Jornal dos Desportos

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FIA confirma calendário com vinte e uma etapas

04 de Dezembro, 2015

A primeira prova acontece em 19 de Junho e ainda tem um asterisco referente ao horário

Fotografia: AFP

O Conselho Mundial da FIA confirmou o calendário que havia sido proposto pela FOM e a temporada 2016 da F1 terá 21 corridas - a mais extensa da história. O GP dos Estados Unidos, no entanto, está em perigo.

A reunião do Conselho Mundial de Automobilismo nesta quarta-feira selou o calendário mais extenso da história da F1. Salvos providências especiais, a temporada 2016 terá mesmo 21 corridas.

 De facto, o GP da Austrália abre a temporada em 20 de Março. Bahrein e China seguem na sequência, com o GP da Rússia se mudando para bem antes no ano e indo para 1 de Maio.

A primeira prova em Baku, o GP da Europa, acontece em 19 de Junho e ainda tem um asterisco referente ao horário. A intenção é que o relógio não bata com os das 24 Horas de Le Mans, que acontece no mesmo final de semana.

A Alemanha volta à baila com uma prova em 31 de Julho, a última antes da parada de verão. O regresso é com o GP da Bélgica em 28 de Agosto.
Outra mudança é a já esperada do GP da Malásia, que sai do início do ano e vai para a 16ª prova da temporada, entre Singapura e Japão, em 2 de Outubro.

 A dúvida maior no calendário é referente ao GP dos Estados Unidos em Austin, esse o único asterisco com relação à realização. Isso porque o Circuito das Américas registou um grande corte financeiro no último mês e foi chamado pelo próprio presidente, Bobby Epstein, de "financeiramente devastador". Com o futuro incerto, o GP americano não está com o horizonte mais claro do mundo.

 A posição do GP do Brasil também não muda: apesar de boatos de que poderia ser adiantado, a prova de Interlagos é a penúltima do calendário, em 13 de Novembro. Abu Dhabi fecha o ano novamente, mas ainda em 27 de Novembro - não em Dezembro como Bernie Ecclestone havia ventilado.

RED BULLL
ANUNCIA ACORDO

Através do Twitter, a Red Bull anunciou uma parceria de patrocínio com a TAG Heuer - depois de 30 anos, a fábrica de relógios deixa a McLaren. Mais do que isso, a equipa austríaca indicou que a novela dos motores deve terminar logo.

A novela ainda não acabou, mas o maior passo até agora foi dado: a Red Bull anunciou no Twitter o acerto de patrocínio com a TAG Heuer. Mesmo sem falar em unidade de força, a marca austríaca indicou que a fabricante de relógios suíça pode estar envolvida com os motores.

 Na foto com que a Red Bull anunciou a parceria com a TAG, uma porção de engenheiros está analisando partes da unidade de força e a legenda diz que "engenharia suíça vai diminuir a distância na próxima temporada".

Espera-se que a Red Bull anuncie mais cedo do que tarde um acordo para utilizar motores Renault preparados por outra fábrica.
A Mecachrome já esteve entre as mais prováveis, mas TAG Heuer e Nissan apareceram como as soluções possíveis mais recentemente. O acordo indica que anunciar a TAG é questão de tempo.

 O patrocínio agora para a Red Bull terminar a longa relação da marca suíça com a McLaren - uma conexão de três décadas. Mas pelo jeito Ron Dennis não vai ficar muito saudoso.

Não compartilho da visão deles e sua abordagem radical para patrocínio, o que eu vi como inapropriado para nossa marca, que dirá isso. Houve um momento particular em Monte Carlo que eu não acho que tenha sido positivo. Além do mais, a relação estava tensa e os números diminuíram por um tempo", disse Dennis.


Revelação
Sebastian Vettel
exalta a Ferrari


Terceiro colocado no Mundial de Pilotos 2015, Sebastian Vettel elogiou a evolução da Ferrari ao longo da temporada. Tetracampeão classificou como “milagre” a posição da equipa de Maranello

Único piloto a quebrar o domínio da Mercedes na temporada 2015 da F1, Sebastian Vettel acredita que a Ferrari conseguiu um milagre com a evolução da SF15-T. A equipa de Maranello fechou o ano com o vice-campeonato entre os Construtores, com 275 pontos de atraso para a rival alemã, que triunfou em 16 das 19 provas do ano.

 Na disputa entre os pilotos, Vettel até se permitiu sonhar com o título, mas acabou em terceiro, 103 pontos atrás de Lewis Hamilton, que chegou ao tricampeonato. Nico Rosberg garantiu o segundo posto na classificação, com Kimi Räikkönen completando o top-4.

