Jornal dos Desportos

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Force India diminui prejuízo financeiro

12 de Maio, 2016

Hulkenberg tem estado bem na equipa

Fotografia: AFP

Apesar de ter um prejuízo bem menor que em 2014, a Force India fechou as contas no vermelho, desta vez na temporada 2015. O saldo negativo foi de quase 35 milhões dólares norte-americanos. A equipa indiana apesar dos bons resultados em 2013 terminou  o ano de 2014 com um grande rombo nas contas e novamente perdeu dinheiro. Em 2015, porém, o saldo negativo da equipa foi um tanto menor: 9,8 milhões contra os 21,9 milhões, de 2014.

 Segundo o site norte-americano 'Motorsport.com', a principal fonte de renda da equipa que fez com que a perda financeira fosse mais leve, veio do México e dos patrocinadores ligados a Sérgio Pérez. De 2014 para 2015, a equipa teve um crescimento de mais de seis milhões em patrocínios. A relação de prémios da FIA aparece nas contas do ano seguinte. Desta forma, o quinto lugar em 2015 deve ajudar ainda mais os indianos, gerando talvez até um ano sem maiores dívidas. Porém, aumenta também a necessidade da equipa de recuperar em 2016. Até aqui, apenas Nico Hülkenberg marcou seis pontos na corrida de estreia e Pérez outros dois na Rússia, o que deixa a Force India numa provisória oitava posição no Mundial de Construtores.

Não chega a ser nenhuma novidade a relação entre problemas económicos e a Force India. No início do ano, o sócio maioritário da equipa Vijay Mallya começou a ser perseguido pela justiça indiana ao acumular uma dívida bilionária com um consórcio no seu país. Mesmo assim, a equipa disputa a temporada 2016 da F1 na sua totalidade e, segundo o chefe Otmar Szafnauer, não há nada de errado com a saúde financeira da Force India.
Na oportunidade, Szafnauer deixou clara a preocupação do aumento nos custos para a temporada 2017.

  “Se nós pararmos muito cedo, então talvez nós vamos reduzir nosso potencial em 2016 para ganhar em 2017, ou vice-versa. Se nós alongarmos por muito tempo o desenvolvimento em 2016, então nós vamos gastar muito para começarmos 2017, temos de encontrar o equilíbrio. Isso, é mais importante para nós do que para algumas das grandes equipas porque eles podem trabalhar de forma paralela porque eles têm mais recursos”, alertou o chefe da equipa.