Jornal dos Desportos

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Modalidades

Filomeno fortes admite avanços

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 20 de Setembro, 2016

Filomeno Fortes reconhece que a modalidade precisa de dar mais saltos em algumas províncias do país

Fotografia: Kindala Manuel

O presidente cessante da Federação Angolana de Ténis de Mesa, Filomeno Fortes, admitiu no Lubango, que apesar do estado actual da modalidade no país não estar no desenvolvimento desejado, conheceu muitos avanços à nível de África. Filomeno Fortes justificou que o ténis de mesa no país, não está a ser praticado conforme gostava que fosse.

Argumentou que existem seis províncias, em que a modalidade é praticada com regularidade, nomeadamente, Namibe, Huíla, Huambo, Moxico, Luanda e Cabinda, enquanto em três outras províncias, sobretudo Benguela, Bengo e Cuanza Norte, o ténis de mesa é praticado sem grande acompanhamento da Federação.

“A modalidade em Angola não é praticada como nós gostaríamos que fosse.Mas tivemos bastantes avanços a nível de África. Temos seis províncias em que o ténis de mesa  pratica-se regularmente, e três em que a modalidade é praticada sem o acompanhamento da Federação.

E isto, demonstra que não estamos a atingir o nosso objectivo, que era pelo menos termos 12 províncias a praticar regularmente o ténis de mesa, com o apoio técnico e material, com competições regulares”, reconheceu. Aclarou que nas três províncias onde a modalidade é desenvolvida, mas sem um grande acompanhamento da Federação, fizeram-se algumas tentativas, porém sem o sucesso pretendido.

 “Especificamente na província de Benguela, realizamos um campeonato nacional para vermos se  motivássemos a estruturação da Associação provincial. Há atletas antigos que estão disponíveis para pôr a modalidade para frente, mas talvez precisemos de um suporte maior por parte da direcção provincial da Juventude e Desportos”, disse.

Filomeno Fortes destacou, que apesar destas peripécias que dificultam internamente o desenvolvimento salutar e expansão da modalidade, ganhamos algumas medalhas a nível do continente africano. O responsável federativo avançou que o ano passado, em Dezembro, dominamos os Jogos da Zona V com seis medalhas de ouro, e ficamos à frente da África do Sul, que normalmente é quem dominava o ténis de mesa na nossa região.

“Fomos vice -campeões de juniores em ténis de mesa. Estamos a preparar um atleta de nome Piter, que está a evoluir em Portugal onde estuda e treina, para que no próximo ano possa vencer o campeão africano de juniores”, sustentou.Fortes, assegurou que por tratar-se de um jovem atleta de  16 anos e actual vice -campeão africano em juniores, tem possibilidades no próximo ano de consagrar-se campeão da África na categoria. “Estamos a apostar para que ele venha ser campeão da África”, garantiu Filomeno Fortes.

ZONA VI DE ÁFRICA
Angola quer manter a hegemonia


A Federação Angolana de Ténis de Mesa está apostada nos escalões de formação, para  manter a sua hegemonia na zona V, a nível de África, com atletas masculinos e femininos, garantiu no sábado, no Lubango, o presidente de direcção cessante, Filomeno Fortes. O presidente cessante da FATM indicou que neste momento, o país possui um lote de atletas, que têm capacidade técnica e experiência suficiente para o efeito.

“Queremos manter a nossa hegemonia também aqui na zona V, quer em masculino como em feminino. Neste momento, temos um lote de atletas que tem capacidade técnica e experiência suficiente, para o efeito”, confirmou. A preocupação da Federação, apontou Filomeno Fortes, continua com as grandes dificuldades para a massificação da modalidade a nível nacional, por dois motivos essenciais, um deles a carência de material de ténis de mesa que é importado, tais  como  bolas, raquetes e as redes.

"A Federação está a tentar um projecto para o fabrico de mesas no país. Vamos continuar dependentes da importação de bolas e de raquetes”, disse.Na visão do dirigente da Federação Angolana de Ténis de Mesa, o segundo problema que emperra a massificação no país, pretende-se com a falta de técnicos nas províncias. “Estamos com dificuldades de formar técnicos a nível das províncias”, salientou.

Depois de referir que existe uma grande concentração destes técnicos a nível de Luanda, adiantou que o órgão reitor da modalidade no país quer ver como pode mobilizar, pelo menos em cinco províncias, para fazerem a formação de técnicos locais e melhorarem o nível técnico também dos atletas a nível local.
Gaudêncio Hamelay - Lubango