Jornal dos Desportos

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Modalidades

Finalissima define Campeão Nacional

Silva Cacuti - 01 de Dezembro, 2014

Militares e académicos jogam hoje o tudo ou nada para a decisão do título nacional de hóquei

Fotografia: Jornal dos Desportos

Nenhuma das duas equipas que hoje entram para a finalíssima do campeonato nacional de hóquei em patins, marcada para as 18h30, no anexo número 1 da Cidadela Desportiva, pode dizer que esperava realizar cinco jogos para decidir se é ou não o campeão ou vice-campeão.Apesar de na época passada, ter precisado de cinco jogos para ser campeã, a Académica de Luanda sabia do favoritismo, porque desta vez o adversário não é um habituado a finais, como aconteceu com a Juventude de Viana.

Jurandir Silva “Didi” e seus pupilos esperavam alguma facilidade e quando começaram a série do “play off” de forma avassaladora, a vencer por 7-1, a equipa encontrou lugar à sombra da bananeira e começou a fazer contas para  mais um título, à espera que  o mesmo chegasse de mão beijada.Puro engano! Os militares, comandados por António Gaspar, tinham o facto de terem chegado à uma final, pela primeira vez depois do ressurgimento da modalidade,  a grande fonte de inspiração. Já era uma conquista e sabiam que era preciso valorizá-la.

Partiram para exibições “carnudas” e nos dois jogos seguintes tragaram os detentores do título e deram certezas a si mesmo e aos seus adeptos de que o título era possível.A equipa trouxe à memória dos adeptos militares nomes como Olim, Mama, Deslandes Rafael, José Araújo, Cadance, Pepe e outros, que sob liderança de Cândido Teles, levaram o único caneco do hóquei em patins às hostes militares.Faltava um jogo para a consagração e com ele, surgiu um inesperado rival, a ansiedade. E foi ela a responsável pela ineficácia militar no jogo de sexta-feira, em que sob olhar do seu presidente de direcção, Carlos Hendrick, perderam e adiaram a decisão para hoje.

É por isso uma finalíssima indesejada. Tão indesejada, que pode produzir um mau espectáculo, porque a vontade de vencer vai estar a incomodar o raciocínio, a destreza técnica, o posicionamento táctico, factores que concorrem para um bom espectáculo.Já ninguém é favorito. A Académica com ADN sul-americano, por conta do trio Didi (brasileiro), Maturano (argentino) e Payero (angolano de origem argentina)  vai ter uma equipa militar onde Kiza, Kwenha, Nery e Walter experimentam dias de exuberante forma desportiva.

A assistência sabe que pode ser um dia de hóquei em patins com padrões universais e a competição interna sair a ganhar.Na definição para o terceiro lugar, a Juventude de Viana foi mais forte que o Petro de Luanda e venceu o “play off” por 2-1, disputados os três jogos reservados. O Sagrado Coração de Jesus quedou-se na quinta posição da tabela classificativa e a equipa do Exército ficou com a última posição.