Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Froome de amarelo ontem na oitava etapa

07 de Julho, 2013

O britânico Christopher Froome (Sky) vestiu este sábado a camisola amarela

Fotografia: AFP

A um trabalho extraordinário de Richie Porte, que afastou todos os outros favoritos da discussão da etapa, Froome respondeu com um ataque, coroado com a vitória no final dos 195 quilómetros entre Castres e Ax 3 Domaines.

Depois do líder da Sky cortaram a meta o seu colega, o australiano Porte e o espanhol Alejandro Valverde (Movistar), segundo e terceiro na oitava etapa. O britânico sucedeu ao sul-africano Daryl Impey (Orica-GreenEdge) na liderança do Tour.

Este domingo há lugar para mais montanha, na ligação de 168,5 quilómetros entre Saint-Girons e Bagnères-de-Bigorre.


Andy  irritado com a equipa

O luxemburguês Andy Schleck, vencedor do Tour 2010, mostrou-se sexta-feira irritado com a sua equipa, a RadioShack, por ter despedido o seu irmão Frank, depois de este ter cumprido um ano de suspensão por doping.

“Não consigo entender a decisão. Estou triste e desiludido, mas não sei o que dizer. Talvez usem isso contra mim e também me despeçam”, disse Andy à partida para a sétima etapa da 100.ª Volta a França. Na quinta-feira, a RadioShack anunciou que não iria renovar o contrato ao mais velho dos Schleck, que dentro de dias acaba de cumprir a suspensão de um ano devido a um controlo positivo pelo diurético Xipamide na edição transacta da prova francesa.

“Não teve nada a ver com doping, até a UCI concorda. Há outras coisas por trás desta decisão. Penso que não tem nada a ver com a suspensão. Despedi-lo depois de 11 meses a apoiá-lo não faz sentido”, assegurou o vencedor do Tour 2010. Também Frank, em declarações ao diário “Le Quotidien”, revelou a sua incredulidade diante da decisão da equipa luxemburguesa: “Não compreendo. A equipa apoiou-me sempre.

Trabalhei como nunca e realizei vários estágios com os meus colegas.”O mais velho dos Schleck recordou que o veredicto da Agência luxemburguesa antidopagem ditava que o positivo não se tratava de um caso de doping e que o ciclista não tinha tido a intenção de melhorar o seu desempenho desportivo.

“A equipa continuou a apoiar-me e agora acusam-me de ter-me dopado”, disse o corredor, de 33 anos, que tinha projectado participar na Vuelta. Frank Schleck garantiu que não vai pôr um ponto final na sua carreira e que continuará no pelotão em 2014 e o mais novo prometeu que, aconteça o que acontecer, estará na mesma equipa que o irmão na próxima época.