Jornal dos Desportos

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França aperta controlos antidoping

01 de Maio, 2013

União Ciclista Internacional (UCI), chegado a acordo com Agência Francesa de Luta contra o Doping.

Fotografia: AFP

A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou esta segunda-feira ter chegado a acordo com a Agência Francesa de Luta contra o Doping (AFLD) para a organização dos controlos antidopagem durante o próximo Tour de França e no Criterium Dauphiné.

"A UCI e a Fundação Antidopagem no Ciclismo (CADF) anunciaram a sua parceria com a Agencia Francesa de Luta contra o Doping (AFLD) para efetuar os controlos nas principais provas de ciclismo em França, em 2013", escreveu a UCI, em comunicado.

Francesca Rossi, diretora da CADF, assinalou que os "procedimentos antidoping da CADF e AFLD encontram-se entre os mais inovadores e convincentes que existem no desporto", recordando que foi esta modalidade a primeira a introduzir a prova de urina de deteção de EPO (eritropoietina) e o passaporte biológico.

O Tour'2013, de 29 de Junho a 21 de Julho, e ainda todas as provas de ciclismo disputadas em França sob a égide da UCI estão abrangidas por este acordo. "A UCI está determinada em garantir que o ciclismo é um desporto limpo. Juntos, vamos garantir que os jovens de hoje não tenham a sua imagem manchada por problemas que ocorreram anos antes", acrescentou, por seu turno, o presidente da UCI PAt McQuaid.

Especificamente, a AFLD vai aceder ao conteúdo completo dos passaportes biológicos dos ciclistas e conhecer a sua localização. O organismo vai ainda ter a total liberdade para organizar os controlos inopinados. Este acordo "marca o primeiro progresso tangível na luta contra o doping no ciclismo depois do Caso Armstrong ter eclodido", felicitou, em comunicado, a ministra francesa dos desportos Valerie Fourneyron, que se tornou representante da Europa no seio do comité executivo da Agencia Mundial Antidopagem (AMA), a partir de 11 de Maio.


DOPING  
Médico Eufemiano Fuentes
condenado a um ano de prisão



O médico Eufemiano Fuentes, principal figura do caso de doping "Operação Puerto", foi condenado ontem a um ano de prisão pela juíza do caso, que recusou entregar as bolsas de sangue recolhidas às autoridades desportivas. Além da pena a Fuentes, também o preparador físico José Ignacio Labarta foi condenado a quatro meses de prisão, enquanto os outros três arguidos foram absolvidos: Manolo Saiz e Vicente Belda, ex-diretores desportivos, e Yolanda Fuentes, antiga responsável clínica das equipas Kelme e Comunidad Valenciana.

A juíza Julia Patricia Santamaría considerou que Eufemiano Fuentes foi o autor directo de um crime contra a saúde pública e que Labarta era cúmplice, sancionando o primeiro com 10 anos de suspensão do exercício de medicina desportiva. Na leitura do acórdão, a magistrada recusou a pretensão da Agência Mundial Antidopagem (AMA), da União Ciclista Internacional (UCI), do Comité Olímpico Italiano (CONI) e da Real Federação Espanhola de Ciclismo (RFEC), que pediam que lhes fossem entregues as bolsas de sangue recolhidas no laboratório de Fuentes.

A juíza justificou esta decisão com os direitos fundamentais dos desportistas, reconhecidos pela Constituição espanhola, ordenando que as amostras e o material informático apreendido nas investigações, iniciada em 2006, seja destruído mal a sentença transite em julgado. O pedido de indemnização do antigo ciclista Jesus Manzano, que denunciou o caso, também foi rejeitado pela juíza, que considerou que este aceitou voluntariamente submeter-se a práticas de dopagem.


CICLISMO
Froome chefia Sky na volta a França


O ciclista britânico Chris Froome garantiu ontem que é o líder da equipa Sky, um dia depois de o seu compatriota e companheiro de equipa Bradley Wiggins ter assumido que quer revalidar o título no Volta a França. "A direção da Sky confirmou-me como líder da equipa", afirmou Froome, segundo classificado na última edição da Volta à França, ao site Velo News.

Froome, que no domingo venceu a Volta à Romandia, considerou que "vencer o Tour é um projeto que exige um empenho total de todos os ciclistas", acrescentando estar convencido de que toda a equipa o vai apoiar. A rivalidade entre os dois ciclistas britânicos foi evidente na última edição da Volta à França, com Froome a "atacar", em diversas ocasiões, a camisola amarela de Wiggins, embora tenha ajudado o seu compatriota a conquistar a amarela final.

Na segunda-feira, Bradley Wiggins assumiu que tem como objetivo para este ano vencer o Volta a Itália e o Tour. "Já disse que quero fazer a dupla Giro-Tour", referiu Wiggins, em entrevista ao jornal italiano "Il Mattino", acrescentando: "Também gostaria de correr a Vuelta, sem a pressão de ganhar, apenas para preparar o Campeonato do Mundo".


BREVE
Wiggins assume objectivos


O britânico Bradley Wiggins, vencedor da Volta a França no ano passado, assumiu que tem como objectivo para este ano vencer o Giro e o Tour, algo conseguido pela última vez em 1998 pelo italiano Marco Pantani. «Já disse explicitamente que quero fazer a dupla Giro-Tour», referiu Wiggins, em entrevista ao jornal italiano Il Mattino. «Também gostaria de correr a Vuelta, sem a pressão de ganhar, apenas para preparar o Campeonato do Mundo», completou. O britânico aproveitou ainda para afastar qualquer rivalidade com o seu companheiro de equipa Chris Froome, salientando que num cenário ideal ambos vão estar na luta pela vitória nas provas.