Jornal dos Desportos

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Florêncio falha objectivo

Silova Cacuti - 16 de Dezembro, 2015

Equipa de João Florêncio a melhor classificada entre selecções africanas

Fotografia: José Cola

O Seleccionador Nacional sénior feminino de andebol, João Florêncio, falhou o segundo objectivo que motivou a contratação, ao manter Angola na 16ª posição do 22º campeonato mundial, que se disputa na Dinamarca. Depois de lograr a qualificação da equipa aos Jogos Olímpicos do Rio 2016, esperava-se por melhoria da classificação na prova mundial, aliás foi uma das tarefas que levaram à sua contratação.

Dedicado a tempo inteiro à selecção nacional, ao contrário dos anteriores treinadores e com  mais tempo para trabalhar com o grupo, João Florêncio não alcançou o dinamismo esperado que permitisse alcançar a melhoria da classificação conseguida pelo antecessor.

Em termos de cumprimento de objectivos, João Florêncio tem 50 por cento feitos e tem pela frente a recuperação do título africano para reforçar a condição e justificar a contratação da Federação Angolana de Andebol. De realçar que este último objectivo, tal como a qualificação para os Jogos Olímpicos, João Florêncio pode ter a seu favor o factor casa, por disputar-se no país.

A selecção nacional terminou a participação no campeonato mundial com seis jogos efectuados, que resultaram em duas vitórias e quatro derrotas.
Após a disputa dos jogos dos oitavos -de - final, os lugares da classificação são encontrados através de pontos e diferença de golos sofridos e marcados. A selecção nacional pagou a factura da colheita obtida na fase de grupo, em que esteve mal nas duas primeiras partidas e consentiu muitos golos e marcou poucos.

Nos oitavos de final, a equipa angolana defrontou a similar de Montenegro e perdeu por 28-38, numa partida em que voltou a ter um mau começo, chegou a perder por 1-7. Na primeira fase, inserida no grupo B, ao lado da Polónia, Holanda, China, Cuba e Suécia,  Angola obteve os seguintes resultados: Suécia (23-37), Holanda (24-37), Cuba (38-23), Polónia (27-29) e China (32-29).

Ainda assim, Angola obteve a melhor prestação de entre as equipas africanas. A Tunísia, campeã africana acabou na 21ª posição, quatro lugares abaixo da anterior classificação, enquanto a estreante RDC foi a lanterna vermelha da prova.