Jornal dos Desportos

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Froome recusa camisola amarela

11 de Julho, 2015

A camisola amarela não foi envergada, ontem, na sétima etapa da Volta a França em bicicleta,

Fotografia: AFP

A  camisola amarela não foi envergada, ontem, na sétima etapa da Volta a França em bicicleta, entre Livarot e Fougères, depois de o britânico Chris Froome (Sky) ter abdicado de partir com o símbolo da liderança.

“Eu não vestirei a amarela hoje! Tudo do melhor para Tony Martin na sua operação e recuperação”, lê-se no Twitter do vencedor do Tour2013, que subiu ao primeiro lugar por beneficiar da queda e do abandono do alemão, na quinta-feira, no final da sexta tirada.

Martin, que sofreu uma fractura na clavícula esquerda, foi o segundo líder da classificação geral a desistir, depois de o suíço Fabian Cancellara (Trek) ter abandonado a “Grande Boucle” na terceira etapa, ao fracturar duas vértebras numa queda.

Na história do Tour, vários corredores assumiram a liderança da corrida e recusaram vestir a camisola amarela, nestas circunstâncias, tal como ontem, Froome, decidiu, antes da partida para os 190,5 quilómetros entre Livarot e Fougères.

O caso mais recente remonta a 1997, quando Alberto Contador recusou alinhar à partida da 17ª etapa com a camisola amarela que “herdou” na sequência do abandono forçado do dinamarquês Michael Rasmussen.

Em 1980, o holandês Joop Zoetemelk abdicou do símbolo de líder que pertencia no final da 12.ª etapa a Bernard Hinault, que desistiu por causa de uma tendinite no joelho. O norte-americano Greg LeMond teve a mesma atitude após a queda do dinamarquês Rolf Sorensen, não chegou a vestir a camisola de líder, porque, após a etapa, Thierry Marie chegou ao topo da classificação.

No entanto, a decisão mais famosa continua a ser a do belga Eddy Merckx após a queda do espanhol Luis Ocana na edição de 1971. O “canibal”, que veio a vencer a corrida, não aceitou vestir a camisola que pertencia ao seu rival, que caiu na subida  de Menté.