Jornal dos Desportos

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Forward falha Indianápolis

29 de Julho, 2015

A equipa de Cuzari reúne as condições financeiras para voltar às pistas

Fotografia: AFP

A prisão de Giovanni Cuzari, proprietário da equipa Forward, afecta a grelha de partida do Grande Prémio dos EUA, em MotoGP, a realizar-se em Indianápolis. A equipa anunciou que vai ficar de fora, no dia 9 de Agosto, por falta de condições financeiras, resultantes da detenção do patrão da equipa, no início do mês, na Suíça, por suspeita de fraude fiscal e lavagem de dinheiro. A investigação, que levou à detenção de Giovanni Cuzari, também aborda suspeitas de patrocínios fictícios, ainda de acordo com a imprensa suíça.

Por meio de comunicado, a esquadra revelou que alguns patrocinadores não efectuaram os pagamentos devidos, em resposta à prisão de Cuzari, apesar dos esforços para manter a equipa a  operar normalmente. Portanto, a situação pode não se resolver à tempo da etapa norte-americana marcada para dia 9 de Agosto.“Infelizmente, a reacção dos patrocinadores, a principal fonte de renda de uma equipa independente, foi imediata e resoluta”, afirmou o comunicado.

“Inevitavelmente, alguns cancelaram os contratos existentes e interromperam os pagamentos, criando mais problemas financeiros e que comprometem completamente a sobrevivência da equipa”, completou.“As actividades nesses últimos dias estiveram focadas na reconstrução do relacionamento com os patrocinadores.

A equipa também foi capaz de chegar a um consenso para recuperar a ajuda económica vital para cobrir os custos das próximas corridas. Novos processos de cobrança e pagamentos foram activados e novas modalidades operacionais foram acordadas com o Ministério Público de Lugano (na Suíça)”, acrescentou a nota.

A Forward também entrou em acordo com a Associação das Equipas da MotoGP e vai ausentar-se da etapa em Indianápolis “com o objectivo de reunir todos os recursos necessários e organizar melhor as próximas viagens”.

A decisão vai afectar a operação da esquadra também na MotoGP. Portanto, Stefan Bradl, que já havia ficado ausente da etapa na Alemanha devido a uma lesão, Loris Baz, além de Simone Corsi e Lorenzo Baldassari, ambos da classe intermediária, estão de fora da corrida no EUA.A intenção da equipa é voltar a correr no circuito de Brno, na República Tcheca, na semana seguinte.

FÓRMULA 1
Equipa da Red Bull e Renault em rota de separação


A Red Bull não tem mais paciência com a Renault, nem muita crença de que a fabricante francesa possa fazer a equipa competitiva num futuro próximo. Os austríacos querem o fim do contrato para conseguir um novo motor para o ano que vem, tanto para a equipa principal quanto para a Toro Rosso.A equipa austríaca está a tentar desligar-se o mais rápido possível do contrato, que ainda a prende à Renault, por mais um ano, até o final da próxima época'2016, de acordo com o jornal alemão “Auto Motor und Sport”.

A equipa dos energéticos não quer outra época arruinada por uma unidade de força medíocre, mas precisa de negociar. Se a Renault comprar a Lotus, para voltar a operar uma equipa, entende-se que o acordo era mais fácil. O maior interesse para a sequência do projecto da Red Bull é ter o motor Mercedes, aceitando a nova condição de equipa cliente, conforme a publicação. Enquanto isso, a Toro Rosso pode ter motores da Honda.

No entanto, para a Red Bull e as duas fornecedoras na qual está interessada - Mercedes e Ferrari - um acordo pode ser problemático. A equipa tetra - campeã mundial de Construtores entre 2010 e 2013 não é uma equipa cliente comum. Tem orçamento e pessoal necessários para bater a  Mercedes e a Ferrari nos seus próprios jogos.

Desta forma, a marca italiana estava disposta apenas a ceder motores sempre de um ano de idade. Ou seja, o modelo de 2015 para 2016, de 2016 para 2017 e assim sucessivamente. A Mercedes discute com as clientes de outra maneira, por isso, é a favorita em Salzburg.O próprio director executivo da equipa alemã, Toto Wolff, já deixou a porta aberta: “Nunca diga nunca. Há um contrato entre Renault e Red Bull, respeitamos isso. Mas isso é F1”.

A atitude da Red Bull, de perda de paciência, não é surpreendente, de acordo com o director desportivo da Renault, Cyril Abiteboul. Antes dos primeiros título mundiais, a equipa comportou-se da mesma forma. É uma visão imediatista de um grupo que não se contenta em não ser o melhor.

“Conhecemos muito bem a Red Bull e o comportamento que vemos agora não é diferente daquele que tivemos em 2008 ou 2009. Sempre foi assim, desde que começamos a trabalhar juntos. Tentam qualquer coisa que podem, para terem o desempenho que querem desesperadamente, não para depois de amanhã, mas para amanhã e se possível, hoje”, disse.

Cyril Abiteboul realçou que pode entender a “frustração” da Red Bull, mas não entende “como lidar com esta situação”.“Ser uma fornecedora de motores é um trabalho difícil, ainda mais para uma equipa muito competitiva como a Red Bull”, frisou.A Renault está dentro desse negócio “há mais de um século” e dentro da F1 “há 37 anos mais ou menos”.

A Red Bull compete há dez anos. Para Cyril “há uma diferença grande entre as duas companhias” e é necessário entender o pensamento de cada uma”.