Nas palavras de Arai, a Honda prefere "cultivar a mão-de-obra”. Arai deixou claro, um dos motivos que causaram desentendimentos no primeiro ano da parceria renovada: as diferenças culturais entre uma companhia europeia e uma japonesa.

 "Em algum momento do Verão passado eles perguntaram se tínhamos recursos suficientes e queriam saber o motivo de estarmos a fazer coisas por nós mesmos. Também  pediram-nos  para usar pessoal de fora, o que é normal na perspectiva deles, dada a alta mobilidade de trabalho na Europa. Mas nós explicamos que a Honda tem uma filosofia diferente", disse em entrevista à rede de TV inglesa “Sky Sports”.

"É importante cativar mão-de obra. Não é aceitável para nós ter um engenheiro de fora para ficar por apenas três meses ou meio ano. Não divulgamos o número de pessoas a  trabalhar na nossa equipa de F1, quase metade é nova na área", afirmou. Arai disse que o ano de estreia da Honda foi como uma partida de “Whac-A-Mole” - aquele tradicional árcade onde o jogador precisa de bater nas marmotas que saem dos buracos numa máquina.

De acordo com o chefe, "assim que um problema era resolvido, outro aparecia". O executivo ainda confirmou que mesmo com a McLaren a negar  a necessidade, a Honda pretende  diminuir o tamanho da unidade de força ao mesmo tempo em que aumenta a potência. "Carros da F1 não podem andar rápido, sem a consideração apropriada dada à resistência”, disse.

DECISÂO
Esteban Ocon firma contrato
como piloto reserva da Renault

Esteban Ocon um dos jovens mais promissores no automobilismo vai assumir a posição de piloto reserva da Renault na F1, de acordo com a “Autosport”. O movimento causa estranheza por outro factor: a carreira de Ocon é apoiada pela Mercedes.

Esteban Ocon campeão da GP3 em 2015 está a encaminhar a sua entrada na F1,  mesmo que pela porta dos fundos. O francês despontou como um dos nomes mais promissores do automobilismo, assegurou a vaga de piloto reserva da Renault na principal categoria do automobilismo. A informação é da “Autosport”.

 O anúncio chama mais a atenção por outras ligações de Ocon ao automobilismo. No começo de 2015, o francês passou a ter a carreira apoiada pela Mercedes, que assumiu a responsabilidade de gerenciar a carreira do pupilo e encontrar vagas para 2016. Até aqui a única vaga encontrada foi justamente  numa equipa de fábrica concorrente.

A Renault também tratou de contratar outros nomes vinculados a Ocon. Frederic Vasseur, chefe da ART – equipa de Esteban na GP3 – deve assumir um cargo de chefia na equipa francesa que regressa à F1 depois de um hiato de seis temporadas. Mas a saga de vagas não termina aqui. Ocon ainda não definiu em qual categoria vai correr em 2016.

Em teoria, o francês devia dar um salto para a GP2, último certame antes da F1, mas o DTM também é uma possibilidade. A manobra já foi aplicada com Pascal Wehrlein, campeão no turismo, enquanto tenta arquitectar  o seu caminho para a F1. Hoje, o alemão é piloto reserva da equipa bicampeã do mundo.

NOVA ÈPOCA
Vettel e Massa pedem
mudanças nos pneus


Sebastian Vettel e Felipe Massa podem ser dos pilotos presentes na reunião que a Pirelli promove hoje, em Milão,  para discutir mudanças nos pneus para a temporada de 2017. Os pilotos querem um produto que  dê a oportunidade de atacar mais nas corridas e economizar menos. Vettel um dos pilotos mais críticos em relação aos actuais pneus, vai estar acompanhado pela dupla de pilotos da Williams, Felipe Massa e Valtteri Bottas e também é esperada a presença de Nico Rosberg, da Mercedes.

A reunião ganhou importância depois de um encontro dos directores técnicos, na semana passada, que ia servir para a tomada de decisões importantes para o novo regulamento, acabou sem grandes conclusões. Com isso, o papel dos pneus  tornou-se  ainda mais central. A ideia inicial era tornar os carros mais rápidos, por meio de alterações, nos pneus e na aerodinâmica. Porém, acredita-se que esse conjunto afecte significativamente as ultrapassagens.

A reunião da Pirelli conta com a presença do promotor Bernie Ecclestone, do presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, e de lideranças como o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne.

HAMILTON
Hamilton está indicado ao prémio de desportista do ano

Lewis Hamilton vive de luxos e excessos, além de varrer quem passe no seu caminho, nas pistas do mundo da F1. E quem disse que não é disso que crianças gostam? O tricampeão mundial foi indicado para o Kids' Choice Awards britânico de 2016.

James Hunt nunca foi reconhecido como uma personalidade infantil, enquanto a sua personalidade efervescente, deixava bem claro do que gostava nos tempos de piloto. É do mais famoso “bon vivant” da história da F1 que Lewis Hamilton é comparado por conta do estilo de vida, só que o três vezes campeão é querido entre os pequenos. Tanto que o piloto foi indicado para a versão britânica do Kids' Choice Awards.

 Hamilton, actual bicampeão e três vezes detentor da coroa do Mundial, está indicado na categoria Desportista Britânico do Ano. Contra ele, concorrem o atacante do Tottenham, Harry Kane, a guarda-redes do Manchester City e capitã da selecção feminina de futebol da Inglaterra, Steph Houghton, o tenista número dois do mundo, Andy Murray, a barreirista campeã mundial, Jessica Ennis-Hill, e a nadadora paralímpica Ellie Simmonds, uma das maiores personalidades do desporto paralímpico na actualidade.

O piloto já foi indicado várias vezes para o prémio, mas nunca venceu. A única pessoa de sobrenome Hamilton a ganhar foi a surfista Bethany Hamilton, que sobreviveu e voltou às pranchas após ser atacada por um tubarão e perder um dos braços. Mesmo a vitória de Bethany aconteceu na versão americana.

A cerimónia de entrega de prémios é tradicional da rede de TV norte-americana Nickelodeon, voltada historicamente para o público infantil. A votação é pública e pode ser encontrada no kca.nick.co.uk/vote. Os vencedores são anunciados durante a cerimónia do dia 13 de Março.