Jornal dos Desportos

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Modalidades

Gaspar apresenta números da vitória

Silva Cacuti - 27 de Novembro, 2015

Treinador ajudou a equipa militar do Rio Seco a alcançar o título nacional depois de duas décadas e meia

Fotografia: José Cola

A viver ainda a ressaca da vitória sobre a Académica de Luanda no "play off" da final do campeonato nacional de hóquei em patins, o técnico António Gaspar balanceia a época em que devolveu o título da campeão nacional ao clube central das Forças Armadas Angolanas, 26 anos depois. António Gaspar, que também é professor de Educação Física, considera que foi uma época positiva.

Sobre as anteriores, em que a equipa não logrou o título, António Gaspar realça que nem por isso foram negativas. "Sempre soubemos que chegaríamos a esse título".

Para se sagrar campeão nacional, revelou, "o 1º de Agosto realizou 138 treinos, em 32 semanas de trabalho". O plantel da equipa para a época foi constituído por 17 atletas, dos quais três guarda-redes. À frente deste grupo, incluído o chefe de Departamento, Bernardo Marques, António Gaspar conta com uma equipa técnica com dois treinadores adjuntos (Mungongo Albino "Magalhães" e Nelson Mariano "Lito"), um seccionista director (Manuel da Conceição "Quiroga"), um seccionista ecónomo e mecânico (Junqueira Dala), um médico (Óscar Quezada), um fisioterapeuta (António Lourenço) e um técnico de vídeo (Sérgio Magalhãoes). No total, a equipa realizou 37 jogos oficiais e cinco amistosos.

"Foi um ano em que apostámos na integração de dois atletas juniores no plantel, mais uns reforços e tudo concorreu para que tudo fosse possível.
Nunca encaramos a Taça de Angola como uma prova prioritária. Fomos à final da Taça de Angola, não ganhámos, porque o adversário foi mais forte.

Só tenho de dizer que todas as opções e decisões, que tomámos em relação à gestão do plantel ou outros assuntos, foram correctas. Somos os campeões nacionais", resaltou.

A equipa sénior masculina de hóquei em patins do 1º de Agosto conquistou o título de campeã nacional, ao derrotar a Académica de Luanda por 3-0, no cômputo do "play off", a melhor de cinco jogos, com parciais de 4-2, 1-0 e 2-0. O resultado do terceiro jogo foi encontrado na marcação de grandes penalidades, depois do empate no tempo regulamentar e prolongamento. A equipa do Sagrado Coração de Jesus venceu o Petro de Luanda no "play off", a melhor de três, por 2-1 e completou o último lugar do pódio.

MAIOR DIFICULDADE
Mais uma vez, o técnico militar recorreu aos números e revelou que durante a época chegou a ficar 78 dias sem competir. Esta irregularidade competitiva, que dificulta a manutenção dos níveis da equipa, foi a principal dificuldade vivida pelo conjunto militar durante a época.

O 1º de Agosto esteve inserido na disputa do torneio de abertura, campeonato provincial, Taça de Angola e campeonato nacional, todas provas disputadas em formato de torneio, em que aconteceram situações, algumas pouco abonatórias para a modalidade e até para a verdade desportiva.

"Jogámos um torneio de abertura, um campeonato provincial, um campeonato nacional e a Taça de Angola. Não há nenhum momento em que houvesse um campeonato propriamente dito. Tudo foram torneios, com paragens; é difícil manter os níveis da equipa. Isto não é bom para o hóquei em patins, mas é o que temos", disse.