Na visão de Vettel, a posição da Ferrari é um milagre, já que a equipa conseguiu progredir mais que a concorrência ao longo da temporada.

 “Se você olhar para onde estamos hoje, é um milagre”, avaliou Vettel em entrevista ao site holandês ‘GPUpdate’. “Nós começamos nos treinos de inverno marcando tempos mais rápidos, mas, obviamente, na Austrália confirmamos que estávamos bastante atrás da Mercedes”, seguiu.

 “Não vi nenhum outra equipa progredindo tanto assim ao longo da temporada”, comentou. O tetracampeão da F1 defendeu que é perfeitamente possível vencer a Mercedes, mas sublinhou que a Ferrari precisa manter a estratégia de focar apenas em seu próprio trabalho.

 “Nós tivemos actualizações no nosso motor e no nosso carro, e isso nos aproximou, ainda não perto o bastante para realmente lutarmos com eles e colocá-los sob pressão”.concluiu


Lewis Hamilton reconhece
falha após GP de Singapura


Lewis Hamilton parece estar incomodado com o sucesso recente do seu companheiro de equipa e agora rival Nico Rosberg. O piloto actual campeão do mundo afirmou ter perdido meio segundo do desempenho de seu carro no final da temporada, quando permitiu ao alemão conquistar as seis últimas pole positions e três últimas corridas do calendário da Fórmula 1.

Singapura foi o último momento em que Hamilton tomou chamou a atenção dos holofotes. Rosberg teve um notório desempenho ao fim da temporada, após seu companheiro de equipa se sagrar tricampeão mundial. Agora, o piloto britânico espera recuperar o desempenho do seu carro na próxima temporada, quando tentará ultrapassar seu ídolo, Ayrton Senna, que também é dono de três títulos mundiais.

“Eu poderia apontar o problema, mas eu não vou dizer o que é. Vamos apenas dizer que algumas coisas mudaram muito. Eu sei que meu ritmo de corrida tem sido geralmente muito bom, mas acima de tudo eu reconheço que perdi meio segundo, então tenho que descobrir como eu faço para voltar a ter o carro de volta a área em que eu possa explorá-lo mais”, disse o campeão.

Lewis Hamilton comentou que até Singapura o carro estava muito bom, mas que após a etapa, a Mercedes resolveu fazer algumas mudanças nos carros, o que favoreceu o estilo de guiar de Rosberg. Acreditando que ele próprio possa fazer as coisas acontecer, o tricampeão mundial rechaçou ter esperanças de que a equipe retorne o carro ao seu estilo.

“Eu não preciso ter esperanças de que as coisas mudem. Eu faço funcionar. Nesses carros você tem todas as diferentes ferramentas e você escolhe as certas, mas nem sempre há tempo para escolhê-las. Algumas vezes você acerta, outras erra”, comentou.

Por fim, Hamilton confirmou que irá trabalhar em conjunto com os engenheiros para desenvolver um carro com o máximo de benefícios a ele. No entanto, o tricampeão afirmou não se importar com o número de dias que irá passar em Brackley, mas como ele irá fazer o trabalho e progredir.

“É necessário você também dar um tempo, porque passo o ano todo pensando nessas coisas. Não importa o número de dias que você passa na fábrica, mas como você entende os dados e como você trabalha e se comunica com os engenheiros”, finalizou.


Equipas podem escolher pneus

Com mais liberdade para a escolha de pneus a partir da temporada de 2016, a Pirelli divulgou que manterá em segredo as opções feitas pelas equipas: os rivais só saberão quais compostos as equipas vão usar até duas semanas antes das corridas.

O regulamento de 2016 prevê que cada equipa poderá escolher três tipos de pneus para serem usados a cada corrida - e, inclusive, poderão seleccionar compostos diferentes para cada piloto. Serão cinco opções, uma a mais do que existe actualmente, com a criação do pneu ultramacio, desenvolvido especialmente para circuitos de rua.

No regulamento vigente, a Pirelli selecciona os dois compostos que serão utilizados durante cada final de semana de corrida.

Falando com exclusividade ao UOL Esporte, o chefe da Pirelli na Fórmula 1, Paul Hembery disse que espera que a novidade "movimente as corridas no início do ano, mas a nossa expectativa é de que todas as equipes passem a escolher os mesmos compostos mais ou menos a partir da metade da temporada."

As equipas terão uma data-limite para fazer suas solicitações junto aos italianos, em um prazo determinado pela Pirelli. Caso a equipa perda esse prazo, a FIA determinará quais compostos serão utilizados.