Jornal dos Desportos

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Fosso olmpico moderno nasce em Benguela

Helder Jeremias - 08 de Julho, 2016

Campo de Tiro do Interclube a jia do tiro em Angola

Fotografia: Joo Gomes

O mais moderno fosso olímpico de Angola está a nascer em Benguela. Dotado de meios tecnológicos mais avançado, a infra-estrutura desportiva está a deixar encantado as entidades das terras de O'mbaka. Os trabalhos de conclusão decorrem a bom ritmo e envolve todos os integrantes de direcção do Clube de Tiro Caça e Pesca de Benguela.

Erguido num perímetro para três campos de futebol, o fosso olímpico de Benguela começou a receber os equipamentos de marca FAB, de origem italiana. Os especialistas concluíram na semana passada a instalação das duas bases. Em declarações ao Jornal dos Desportos, o secretário geral do Clube de Tiro Caça e Pesca de Benguela, João Peralta, mostrou-se satisfeito pelo avanço das obras. O dirigente assegurou que os equipamentos já se encontram em posse da instituição e estão a ser montados dento do cronograma de trabalho.

"Os equipamentos já se encontram em nossa posse. Estamos certos de que a conclusão dos trabalhos está para breve. As obras das áreas de serviço também decorrem a bom ritmo, graças a dedicação de todos", disse João Peralta.

O ritmo acelerado do empreendimento é presságio de Benguela acolher o Campeonato Africano no próximo ano. Os ensaios gerais do funcionamento das máquinas acontecem em Setembro, data prevista para a inauguração. O certame vai contar com a realização de um torneio internacional.

"Continuamos convictos de que a inauguração vai ter lugar em Setembro, facto que só vai ser confirmado, depois de termos o aval do governo da província de Benguela sobre algumas datas com especial significado", garantiu.

A qualidade de equipamento é das melhores que o mercado oferece, segundo João Peralta. No entanto, o Clube de Tiro Caça e Pesca de Benguela procura caprichar nas instalações e nos acabamentos para proporcionar um ambiente à altura de acolher especialistas de diversas áreas da Federação Internacional de Tiro (Internetional Shooting Sport Federation, na sigla inglesa) e da Confederação Africana de Tiro. Angola vai candidatar-se na organização do campeonato africano e a proposta deve convencer as entidades competentes do desporto continental e mundial.

A construção do fosso olímpico de Benguela visa proporcionar também o relançamento da massificação e impulsionar a indústria turística na região Sul de Angola. Os benefícios da infra-estrutura são enormes e vão reflectir na vida social do cidadão, segundo João Peralta.

O Clube de Tiro Caça e Pesca de Benguela vai trabalhar com as autoridades nacionais, com destaque ao Governo da província e demais instituições afins capazes de disponibilizar à organização todos os mecanismos para que a campanha de escolha seja bem sucedida no continente.

João Peralta sustenta que a província de Benguela está dotada de características que apaixonam qualquer amante de turismo. Ao longo do seu litoral, estão a dispor do visitante mil motivos de felicidade.

Antes da inauguração do mais moderno fosso olímpico angolano, João Peralta realçou que o Clube de Tiro Caça e Pesca de Benguela pretende realizar um torneio nocturno de 75 pratos na primeira quinzena de Agosto. A confirmação da data vai ser feita em função das garantias da empresa fornecedora de pratos e cartuchos e o tempo que vai levar a petição emitida pela Polícia Nacional.


GP ZECA FRANÇA
Benguelenses afinam pontaria ao alvo


Victor Frias, Nuno Bagagem, Fernando Pessoa e Emanuel Rodrigues, atiradores do Clube de Tiro Caça e Pescas de Benguela, começam a trabalhar esta manhã no antigo campo com vista a presença na quinta jornada do campeonato nacional de fosso olímpico a decorrer nos dias 30 e 31 do corrente no Regimento de Defesa Anti-Aérea, no bairro Cantinton, em Luanda. A prova insere-se no âmbito dos festejos alusivos ao 39º aniversário do clube 1º de Agosto.

Denominado Grande Prémio Zeca França, o certame movimenta os atiradores espalhados pelo país adentro. Movidos pelo desejo de prestigiar um dos maiores ícones da modalidade e fazer parte da grande festa do clube militar, os atletas de Benguela aspiram obter resultados que se traduzam na mobilidade ascendente na classificação geral. 

O secretário-geral do Clube de Tiro Caça e Pescas de Benguela, João Peralta, reconheceu que a prestação dos atletas tem sido condicionada pelo excesso de burocracia das autoridades policiais de Luanda. As petições referentes aos cartuchos e pratos cedidos pela empresa distribuidora levam "uma eternidade" de tempo. O responsável sustenta que os atletas vão apresentar o seu melhor dentro das condições impostas pela conjuntura na prova do 1º de Agosto.

João Peralta informou que a questão das petições tardias pode ser ultrapassada com facilidades, uma vez tratar-se de um clube conceituado, cujo desempenho se reflecte no desenvolvimento do tiro nacional.

"Os pratos são fornecidos com a devida antecedência pelos nossos fornecedores e não temos grandes dificuldades nos trâmites das autoridades da província, mas somos condicionados, porque carecemos de uma petição homologada pela Polícia Nacional em Luanda. O tempo para ser emitida o documento impede que os nossos atiradores façam uma preparação atempada", explicou João Peralta. 

Face aos constrangimentos, a direcção do Clube de Tiro Caça e Pesca de Benguela vai fazer constar esse problema entre os assuntos a abordar na próxima Assembleia Geral da Federação Angolana de Tiro. Para além de Benguela, a Huíla também se queixa do excesso de burocracia.
As duas associações esperam que a entidade reitora encontra soluções para dirimir o imbróglio ao mais alto nível.
HELDER JEREMIAS