Jornal dos Desportos

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Modalidades

Gresin apresenta "armas"

28 de Fevereiro, 2016

Às vésperas do início dos testes da pré-temporada a Gresini reuniu as suas equipas de Moto3 e Moto2 para apresentar as motos de 2016

Fotografia: AFP

A Gresini aproveitou a sexta-feira (26) para reunir Enea Bastianini, Fabio Di Gianntonio e Sam Lowes e apresentar as suas armas para 2016. A equipa de Faenza fará neste ano a sua 20ª temporada no Mundial.

Às vésperas do início dos testes da pré-temporada, a Gresini reuniu as suas equipas de Moto3 e Moto2 para apresentar as motos de 2016.

Na sede do novo departamento de corridas da equipa, Fausto Gresini, dono da equipa, exibiu o novo layout da NSF250RW de Enea Bastianini e do estreante Fabio Di Giannantonio, e também da Kalex de Sam Lowes.

  “Hoje nós apresentamos os nossos planos para o Mundial de Moto3 às vésperas de uma temporada que promete ser empolgante e importante”, começou Gresini. “Para Bastianini, este é o segundo ano com a Honda e o terceiro na Moto3, portanto, Enea vai começar o ano com um bom conhecimento da moto e uma boa experiência sob os ombros, apesar de ainda ser muito novo”, comentou.

“Depois de lutar pelo título em 2015, e do terceiro posto na classificação, este ano nós não escondemos que temos grandes ambições, apesar de sabermos que não vai ser fácil, porque os nossos rivais são muito fortes. Entretanto, a Honda fez um grande trabalho ao longo do inverno. Enea e toda a equipa estão prontos e confiantes”, garantiu. “O projecto da MotoGP sempre me fascinou bastante e estou a colocar muita energia nisso: nós temos investido em jovens pilotos há alguns anos e agora queremos atingir ainda mais satisfação do que tivemos até aqui”, seguiu.

“Junto com Bastianini, Fabio Di Giannantonio vai fazer a sua estreia, e ele já demonstrou a sua habilidade de crescimento nos dois primeiros testes do ano: ele está disposto e é talentoso, e espero que ele possa crescer corrida após corrida, sem nenhuma meta em especial. Com Fabio, nós temos um programa de longo prazo. Os primeiros passos foram positivos e isso é bom para o futuro”, avaliou.

 Bastianini seguiu a linha do chefe e se mostrou confiante para a temporada 2016, mesmo reconhecendo a competitividade dos rivais.

“Nós estamos confiantes para esta temporada. Os testes que fizemos até aqui se mostraram uteis para entender o que melhorar na moto e também onde eu posso progredir”, falou. “Nossos rivais são muito competitivos, mas a Honda está trabalhando realmente duro, também com base nas informações que estamos a fornecer para eles, e, portanto, estou convencido de que vamos chegar preparados para o primeiro GP para começar a temporada com o pé direito no Catar”, completou.

Perto da estreia como titular no Mundial, Di Giannantonio elogiou a performance nos testes privados feitos até aqui, mas ressaltou que ainda tem muito para melhorar.

  “Até aqui, nós fizemos duas sessões de testes, em Valência e em Jerez, e as duas deram bons resultados. Claro, nós ainda estamos um pouco longe da ponta, mas é normal. Nós estamos apenas começando, e eu ainda preciso ganhar ritmo e trabalhar bastante”, admitiu. “A meta de todo piloto é vencer, claro, mas o Mundial é muito difícil e disputado, então vou encarar a minha estreia com o pé firme no chão. Minha meta é crescer constantemente e fazer sempre o melhor que eu posso”, concluiu.

 MOTO 2
Para a temporada 2016, a equipa de Gresini vai reforçado para a divisão intermediária. Quarto colocado no campeonato do ano passado, Sam Lowes deixou a Speed Up para guiar a Kalex da equipa italiana antes de se juntar à Aprilia em 2017 na MotoGP.

 Já ciente de que fará a  sua última temporada na Moto2, Sam falou em testes positivos e afirmou que a meta é conquistar o título.

 “Viver a apresentação da equipa dentro do departamento de corridas da equipa foi empolgante: as novas cores da moto são óptimas, o design é realmente muito bom e agressivo”, elogiou. “A apresentação da equipa também significa que o início da temporada está se aproximando e, portanto, estou sem dúvidas satisfeito”, seguiu.

