Jornal dos Desportos

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GP Maro Mulher domina reunio

Helder Jeremias - 20 de Janeiro, 2020

A eleição dos corpos gestores da Associação Provincial de Motocross de Luanda, prevista para a primeira quinzena de Fevereiro e a realização do Grande Prémio Março Mulher, previsto para 21 de Março, foram os principais temas de abordagem da primeira reunião dos associados, realizada sábado último, nas instalações daquela instituição, localizadas no bairro do Gamek.
Desprovidos de uma direcção, desde que Carlos Soweto foi afastado do cargo, por alegada falta de transparência na gestão dos recursos financeiros e meios técnicos, os associados estão à mercê de uma Comissão de Gestão, liderada por Osvaldo Gouveia, pelo que contemplam a necessidade urgente de indigitar uma instituição legítima, para  levar adiante todas as preocupações da classe nos próximos quatro anos que constituem o ciclo olímpico.
Osvaldo Gouveia é a personalidade que reúne consenso, entre os associados, para assumir o \"leme\" do motocross provincial, em função do excelente trabalho que levou a cabo nas vestes de coordenador da comissão de gestão  num período de sete meses, em que o motocross conseguiu sobreviver, quando o cenário apontava para o declínio, numa altura em que a crise económica que o país atravessa se traduzia no principal obstáculo para as equipas e pilotos individuais.
Com uma gestão cautelosa, Osvaldo Gouveia utilizou os escassos recursos para a implementação de projectos, que permitiram a permanência dos principais pilotos nas competições, tendo realizado provas nas província da Huíla e de Malanje, além dos eventos que tiveram palco na capital do país, com apoio das autoridades locais que apostam na massificação do espectáculo sobre rodas a nível regional.
Osvaldo Gouveia sente-se reconfortado pelo apoio que tem recebido dos associados, muitos dos quais não acreditavam, que poderia ser \"a tábua de salvação\" do motocross em tempo de crise, mas reconhece que o seu trabalho só tem sido coroado de êxito, porque conta com o apoio de personalidades experientes na matéria, pois, segundo afirma, \"ninguém sabe tudo e juntos somos mais fortes\", para lançar um apelo de união no seio da classe.
O dirigente aproveitou para explanar o equívoco do então coordenador da comissão de gestão, Carlos Moreira, que justificou a sua retirada por alegada constatação de que as verbas da comissão eram depositadas numa conta gerida pelo antigo vice-presidente, a dizer que \" os valores da associação são depositados nas contas da associação e não de pessoas particulares\" porque é assim que as coisas devem funcionar.
Osvaldo Gouveia considerou de \"infeliz\" as declarações de Carlos Moreira, muito embora reconheça o seu mérito pelo trabalho de relevância no capitulo da massificação do motocross no município de Viana. \"Não podemos tirar conclusões apressadas\", disse Osvaldo Gouveia, acrescentando que \"foi uma intervenção infeliz\", já que o foco dos associados deve ser a materialização dos objectivos, o que passa pelo desenvolvimento, de forma a permitir que os nossos jovens possam granjear altos níveis desportivos.
Por seu turno, o ex-vice presidente, Roberto Talaia, mostrou-se indignado pelo facto de Carlos Moreira justificar a sua saída da comissão de gestão com pretexto acima descrito, pelo que exige a reparação do seu bom nome por intermédio da reposição da verdade, tendo em consideração o contributo e esforço pessoal em prol do motocross.
O Jornal dos Desportos apurou que os recursos financeiros são depositados numa das contas da associação, na condições de instituição reitora da modalidade, muito embora os titulares das assinaturas não façam parte da comissão de gestão.