Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

FIA estuda mudança na espessura do halo

03 de Agosto, 2017

Entidade máxima do desporto testa versão de elemento mais estreito

Fotografia: AFP

A FIA pondera mudar o desenho do halo para ajudar na visibilidade do piloto. A peça foi instalada no carro da Mercedes ontem no segundo dia de testes da F1 na Hungria, a peça apareceu com uma espessura menor no suporte central. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo)  pensa na maneira de melhorar o design do halo - o dispositivo escolhido para ampliar a protecção do cockpit a partir de 2018 - e tenciona mexer na espessura da peça.

A entidade máxima do desporto está actualmente a testar a versão ,revisada do elemento com pilar mais estreito, com o objectivo de melhorar a visão directa do piloto. O halo foi montado no carro da Mercedes, guiado pelo jovem George Russel na quarta-feira na Hungria, que recebe a sessão de actividades extras da F1, nesta semana. Foi a primeira vez, que o halo foi à pista neste ano, após a série de avaliações em 2016. 

\"O suporte central tem actualmente 20mm\", explicou Laurent Mekies, director de segurança da FIA. \"Nós achamos que é possível reduzir a espessura, como forma de ajudar na visão directa dos pilotos. Então, vamos testar antes do próximo ano, talvez chegue  a 16mm. Vamos ver o que dá para fazer\", completou.

As equipas também estão interessadas em adquirir os dados para os estudos do impacto aerodinâmico da peça, mais especificamente, quanto ao fluxo de ar. No próximo ano, as equipas podem ser autorizadas a optimizar o pacote aerodinâmico, e melhorar o aspecto geral do halo. A FIA autorizou testes de pista, antes do fim da temporada, inclusive, em finais de semana de corrida. \"Nós falamos com algumas equipas que pediram para testa,r durante os treinos livres de sexta-feira. E, também durante os testes na temporada\", revelou Charlie Whiting, director de prova da F1.

RECONHECIMENTO
Hamilton elogia qualidades de Kubica

Robert Kubica está de volta ao mundo da F1. Ontem, enduziu o carro da Renault nos testes colectivos pós-GP da Hungria, e segundo se diz pode voltar a grelha, antes do fim do ano. Segundo o tricampeão mundial,  Lewis Hamilton, Kubica  se não fosse forçado a deixar a F1, podia ser dono de um título.

No começo dos anos 2010,  alguns pilotos da F1 estavam apontados como  principais da grelha, para a década seguinte. Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Fernando Alonso eram os nomes que soavam, claro, além deles tinha pelo menos mais um: Robert Kubica. Piloto que detinha uma agressividade ímpar, o polaco era visto como alguém, que logo ia ser peça - chave de uma equipa grande, e ia lutar para ser campeão mundial.

O afastamento da categoria esfriou as palavras \'Kubica\', e o \'título\' de serem ditas na mesma frase, mas Hamilton é alguém que continua a ter uma impressão clara: se não tivesse o azar da sua vida, Kubica estava ao menos a disputar um título, agora.
 Kubica passou cinco temporadas na F1, e está longe há seis anos e meio, por conta do acidente que sofreu em Fevereiro de 2011, no Rali Ronde di Andorra. Nesse tempo, de acordo com o tricampeão Hamilton, o piloto tinha sido campeão, ou estava próximo  disso. É afinal, um \"piloto especial\".

 \"Robert é um dos pilotos mais rápidos, contra quem competi. É um dos melhores, dentre os quais eu enfrentei. Se estivesse a correr hoje, estaria lá em cima, na luta por um título mundial - ou já teria um. É um talento natural do desporto, e é uma pena que não o tenhamos connosco\", disse Hamilton em entrevista à ESPN inglesa.

\"Não são muitos pilotos, que conseguem chegar. Tem pilotos que são muito melhores que outros, mas não são os melhores. E, tem pilotos que são especiais, como Kubica. Estou muito feliz que esteja a fazer o teste. Quero ver como se sai, mas mesmo que não possa competir já, vai ser incrível vê-lo , fisicamente capaz\", encerrou. Kubica agora tem 32 anos - e passa a 33 antes do fim do ano - e volta a participar de uma actividade oficial da F1, na quarta-feira dia 2, que é quando assume o carro de 2017 da Renault, para os testes colectivos pós-GP da Hungria, em Hungaroring.