Jornal dos Desportos

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Governantes da Alemanha ausentes dos jogos de Sochi

07 de Março, 2014

Delegação alemã já se encontra em Sochi sendo certa a participação nos Jogos paralímpicos de Inverno que arrancam hoje

Fotografia: AFP

Os representantes governamentais da Alemanha estarão ausentes dos Jogos Paralímpicos de Inverno, em Sochi, como protesto contra a posição russa na crise da Ucrânia, revelou ontem uma responsável do governo germânico.

A equipa alemã que participará nos Jogos já se encontra em Sochi e é quase certo que competirá no evento, não existindo motivos de preocupação com a segurança, disse a mesma responsável.

Por outro lado, o boicote governamental pretende ser “um sinal político muito claro para a Rússia”, referiu a comissária alemã para as desigualdades, Verena Bentele.

Bentele salientou  à televisão ZDF que o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Guido Westerwelle, não vê qualquer ameaça a que cidadãos possam assistir aos Jogos. O presidente russo, Vladimir Putin, deverá marcar presença na cerimónia de abertura dos Jogos, que começam hoje e contam com 1.600 atletas paralímpicos de 45 países, mas o evento está “manchado” pela crise na Ucrânia.

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após o afastamento do ex-presidente Viktor Ianukovich e a presença de militares russos na Crimeia, península do sul do país onde está localizada a frota da Rússia do Mar Negro.

Na terça-feira, em conferência de imprensa, Vladimir Putin alegou que interveio na Crimeia a pedido de Ianukovich e anunciou que mantém o “direito de actuar” na Ucrânia, em último recurso, para defender os cidadãos russos.

A crise na Ucrânia começou em Novembro com protestos contra a decisão de Ianukovich de recusar a assinatura de um acordo de associação com a UE e promover uma aproximação à Rússia.

Em Fevereiro, após meses de manifestações e confrontos no centro de Kiev, Ianukovich foi afastado, tendo tomado posse um novo governo pró-ocidental.

Em declarações posteriores, Ianukovich continua a apresentar-se como o Presidente legítimo da Ucrânia, posição que tem o apoio da Rússia.


Maria Komissarova
Fractura na coluna
deixa atleta paralisada


A esquiadora  Maria Komissarova, vítima de uma fractura na coluna quando treinava nos Jogos Olímpicos Sochi 2014, vai ficar paralisada da cintura para baixo, anunciou quarta-feira a Federação Russa de Freestyle (FFR), citando a equipa médica que a operou.

Maria Komissarova, de 23 anos, foi hospitalizada a 16 de Fevereiro numa clínica especializada na Alemanha. "Dada a gravidade da lesão, as funções da coluna não regeneram", disse a FFR em comunicado, citando os especialistas da clínica alemã.

O comunicado explica também que, de acordo com os especialistas, Maria Komissarova "poderá mover-se usando um equipamento especial".
A esquiadora  vai ficar  dez semanas na clínica para se poder adaptar à sua nova condição e vai passar por um longo período de tratamento e reabilitação, disse a federação.

Maria Komissarova já tinha expresso através das redes sociais o seu optimismo: "Não consigo sentir o meu corpo do umbigo para baixo. Mas eu sou forte e sei que um dia vou superar".

O presidente russo Vladimir Putin  tinha visitado a esquiadora no hospital de Sochi, onde foi internada de urgência.

Em 2012, Maria Komissarova foi a primeira mulher russa a vencer uma medalha na Taça do Mundo em skicross, ao terminar em segundo em Grindelwald, Suíça.