Jornal dos Desportos

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FIA e fabricantes projectam época 2016

18 de Outubro, 2015

FIA quer tornar a próxima temporada da Fórmula 1 mais atraente e competitiva

Fotografia: AFP

Na sequência das medidas para tornar a Fórmula 1 mais atraente e competitiva, as fabricantes de motores e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reuniram-se na última quinta-feira e decidiram dar mais liberdade às equipas em relação ao desenvolvimento das unidades de potência durante a temporada do ano que vem. As informações são do site britânico Autosport.

O regulamento actual diz que as fichas de desenvolvimento dos motores devem cair de 32 para 25 na temporada do ano que vem, porém tal restrição não deverá acontecer. Na reunião em Genebra, na Suíça, os chefes da Ferrari (Maurizio Arrivabene), da Mercedes (Toto Wolff), da Renault (Cyril Abiteboul) e da Honda (Yasuhisa Arai), concordaram com a alta cúpula da FIA e seu presidente, Jean Todt, em não limitar a capacidade das equipas no desenvolvimento dos motores.

Posto isso, a Honda, actual fornecedora da McLaren, e Renault, que deverá ter a sua própria equipa em 2016, terão a chance de diminuir a diferença de desempenho de suas unidades de potência em relação à Mercedes e Ferrari.

O livro de regras de 2016 ainda previa que os fabricantes eram obrigados a homologar os seus propulsores em 28 de Fevereiro, sendo proibida qualquer actualização de desempenho após essa data. No entanto, as fornecedoras e a entidade que regulamenta a categoria decidiram permitir tais actualizações durante toda a temporada.

Na reunião, ainda foi acordado que as equipas poderão utilizar as versões mais antigas dos motores, como acontece actualmente com a Manor, que conseguiu uma brecha no regulamento para andar com as unidades de potência de 2014 da Ferrari.

Ambas as propostas, porém, exigem a alteração oficial no regulamento e ainda têm que passar pelo crivo do Conselho Mundial de Automobilismo. Por enquanto, nenhuma data foi definida para uma próxima reunião.


COM MAGNUSSEN
McLaren anuncia
fim de acordo

A McLaren confirmou na sexta-feira que Kevin Magnussen não vai continuar mais na equipa após o fim desta temporada de Fórmula 1 e assim deixará de ocupar o posto de piloto reserva. O dinamarquês tem vindo a desempenhar a função depois de ter sido titular da escuderia inglesa como companheiro do inglês Jenson Button e agora procura novos desafios para a sua carreira.

O piloto de 23 anos de idade chegou a subir ao pódio na sua estreia pela McLaren, no GP da Austrália de 2014, mas acabou por perder a condição de titular da equipa de Woking após a contratação do espanhol Fernando Alonso, que deixou a Ferrari depois do final da última temporada.

Magnussen perdeu o seu posto como titular na esteira da parceria história que a Honda passou a reeditar com a McLaren a partir de 2015, ano no qual a equipa está a amargar um campeonato muito mau e bem diferente dos tempos em que a montadora japonesa forneceu motores para a escuderia nos anos de domínio imposto por Ayrton Senna e Alain Prost, entre o final da década de 1980 e início da de 1990.

O adeus de Magnussen à McLaren também ocorre depois de Button ter encerrado os rumores de uma possível aposentação na F1 e renovado o seu contrato para a próxima temporada.


MOTOGP
De Angelis apresenta
boa evolução clínica


Alex De Angelis, que sofreu um grave acidente, no passado sábado, nos treinos do Grande Prémio do Japão de MotoGP, vai ser transferido para San Marino dentro dos próximos dez dias, foi ontem divulgado.

Depois de oito dias na unidade de cuidados intensivos no Hospital Universitário Dokkyo, em Mibu, os médicos consideram que está apto para viajar. A confirmação da melhoria do quadro clínico do piloto de San Marino, de 31 anos, foi dada ontem pelo médico italiano Michele Zasa, que tem acompanhado De Angelis no Japão durante toda a semana.

De Angelis (Aprilia Ioda), que já disputou 262 Grandes Prémios nas três categorias do motociclismo, caiu na quarta sessão de treinos livres no circuito de Motegi, tendo sofrido uma hemorragia intracraniana, fracturado cinco vértebras, duas costelas e uma clavícula.