Jornal dos Desportos

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GP China divide opinies

20 de Fevereiro, 2020

A F1 e a FIA anunciaram que a corrida em Xangai, inicialmente programada para o dia 19 de Abril, foi cancelada devido à actual epidemia de coronavírus, depois de ter recebido um pedido do promotor do evento. As autoridades da F1 estão a procurar uma nova data para a corrida no calendário, mas enfrentam um desafio devido às corridas já agendadas.

Uma das considerações é a alteração da data da final da temporada em Abu Dhabi, para permitir que a China volte ao calendário no final de Novembro. Em entrevista ao Motorsport.com na conferência BHMSE em Baku, o CEO e presidente da F1, Chase Carey, reconheceu que seria difícil encontrar uma vaga para a China em 2020, mas disse que nem todas as soluções foram totalmente consideradas ainda.

"É desafiador", disse Carey. "Começamos a lutar contra as contingências, mas acho que uma vez que você entra no ano com datas bloqueadas, é uma agenda bastante cheia. Valorizamos nossos parceiros chineses, eles têm sido óptimos. Tivemos um bom crescimento na China, então certamente gostaríamos de manter isso.” 

Carey coloca a saúde e a segurança das pessoas em primeiro plano. “A saúde e a segurança das pessoas vêm em primeiro lugar. Certamente haveria desafios em ajustar as coisas a uma programação, mudar outras quando se têm datas bloqueadas. Estamos a lidar com isso. Nós realmente não trabalhamos com todas as possibilidades, mas acho que haverá desafios."

Mais de 44 mil casos de coronavírus foram relatados em 24 países, com o número de mortos ultrapassando mil pessoas na China nesta semana. Questionado sobre como o processo de reagendamento da corrida funcionará, em meio à incerteza sobre o futuro da crise, Carey disse: "Acho que ninguém sabe, acho que você está em território desconhecido.”

A F1 deve visitar o Vietname - que divide fronteira com a China - no início de Abril, e um número de funcionários do paddock deve viajar pelo sudeste da Ásia a caminho do GP da Austrália, que abre a temporada. Carey disse que, embora os casos relatados de coronavírus sejam limitados fora da China, a F1 estava ciente do problema e de como ele pode impactar o paddock como um todo.

“Estamos cientes do problema. A saúde e a segurança do nosso pessoal são prioridades. Fora da China agora, pelo que sabemos, acho que hoje, na maioria dos lugares, parece ser seis, oito, dez pessoas. Ninguém sabe o que será daqui a uma ou duas semanas, por isso é difícil dizer qual será a situação. Acho que você só pode estar por dentro, manter contacto com pessoas e lidar com o que surgir, à medida que você souber mais.”, afirmou Carey.