 “Os testes que fizemos até aqui foram muito positivos: A equipa trabalhou realmente bem e hoje também nós respiramos uma boa atmosfera, então espero uma temporada fantástica”, declarou. “Nossa meta é clara: nós estamos mirando o título, então espero que possamos continuar da melhor maneira possível a nossa pré-temporada e imediatamente conquistar um bom resultado no Qatar, para começar o campeonato com o pé direito”, finalizou.

 Por fim, Fausto celebrou a chegada de Lowes e avaliou que a equipa tem tudo que é necessário para ser protagonista na temporada 2016.

 “O projecto que construímos para 2016 no Mundial de Moto2 é realmente empolgante: nos sentimos confiantes, porque acho que temos tudo que é necessário para ter uma ótima temporada. Uma moto competitiva, que tem uma impactante nova pintura da Federal Oil, um piloto muito rápido no qual temos grande esperança, e valiosos parceiros que fortemente acreditam em nós e que nós apoiam há um longo tempo”, listou. “Sam Lowes está igualmente determinado e nós estamos satisfeitos de que ele tenha decidido correr com a nossa equipa, com o qual ele imediatamente se adaptou. Não vai ser fácil, claro, mas, sem dúvida, seremos protagonistas e vamos nos divertir”, concluiu.


Em Andorra
Avintia apresenta motas na estação


 Às vésperas do início da temporada 2016, a Avintia foi às alturas para exibir as motos que serão utilizadas por Héctor Barberá e Loris Baz. Esquadra espanhola fez a sua apresentação na estação de esqui de Grandvalira, em Andorra.

 A Avintia fugiu do padrão para apresentar as suas armas para a temporada 2016 da MotoGP. A equipa espanhola subiu a uma altura de 2.250 metros para exibir as motos de Loris Baz e Héctor Barberá na estação de esqui de Grandvalira, em Andorra.

Além dos dois pilotos, o evento contou com a presença de Antonio Martin, presidente do Grupo Avintia, Raul Romero, proprietário da equipa, e Paolo Ciabatti, director-desportivo da Ducati.

Para deixar a apresentação ainda mais especial, Baz chegou ao local do evento guiando a Desmosedici GP pela neve de Grandvalira, enquanto Barberá apareceu a bordo de uma moto de neve.

Além do evento na montanha, Barberá e Baz também fizeram uma exibição rodando pelas ruas de Andorra. A programação da Avintia contou também com uma sessão de autógrafos.

 “É um prazer poder realizar essa apresentação da equipa neste cenário maravilhoso”, disse Barberá. “A pré-temporada começou muito bem e a equipa toda está muito motivada. Estamos fazendo um bom trabalho e acredito que este ano será possível estar mais para frente. Não vejo a hora de começar o Mundial no Catar”, comentou.

Baz, por sua vez, também se mostrou satisfeito com a performance na pré-temporada e afirmou que foi divertido guiar o protótipo da Ducati na neve.

 “A apresentação foi incrível, embora a aderência na neve não fosse muito boa, me diverti pilotando a minha Ducati nestas condições”, contou. “Estou muito contente com a minha nova equipa e este ano creio que podemos ir muito bem. Os últimos testes em Phillip Island foram uma maravilha e as diferenças já não são tão grandes”, encerrou.



Superbike
Kawasaki
mantém dupla


A temporada 2016 do Mundial de Superbike promete fortes emoções. Com a Kawasaki mantendo a dupla titular e o favoritismo, Honda, Ducati e a novata-veterana Yamaha correm atrás e lutam pelo topo.

Falta muito pouco para o início da temporada 2016 do Mundial de Superbike. Neste final de semana, em Phillip Island, na Austrália, os pilotos vão alinhar na grelha da categoria que, em 2015, foi completamente dominada por um surpreendente Jonathan Rea.

Por tudo que apresentou no último campeonato, em 2013 e mesmo em 2014, a Kawasaki desponta como grande favorita, tendo na sua equipa, além de Rea, o campeão de 2013 Tom Sykes. O desafio para ambos, entretanto, é tentar ser o primeiro piloto do actual grelha do Mundial de Superbike a ser bicampeão. O último que atingiu o feito foi Max Biaggi.

