Jornal dos Desportos

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Fundistas querem melhorar marcas

Gaudência Hamelay, no Lubango - 30 de Julho, 2013

Os melhores atletas do Campeonato Nacional de Pista realizado no último fim-de-semana vão completar a lista da Selecção Nacional

Fotografia: Santos Pedro

Melhorar as marcas pessoais é o objectivo dos corredores angolanos com bolsas de estudo no Brasil nos Campeonatos do Mundo de atletismo que se disputam a partir de 10 de Agosto, em Moscovo.

Manuel António disse ontem em entrevista exclusiva ao Jornal dos Desportos que a preparação com vista a superar as marcas nos mundiais de atletismo decorre sem sobressaltos nas terras do Samba. O atleta do Grupo Desportivo Interclube pontualizou que dentro do programa de treino gizado desde o passado mês de Maio, consta a participação num conjunto de provas para permitir obter maior rodagem competitiva e aperfeiçoar a condição física.

Disse ter participado nesta fase de preparação em mais de dez competições inclundo o Troféu Brasil, uma das provas mais importante do Brasil com a participação de 8 países da América Latina. Nesta competição, Manuel António, alcançou a sétima posição com a marca de 1 minuto 49 segundos e 99 décimas nos 800 metros masculino, enquanto a sua companheira de equipa, Felismina Cavela, obteve o registo de 2 minutos, 08 segundos e 84 décimas igualmente na especialidade dos 800 metros feminino. Acrescentou ter sido a melhor marca pessoal feita pela fundista Felismina Cavela.

“Também participamos em provas de velocidade com realce para os 400 metros com os registos de 49segundos e 96 décimas para poder melhorar a velocidade uma vez que a prova de 800 metros exige muita resistência de velocidade”, esclareceu. Manuel António afirmou estar no fim do ciclo de preparação onde as sessões de treino baseiam-se fundamentalmente na vertente de intensidade aliada a corridas rápidas nas distâncias de 100, 150, 200 e 300 metros para melhorar a velocidade de resistência inicial e final.

O objectivo da participação de qualquer atleta num evento mundial de atletismo, sublinhou é representar condignamente as cores do seu país. Argumentou que para ele, este intento não foge à regra. Para o efeito, prometeu tudo fazer para melhorar “as nossas marcas pessoais” e encarar com responsabilidades outros compromissos internacionais que se avizinham. O fundista revelou que dos compromissos que se avizinham destacam-se os jogos Lusófonos a decorrer no próximo mês de Novembro em GOA na Índia.

“Ai, nós temos objectivos completamente diferentes aos do Mundial que visam passar para a fase seguinte e conquistar uma medalha nesses jogos Lusófonos”, garantiu. O fundista dos 800 e 1500 metros afirmou que o propósito principal da participação nos Campeonatos do Mundo em atletismo em Moscovo, passa em melhorar as marcas pessoais. Daí, que ao longo da preparação em todas as provas que correu fez, quedou-se em 5º lugar. Manuel António confirmou ter- se sagrado igualmente campeão dos 800 metros da Universidade com o tempo de 1 minuto 50 segundos e 76 décimas.

Já na prova dos 1500 metros cronometrou o registo de 3 minutos e 51 segundos tendo conseguido o apuramento para os regionais universitários da cidade de São Paulo Brasil. Contudo, os fundistas Manuel António e Felismina Cavala beneficiam há já dois anos com bolsas de estudo no Brasil pela Federação Angolana de Atletismo. No mundial de atletismo em Moscovo, vão representar o país nas provas de 800 metros.

POSTURA
FAA elogia clubes


O vice-presidente da Federação Angolana de Atletismo (FAA), Adriano Nunes, elogiou domingo o investimento que os clubes fizeram na contratação de fundistas estrangeiros para competir no campeonato nacional é uma mais-valia para o atletismo angolano.

 Em entrevista à Angop, num balanço no final do campeonato que aconteceu sábado e domingo em Luanda, com a conquista do Petro em masculino e 1º de Agosto em feminino, disse que os atletas contratados pelos grandes clubes do país, vieram dar mais competitividade às competições.

O coordenador frisou que os clubes ao investirem no mercado internacional não podem esquecer que é precisa fazer o trabalho de casa que também merece uma potencialização. 
Também coordenador da corrida de fim de ano São Silvestre, salientou que a federação não tem ainda projecto de nacionalização de atletas, apesar de já haver vontade por parte de muitos.

 O atletismo em Angola está ainda a desenvolver, o objectivo da federação é de potencializar os atletas nacionais, por isto o seu órgão vai continuar a trabalhar com a prata da casa com todo apoio possível, para dentro de três a quatro anos Angola poder ver os resultados positivos.
 Em relação à prova frisou que os atletas evoluíram muito e o que lhes dá segurança é que os atletas fundistas vão conseguir boas marcas na corrida da São Silvestre que acontece no último dia do ano.

 Os atletas estrangeiros que competiram no nacional Yariadmis Baro de nacionalidade Cubana no 1º de Agosto e António Paúl (África do Sul) no Petro de Luanda.