Jornal dos Desportos

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Filiação de Angola abre outros horizontes

Gaudência Hamelay- Lubango - 06 de Julho, 2014

Secretário-geral da Federação Angolana do Desporto Equestre, Paulo Alexandre

Fotografia: João Gomes

O secretário-geral da Federação Angolana do Desporto Equestre ressaltou que constitui uma mais-valia porque vai permitir a internacionalização da federação, os atletas vão ter uma envolvência com as competições internacionais.

Paulo Alexandre acrescentou que Angola sendo membro, vai permitir aproveitar todo o programa de desenvolvimento que a Federação de Equestre Internacional tem para as novas federações. “Por isso, ganha com isso o nosso país, o desporto angolano e os amantes do desporto equestre”, sustentou.

O secretário-geral da Federação Angolana do Desporto Equestre revelou que as condições impostas pela Federação Equestre Internacional para Angola tornar-se membro filial daquele órgão  têm a ver com a forma como a federação e os clubes estão estruturados, o estado veterinário dos cavalos e ser membro do Comité Olímpico Internacional e da Organização Mundial da Saúde Animal. Esclareceu que essas exigências foram cumpridas.

“Uma das regras da FEI  é a defesa da saúde animal. E há a certeza de que não existe nenhuma epidemia equina nem outros tipos de epidemias que ponham em causa a saúde e bem-estar do cavalo”, disse.

O secretário-geral da Federação Angolana do Desporto Equestre esclareceu que a candidatura de Angola a membro da FEI é um processo longo que a federação vem fazendo há cerca de um ano. “São três fases. Já passamos por duas fases e estamos na terceira. A Federação Esquestre Internacional tem as suas exigências e a federação angolana tem cumprido com todas  essas exigências”, referiu.

Fruto disso, acrescentou Paulo Alexandre, a federação já foi convida em Novembro do ano passado para ser observador da assembleia-geral da FEI que teve lugar em Genebra.

“Cumprimos com mais uma das exigências da Federação Equestre Internacional e chegamos hoje a este patamar da visita daquele órgão ao nosso país”, destacou o secretário-geral da Federação Angolana do Desporto Equestre, Paulo Alexandre.

Esta delegação tem feito visitas a alguns centros equestres existentes no país. Deste modo, visitou o Comando da Policia Montada, o Centro Equestre da Huíla, assim como a província do Namibe para incentivar o aparecimento de mais um centro hípico nas terras da welwitschia mirabilis.


NA HUÍLA
Centro Equestre
com 51 cavalos


 O Centro Equestre da Huíla é um complexo especializado na criação de cavalos lusitanos em Angola, uma das raças mais antigas e versáteis do mundo com o objectivo de desenvolver a cultura e arte equestres.

Localizado na cidade do Lubango, o centro, inaugurado em Outubro do ano passado pelo Ministro da Juventude e Desportos, abrange uma área de três hectares, com 24 boxes, um picadeiro principal de 70x30 metros, dois picadeiros de guia e cinco padocks.

Actualmente possui 51 cavalos, entre éguas de reprodução.
Filipe Barbosa, monitor do centro, disse  ao Jornal dos Desportos que desde a sua inauguração já deu um salto enorme em vários níveis do ensino de cavalos e na preparação de alunos para efectuarem algumas demonstrações.

Avançou que o centro conta com 50 alunos com idades compreendidas entre os cinco e os 35 anos. Acrescentou que além desta cifra existem dez alunas deficientes pertencentes à Fundação Lwini que em breve vão começar com as aulas equestres. “O centro é que apadrinhou para dar apoio porque a hipoterapia é um método muito bom para ajudar essas crianças.