A grande desafiante da Kawasaki, de início, é a Ducati. Impulsionada pelo vice-campeonato de Chaz Davies e pelo retorno de David Giugliano – que sofreu muito com lesões em 2015 –, os italianos podem sonhar alto em 2016.

Por todo seu tamanho e sua história, a Honda é uma que jamais pode ser descartada. Para tentar voltar ao topo, o time vem com o jovem Michael van der Mark e o campeão da MotoGP em 2006 Nicky Hayden, que chega ao campeonato sem querer pensar em aposentação.

Novata na categoria, mas cheia de história no motociclismo, a Yamaha quer logo chegar vencendo. Para isso, os japoneses recrutaram Alex Lowes e o competentíssimo Sylvain Guintoli, campeão em 2014

Em 2015, na rodada dupla inaugural, vitória de Rea na primeira prova e de Leon Haslam na corrida complementar na pista australiana.


Decisão
Ezpeleta deixa porta aberta
para regresso de Casey  Stoner


Director-executivo da Dorna, Carmelo Ezpeleta avaliou que, se voltar à MotoGP, Casey Stoner estaria retificando as criticas feitas na época da aposentação. Australiano deixou o Mundial atacando o regulamento que buscava trazer igualdade à classe rainha.

Longe da MotoGP desde o fim da temporada 2012, Casey Stoner voltou a ser um assunto frequente no Mundial desde que regressou à Ducati como piloto de testes e embaixador da marca. Depois dos testes com os pilotos titulares na bateria de testes colectivos da Malásia, surgiram inúmeros rumores de um regresso à categoria, ainda que apenas como wild-card, mas o bicampeão segue firme na ideia de manter o capacete pendurado.

Ainda assim, o Mundial permanece com as portas abertas, mas Carmelo Ezpeleta, director-executivo da Dorna, promotora do campeonato, acredita que voltar seria como reconhecer um erro para Casey.

Quando deixou a MotoGP, Stoner fez duras criticas ao Mundial, colocando a mudança no regulamento como uma das causas da sua aposentação precoce. Na visão de Ezpeleta, Stoner seria bem-vindo de volta, mas um regresso a classe rainha seria uma forma de o australiano reconhecer que errou nas suas declarações.

“Se ele quiser voltar, que volte”, disse Carmelo em entrevista ao diário espanhol 'AS'. “Stoner acreditava que tinha o poder de decidir o que quisesse e se equivocou em coisas que disse. Eu não sei como se freia a 250 km/h para entrar rápido em uma curva e ele não sabe organizar corridas”, disparou.

“É um bom piloto e, se voltasse, não poderia falar em engano, porque saberia para onde está voltando”, avaliou. “Se voltar a correr, será uma espécie de retificação da parte dele”, apontou.

Na temporada 2016, a MotoGP vai padronizar a eletrônica das motos, uma medida que, pelo que se viu nas duas primeiras baterias de testes da pré-temporada, serviu para aproximar o pelotão.

“Há alguns anos, eu sugeri a centralina única e olha como o assunto acabou, com a mesma eletrónica para todos a partir deste ano e com 18 caras no mesmo segundo no último teste da pré-temporada”, lembrou Ezpeleta.

“Se a moto é mais parecida, mais pilotos podem estar com os ponteiros”, ponderou.

 “E, se alguma fábrica evolucionar a eletrónica a partir de agora, terá de compartilhar essas melhoras com o resto das marcas, então não se investirá tanto nesta área”, concluiu.


 Após luta
Organização consulta pilotos para calibrar pneus


 Director-executivo da Dorna, Carmelo Ezpeleta revelou que os pilotos da MotoGP receberam uma cartilhas com lances do Mundial para ajudarem a padronizar as punições. Consulta foi feita de forma a garantir o anonimato.

 A polémica entre Marc Márquez e Valentino Rossi resultou  numa mudança profunda no Mundial de Motovelocidade. Acusada de actuar como uma ‘máfia espanhola’, a Dorna, promotora do campeonato, decidiu se retirar do grupo responsável por punir os pilotos e a Comissão de GP — formada por Dorna, promotora do certame, FIM (Federação Internacional de Motociclismo), IRTA (Associação Internacional das Equipas de Corrida) e MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas) — decidiu criar um painel de comissários para julgar as infrações disciplinares.

 Na recta final do Mundial do ano passado, Rossi acusou Márquez de actuar em favor de Jorge Lorenzo. No entender do italiano, o espanhol da Honda não queria ver o décimo título do piloto de Tavullia.

