Jornal dos Desportos

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Grupo de Estratégia analisa ultrapassagem

11 de Agosto, 2015

A consequência disso é que quando um carro se aproxima de outro à sua frente, ele não perde apenas “downforce” na dianteira, mas de todo o carro.

Fotografia: AFP

A Fórmula 1 trabalha para tornar o  campeonato mais interessante para os adeptos, pilotos e equipas. Para isso, o Grupo de Estratégia convocou uma reunião com os directores-técnicos das equipas que integram o Mundial, para discutirem alterações no regulamento, a partir de 2017.

A ideia, além de optimizar a potência dos carros, é aumentar agora o número de ultrapassagens para levar mais emoção às corridas. A informação é do site da revista britânica “Autosport”.

Muitas mudanças estão previstas para 2017. A intenção é deixar os bólidos mais agressivos e por isso, as asas dianteiras e traseiras devem ser mais largas, assim como os pneus traseiros, que devem mais resistentes.As alterações, ainda vão ter que ser aprovadas, pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Caso as demandas do Grupo de Estratégia sejam atendidas, a entidade pode actualizar o regulamento da Fórmula 1, em Março do ano que vem, para  valer para  o ano 2017.

Com o objectivo de discutir maneiras de tornar a categoria mais emocionante, as equipas vão reunir-se no próximo dia 18 de Agosto, antes do GP da Bélgica, com o aumento de ultrapassagens a ser o principal ponto do dia.

O director-técnico da Force India, Andrew Green, falou sobre o tema: “Recentemente nós tivemos uma reunião com o Grupo de Estratégia, já que eles querem aumentar as ultrapassagens. Isso, é algo que ainda não discutimos. Supostamente, a reunião era para ter acontecido antes das férias de Verão, mas foi adiada e agora vai ser na terça-feira, antes de Spa (Francorchamps, circuito da Bélgica)”, disse ao “Autosport”.

Green explicou, que um dos entraves para um maior número de ultrapassagens, é a turbulência gerada num carro quando este se aproxima do bólido à sua frente.

“No momento, estamos muito dependentes da dianteira do carro, que gera “downforce” para o carro inteiro. A consequência disso é que quando um carro se aproxima de outro à sua frente, ele não perde apenas “downforce” na dianteira, mas de todo o carro.