Jornal dos Desportos

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Modalidades

FIA quer tornar carros mais difíceis

29 de Setembro, 2014

As equipas de Fórmula Um em conjunto com a Federação Internacional de Automobilismo, estão à procura de soluções

Fotografia: AFP

As equipas de Fórmula Um em conjunto com a Federação Internacional de Automobilismo, estão à procura de soluções para fazer a categoria mais atractiva para os fãs e uma delas é tornar os monulugares mais difíceis de pilotar.

De acordo com os que defendem as mudanças, os novos carros são muito fáceis de ser pilotados, o que fica ainda mais evidente após o anúncio da Toro Rosso, que confirmou como titular para a temporada de 2015 o piloto Max Verstappen, de apenas 16 anos.

Como medida imediata, estudos vão ser  feitos para que possam descobrir onde é possível realizar mudanças e entre as possíveis áreas que vão sofrer  ajustes estão aderência dos pneus, a dimensão do carro e o desempenho aerodinâmico,  afirma o "Autosport".

A publicação britânica conversou  com Alain Prost, tetracampeão mundial de F-1, que se mostrou surpreso com a confirmação de que o jovem Verstappen vai ser titular em 2015, afirmando que isso não era possível na sua época, principalmente pelo esforço físico que era necessário despender.

"Eu não sei o que vai acontecer com Max Verstappen, mas é verdade que ele tem condições de conduzir o carro sem problemas. Isso era absolutamente impossível no nosso tempo, em que os carros eram muito difíceis de conduzir. Durante todo o ano nós faziamos testes em Portugal. Às vezes, parávamos para um mês de testes. Mas, na primeira vez que fui a Portugal, não foi possível fazer um dia completo de testes. Foi muito difícil fisicamente, o que não é o caso hoje", afirmou Prost.

O director da escuderia Red Bull, Helmut Marko, disse que a equipa sedeada em Miltonva Keynes vai ter um relacionamento mais estreito com a Renault em 2015. As duas companhias são parceiras desde 2007 e de 2010 a 2013 tiveram sucesso ao conquistar quatro títulos mundiais consecutivos. 2014, está a ser marcado como um ano repleto de problemas com o novo regulamento que reimplantou os turbos na Fórmula Um.

“Estamos agora no processo de fortalecimento da cooperação técnica para competir com a Mercedes em 2015. A longo prazo, há discussões sobre como cooperar num nível mais amplo num período mais longo”, disse o austríaco. “Esta época, tivemos quatro adaptações de motores diferentes para o chassis.

Na próxima época, vai haver apenas uma, a que a Red Bull Racing está a criar com a Renault. Essa é a solução mais eficiente. A Mercedes está a usar esse modelo com muito sucesso e só tem uma versão da sua unidade de potência. O mesmo vale para a Ferrari”, continuou. Helmut Marko assegurou que  houve uma reunião técnica onde as actualizações para a unidade de potência foram discutidas e devem ser completamente implementadas até Julho de 2015.

Red Bull e Renault
estão mais próximas

O responsável da equipa realçou  que no começo das etapas europeias, a equipa deve ter uma unidade de potência realmente competitiva. "Provámos nesta época que, mesmo com um défice de potência impressionante, podemos competir com sucesso e não deve ser tão ruim assim no próximo ano mesmo nas primeiras corridas fora da Europa”, concluiu.

PISTA DE SUZUKA
Ricciardo destaca
o primeiro sector 


O piloto Daniel Ricciardo, da Red Bull, é um dos muitos fãs da pista de Suzuka, que recebe no próximo domingo o Grande Prémio do Japão, a 15ª etapa do campeonato mundial de F1. Para o vencedor de três provas no ano (Canadá, Hungria e Bélgica), o primeiro sector da pista nipónica é um dos mais técnicos de toda a época.

“Suzuka é óptimo, mas para mim o primeiro sector é um prazer especial. O piloto tem as mudanças de direcção rápidas nos Esses, depois vai forte pela curva Dunlop e depois, talvez a melhor parte, as curvas oito e nove: as Degner”, disse.

Daniel Ricciardo ressalta que "é apertado e não há espaço para erros, porém tem de forçar o máximo que pode". "Fazer isso 53 vezes seguidas é uma maneira muito boa de ganhar a vida. O que talvez não vejam na TV é que o circuito é uma verdadeira montanha-russa, raramente é plano”, concluiu.