 As acusações de Rossi culminaram num lance para lá de polémico na Malásia, onde um toque com Márquez terminou com o número 93 no chão.

Valentino foi punido com três pontos de punição e, como já tinha um ponto por uma infração anterior, teve de largar em último na final de Valência, quando Lorenzo conquistou o título por uma margem de cinco pontos.

 Antes do início da temporada, Carmelo Ezpeleta, director-executivo da Dorna, visitou o diário espanhol ‘AS’ e falou sobre os reflexos da polémica.

O dirigente de 69 anos avaliou que não faz diferença que Rossi e Márquez sejam amigos, e fez uma comparação com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, astros do Barcelona e do Real Madrid, respectivamente.

 Indagado se está ao lado de Márquez ou Rossi na confusão da temporada 2015, Ezpeleta foi taxativo: “De ninguém”.

“Para mim tanto faz se haja paz. Não se pode obrigar Messi a ser amigo de Cristiano Ronaldo, e com Rossi e Márquez acontece a mesma coisa. Não faz falta que eles sejam amigos”, ponderou.

 Assim como já fez anteriormente, Ezpeleta defendeu que a MotoGP não precisa de polémicas como a de 2015 para atrair atenção da mídia e frisou que não quer ver o Mundial presente nos noticiários ao custo de incidentes como os do ano passado.

  “Eu não gostaria de outro final de campeonato como o do ano passado, por mais que tenha sido midiático. Não precisamos disso para ter espetáculo na pista e a atenção dos fãs do esporte”, declarou. “Se pudermos esquecer atuações como a dos dois últimos GPs, melhor. Gostaria de um Mundial tão midiático como foi até a Malásia. O que aconteceu ali não é positivo”, avaliou.

Carmelo, no entanto, disse não acreditar em um pacto espanhol contra Rossi. “As coisas aconteceram como aconteceram e não houve confabulação entre Lorenzo e Márquez”.

Além disso, Ezpeleta explicou um pouco mais sobre como serão aplicadas as novas punições no Mundial de MotoGP. Na esteira da polémica de 2015, a Dorna decidiu se retirar do grupo responsável pelas sanções, que agora será formado por Mike Webb, o director de provas do campeonato, e por outros dois comissários integrantes de um grupo de oito.

  “Teve quem dissesse que nós tínhamos punido Rossi em Sepang porque somos espanhóis, então, a partir de agora, nós não vamos sancionar”, declarou. “Vamos separar a direção de prova do organismo sancionador, que será formado por três comissários”, anunciou.

  “Um deles será Mike Webb, que continua na direção de prova como representante das equipas, onde também permanecem Franco Uncini, representante dos pilotos, e Javier Alonso, por parte da Dorna”, explicou. “Os outros dois comissários saíram de um grupo de oito que vamos eleger e revezar”, seguiu.

 Outro reflexo da polémica entre Márquez e Rossi, é que a Dorna quer criar uma espécie de precedente, para que as punições sejam sempre padronizadas. Ano passado, Dani Pedrosa criticou o regulamento do Mundial e avaliou que é difícil saber o peso de cada infração.

  “Demos aos pilotos da MotoGP um catálogo de ações e eles tem de devolvê-lo, sem assinar, para que seja anónimo, dizendo qual penalização aplicariam em cada caso”, revelou. “Evidentemente, não serão eles a decidir as penas para cada caso, mas vejo isso como uma consulta muito interessante”, afirmou.

“Vamos utilizar isso, a opinião da FIM e dos comissários. Vamos criar uma espécie de jurisprudência, para que casos iguais sejam julgados igualmente”, julgou. “Os árbitros sempre podem errar, mas é preciso ter claro que a justiça é igual e neutra”, defendeu.

 Outra mudança diz respeito ao prazo de aplicação das penas, que não serão arrastadas para a corrida seguinte.

  “As sanções de cada corrida se cumprirão em cada corrida, de forma que não se arrastem para a seguinte”, declarou. “Os pontos de penalização seguirão existindo, mas não como até agora, e só os que tiveram um número determinado de pontos, acho que dez ou 12, receberão uma corrida de sanção. Dito de outro modo, quem for castigado com uma corrida de suspensão será aquele que cometer, no mínimo, quatro barbaridades”, indicou.