Jornal dos Desportos

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Modalidades

FIVB promete apoio a África

Rosa Panzo - 14 de Dezembro, 2013

Valentim Domingos (à direita) manteve uma conversa amena com o presidente da FIVB Ari Graça durante o congresso em Kigali

Fotografia: Jornal dos Desportos

As federações africanas de voleibol contam, a partir de agora, com apoio financeiro da Federação Internacional de Voleibol para a execução dos projectos que visem o desenvolvimento da modalidade. A proposta foi aprovada no Congresso da Confederação Africana de Voleibol que se realizou de 6 a 8 deste mês na cidade de Kigali, Ruanda.

Angola fez-se representar pelo presidente da federação nacional, Valentim Domingos, e saiu do conclave com a responsabilidade de manter a organização da federação, elevando-a a um nível técnico aceitável, para poder beneficiar dos apoios prometidos por Ari Graça, presidente da Federação Internacional de Voleibol.

Valentim Domingos disse ao Jornal dos Desportos que “Ari Graça constatou o fraco desenvolvimento do voleibol em todos os níveis e prometeu apoiar financeiramente todos os projectos das federações nacionais africanas desde disponham de uma boa organização técnica e administrativa”.

O presidente da federação nacional, Valentim Domingos, esclareceu que um dos aspectos mais debatidos no Congresso foi o facto de a maior parte dos dirigentes que passaram pela Confederação Africana de Voleibol (CAVB) serem incapazes de prestar a atenção devida ao continente africano.
“O conclave chegou à conclusão que o nosso continente é muito grande e vivemos dificuldades em todos os níveis. Mas o pior é que todos os presidentes que passaram pela CAVB  nada fizeram para essas vicissitudes serem ultrapassadas.”

O congresso, que teve como orador principal  Ari Graça, presidente executivo da Federação Internacional de Voleibol, contou com a participação de 53 dirigentes das federações nacionais e das respectivas zonas de África. Angola participou pela última vez no Congresso da COVB em 2010, no Quénia.


EM KIGALI
Angola encanta congressistas


A presença de Angola no Congresso da Confederação Africana de Voleibol, que se realizou em Kigali, de 6 a 8 deste mês, foi vista com satisfação pelos dirigentes máximos da Federação Internacional, dada a frequente ausência de Angola, segundo Valentim Domingos, presidente da Federação Angolana de Voleibol.

A ausência de Angola na maior parte dos Congressos da Confederação chamou a atenção das entidades máximas do voleibol no continente.  “Se nos organizarmos, temos tudo para mostrar aos outros que somos capazes de ultrapassar obstáculos e atingirmos metas. Numa das suas intervenções, Ari Graça disse que Angola é um país que tem potencial no desporto, razão pela qual são as feras do basquetebol em ambos os sexos e do andebol feminino em África e com algum apoio o voleibol também pode chegar longe e ao patamar dessas modalidades.

” O presidente da FAVB revelou umas das confissões do brasileiro Ari Graça, presidente da FIVB: “Gostava de ver o voleibol angolano a fazer história em África, assim como fazem as outras modalidades”. “O facto de participar pela primeira vez no Congresso da Confederação Africana como presidente foi vantajoso para os interesses da modalidade em Angola, porque tive a oportunidade de interagir directamente com Ari Graça e expor as nossas necessidades em prol do desenvolvimento do voleibol”, sublinhou.

Segundo Valentim Domingos, o presidente da FIVB, Ari Graça, avaliou Angola como um país irmão, que fala a mesma língua e que tem muita força para vencer os obstáculos de desenvolvimento quer desportivo quer económico.
“Pelo desenvolvimento de algumas modalidades que fazem história no país, Ari Graça manifestou a intenção de ajudar os angolanos, em tudo que for necessário, para o desenvolvimento do voleibol.”
 ROSA PANZO


NO CONTINENTE
“Temos a obrigação
de voltar às provas”


A ausência de Angola na Taça de Clubes Campeões e nos Campeonatos da Zona foi uma das polémicas levantadas na reunião dos dirigentes da zona VI à margem do Congresso, segundo Valentim Domingos. O assunto gerou polémica pelo facto de Angola ser um país com bons profissionais quer no voleibol de praia quer no de salão.

“O campeonato da zona dá-nos acesso ao campeonato africano e estamos a pensar  conseguir as condições para participar na Taça dos Clubes Campeões tendo boas hipóteses de vencer o zonal.”

Valentim Domingos salientou que Ari Graça enfatizou o facto de o país ter participado nos Jogos Olímpicos de Pequim, mas lamentou a ausência de Angola nos campeonatos da zona e nos africanos.

“O dirigente manifestou vontade de nos ajudar no sentido de voltarmos às competições africanas brevemente.” Questionado sobre as prioridades da federação para levar as Selecções Nacionais de volta às altas competições em África, Valentim Domingos disse que “tudo começa pela capacitação do pessoal em todos os sectores, porque se tiver verbas e não tiver pessoal capaz de suportar as exigências, quer internamente quer fora de portas, não se vai a lado algum”.
ROSA PANZO