Jornal dos Desportos

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FIA actualiza calendrio do prximo campeonato

30 de Dezembro, 2014

Nova verso do calendrio GP sul-coreano foi retirado sem nenhuma prova para a data

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) actualizou mais uma vez o calendário da Fórmula 1. Neste domingo, a lista divulgada não contava com o GP da Coreia do Sul, que aparecia na relação anterior, com corrida marcada para 3 de Maio, em Yeongam.

Na nova versão do calendário, o GP sul-coreano foi suprimido e não há nenhuma prova agendada para a data. A corrida era a quinta etapa do ano, entre o GP do Bahrein (19/04) e o GP de Espanha (10/05). Com o corte, o calendário da Fórmula 1 volta a ter 20 corridas, ainda que o documento divulgado pela FIA cite 21 etapas.

O veto ao evento sul-coreano já era esperado. Ao ser incluída na lista, no início do mês, a prova surpreendera até os dirigentes do país, que não contavam com o regresso da F1 já em 2015. A breve presença do GP asiático no calendário era uma manobra para burlar o regulamento técnico de 2015. Pelas regras, cada carro só pode utilizar quatro unidades de potência na próxima temporada.

O item do regulamento, contudo, faz a ressalva de que esta quantidade está restrita ao número de 20 corridas. Com 21 etapas, a partir da inclusão provisória do GP da Coreia do Sul, os dirigentes da F1 iam agradar equipas e pilotos e  ampliar o número de unidades de potência para cinco, o mesmo número utilizado na época 2014.

Ferrari pode perder milhões
A quebra da Marussia pode ocasionar 16,6 milhões de libras em perdas para a Ferrari revelou domingo o jornal britânico The Sunday Telegraph. A partir de documentos da assessoria financeira britânica FRP Advisory, o periódico diz que as duas escuderias estão entre os 200 credores da Marussia. A divisão de investimentos do banco britânico parcialmente naturalizado Lloyds, Lloyds Development Capital (LDC), reivindica 13,2 milhões de libras da escuderia anglorrussa.
O jornal afirma que o LDC pode recuperar uma parte dessa dívida, 1,6 milhão de libras que estava garantida, enquanto McLaren e Ferrari provavelmente podem perder todo o investimento. A equipa italiana fornecia motores para os carros da Marussia, enquanto a inglesa auxiliou nos serviços de engenharia.

A Marussia constituiu-se  em 2010, graças aos fundos fornecidos pelo LDC que se tornou o seu maior accionista, mas declarou-se  em quebra em Outubro após quatro épocas de resultados desportivos ruins. Foram somados apenas dois pontos, com o nono lugar do francês Jules Bianchi no GP de Mónaco deste ano.

SOLIDARIEDADE
Ferrari reitera
apoio a Schumi

Um dia antes do acidente de esqui de Michael Schumacher completar um ano, a Ferrari postou um comunicado no seu site oficial a reiterar o apoio da escuderia ao ex-piloto e sua família. No dia 29 de Dezembro de 2013, o heptacampeão da Fórmula 1 caiu e bateu com a cabeça, enquanto esquiava nos Alpes franceses. Desde então, o alemão passou os primeiros meses em coma induzido, foi submetido a cirurgias e continua em tratamento, com o seu estado de saúde muito fragilizado.
Através da nota, a Ferrari lamentou novamente o trágico acidente e ressaltou o apoio imediato dos fãs mundo afora, que desejam a recuperação de Schumacher. Além disso, a escuderia exaltou a força e a determinação que o ex-piloto demonstrava desde que conquistou títulos com o capacete vermelho.

Na queda, Schumacher sofreu graves lesões cerebrais. Por isso, passou os seis meses seguintes sob cuidados intensivos no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, em França. Em Junho, foi transferido para Hospital Universitário do Cantão de Vaud, na Suíça, onde demonstrou tímidos sinais de melhoras, segundo um comunicado da família, chegou a ter momentos de consciência.

Em Setembro, o ex-piloto pôde voltar para  casa, na cidade de Gland (Suíça), mas isso não significava que  houvesse melhorias significativas no seu quadro de saúde. Actualmente, de acordo com a imprensa alemã, uma equipa médica de cerca de 15 pessoas cuida de Schumacher na sua residência.

EVOLUÇÃO
Piloto reconhece mulher e filhos


Um ano depois de ter sofrido um grave acidente, o estado de saúde de Michael Schumacher regista progressos. Conforme disse domingo um seu amigo e também antigo piloto, Philippe Streiff, o campeão alemão da Fórmula 1 foi capaz de reconhecer a mulher e os dois filhos.

“Ele (Schumacher) ainda não recuperou totalmente a fala, comunica através do olhar. Ainda assim começa a reconhecer a família, a mulher e os filhos, mas tem graves problemas de memória”, disse Streiff ao jornal francês Le Parisien, citado pelo britânico The Guardian.

O piloto francês, numa cadeira de rodas desde que sofreu um acidente em 1989, acredita que Schumacher que se encontra paralisado pode voltar a andar com a ajuda de canadianas. “A longo prazo,  na melhor das hipóteses, talvez volte a ser capaz de andar com canadianas, caso a medula espinal não esteja danificada. Não podemos prever essas coisas”, admitiu.

Retirado das competições desde 2012, Michael Schumacher continua a deter os principais recordes da Fórmula 1: mais campeonatos do mundo (sete), mais vitórias em grandes prémios (91), mais pole positions (68) e mais pódios (155).