Jornal dos Desportos

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frica busca rota de sucesso

Silva Cacuti - 22 de Fevereiro, 2018

Agentes de pases da lusofonia esto mais bem capacitados para aumentarem os nveis de competitividade dos atletas

Fotografia: Maria Augusta | Edies Novembro

A realização em Angola do campo de treinos, promovido pela Agitos Foundation em parceria com o  Comité Paralímpico Africano (CPA), desde 19 do corrente, vai dar capacidade aos treinadores e atletas africanos para fazerem uma reflexão das suas participações  em campeonatos mundiais e Jogos Paralímpicos, admitiu o angolano Leonel da Rocha Pinto, presidente do CPA.
 O dirigente falava durante a cerimónia de abertura do campo de treinos que decorre no Decífer Sport Resort e conta com 50 participantes, entre atletas e treinadores, provenientes de todos os países africanos de língua portuguesa.
As aulas práticas vão realizar-se nos Estádios 11 de Novembro e nos Coqueiros.
Falando para uma plateia em que pontificava o Secretário de Estado para a Política Desportiva, Carlos Almeida, Leonel da Rocha Pinto apelou aos instruendos a tirarem todo o proveito da formação.
\"Estou certo de que os treinadores e os atletas vão aproveitar ao máximo para implementarem nos seus países  e passarem a experiência adquirida a outros, para que a África comece a ser mais representativa nos Jogos Paralímpicos\", disse.
Noutro seguimento, Leonel da Rocha Pinto disse que o seu elenco no CPA vai trabalhar para que a presidência de Angola deixe registos históricos.
José Cabo Montes, gerente de programas de desenvolvimento da Agitos Foundation, revelou que apenas 7,3 por cento dos atletas participantes nos Jogos Paralímpicos são africanos. Por isso, a sua instituição direcciona para o continente essas acções formativas, com objectivo de superar a percentagem nos Jogos Paralímpicos de 2020.
A formação decorre nas disciplinas de atletismo e halterofilismo. José Montes explicou que foram as duas modalidades identificadas como as mais praticadas e evoluídas em África, daí, a prioridade nas formações no programa da instituição.
Proximamente, o Malawi (Julho) e a Etiópia (Setembro) vão receber também formações do género.
 
FORMAÇÃO
ENCERRA HOJE

Algumas das delegações presentes no primeiro campo de treinos, promovido em Angola pelo programa Agitos Foundation, começam a deixar o país hoje, antes mesmo da cerimónia de encerramento marcada para as 18h00, no Complexo hoteleiro Decífer Sport Resort.
O sentimento é de satisfação por mais uma aprendizagem.
\"Foi bom. Não foi uma viagem vã. O que estamos a aprender aqui, de certeza, vai permitir-nos marcar passos importantes nas nossas carreiras\", disse um integrante da delegação cabo -verdiana.
Sob a orientação de técnicos brasileiros, Lúcio Everaldo (atletismo) e Weverton dos Santos (halterofilismo), a formação juntou representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau.


CUSTO DE FORMAÇÃO
Campo de Treino custa mais de 60 mil euros


O primeiro curso para treinadores e atletas do desporto adaptado da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), que decorre em Luanda desde 19 do corrente, custa mais de 60 mil euros, afirmou à Angop, José Cabo Montes, gerente de programas de desenvolvimento da \"Agitos Fundation\".
O responsável do órgão, que patrocina o evento, indicou que o valor é gasto, fundamentalmente, com transporte e hospedagem. Trata-se de um projecto com \"objectivo de fortalecer as capacidades dos Comités Paralímpicos Nacionais (NPCs) e propiciar o desenvolvimento nas regiões\".
A formação decorre nas disciplinas de atletismo e halterofilismo, até amanhã, no Decífer Sport Resort, na Urbanização Lar do Patriota.
A Agitos Fundation foi criada em 2012 por ocasião dos Jogos Paralímpicos de Londres. Actua de modo a garantir oportunidades iguais de participação aos atletas deficientes em todo o mundo.
Em atletismo, Angola tem seis presenças em Jogos Paralímpicos, das quais subiu ao pódio em três ocasiões, através de José Sayovo, designadamente, Atenas\'2004 (tripla medalha de ouro nos 100, 200 e 400 metros e recordes), Beijing\'2008 (três medalhas de prata) e Londres\'2012 (uma medalha de ouro e outra de bronze).
Ao nível de halterofilismo, a modalidade é pioneira. Foi estreante nos Jogos Africanos disputados em 2015, no Congo Brazzaville. Desde então, existe um movimento por todo o país. Luanda, liderada por António Baltazar, e Moxico, por Ilídio Simão Lote, têm sido as províncias com mais movimento.