Jornal dos Desportos

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Grupo estratégico quer intervir para ajudar McLaren com motores

26 de Abril, 2017

A McLaren tem sido supreendida pelas demais concorrentes desde o arranque da competição no circuito de Melbourne na Austrália

Fotografia: AFP

O abismo entre os motores Honda em relação aos da Ferrari e da Mercedes é tamanho que o Grupo estratégico da Fórmula 1 planeia medidas para equiparar as unidades de potência dos fabricantes.

A enfrentar novamente uma temporada difícil, a McLaren, cliente da Honda, não consegue fazer frente aos rivais, e agora vive a expectativa de que a categoria possa oferecer alguma ajuda.

Com vista a uma maior competitividade entre as equipas que davam mais emoção às provas, e consequentemente pudesse atrair mais audiência, a Fórmula 1 juntamente com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) querem elaborar um plano para que a McLaren, enfim, ressurja.
A FIA já tinha assegurado, que ia analisar o rendimento dos motores da F1, após as três primeiras corridas da actual temporada. Caso alguma das unidades de potência tivesse uma diferença maior que 0.3s para outra, o Grupo Estratégico devia tomar alguma medida.

“É algo que temos de abordar. Estamos nessa posição e não estou certo de que todos querem que tenhamos mais potência, mas acho que seria mais justo para a Fórmula 1 ter forças mais niveladas. Não estou a dizer que seria uma ajuda para bater a melhor unidade de potência, mas para estar dentro da janela de 0.3s”, disse o director desportivo da McLaren Eric Boullier.

“Seria mais atrativo para outras fabricantes entrarem na F1, e para os fãs, já que teríamos mais acção nas pistas. Mas nós estamos num mundo competitivo e sei que muita gente não quer que nós tenhamos um bom desempenho neste aspecto”, completou Boullier.

MAX VERSTAPPEN
ESTÁ ANSIOSO
COM GP DA RÚSSIA


O próximo Grande Prémio da temporada de 2017 da Fórmula 1, acontece no dia 30 do mês em curso, em Sóchi, na Rússia. Quem está animado para a corrida é o holandês Max Verstappen, da Red Bull, que espera conquistar um bom resultado na prova.

“É uma pista interessante. Tem um monte de longas rectas, e apesar disso, a Red Bull e a Toro Rosso  saíram-se muito bem na pista, nos últimos anos. Estou definitivamente ansioso para voltar lá, e fazer uma boa corrida”, declarou o holandês.

Verstappen terminou em quinto na Austrália, em terceiro na China, e abandonou o GP do Bahrein, destacou as principais características do circuito do Autódromo de Sóchi, e revelou que não é uma pista fácil de pilotar.

“É uma pista especial, e ainda é muito nova. É também no meio do Parque Olímpico, o que dá uma atmosfera mais especial. As curvas são na maior parte de 90 graus, e a pista é bastante plana, com algumas zonas difíceis de travagem. É sempre desafiador vir em alta velocidade, e em um canto de baixa velocidade conseguir o melhor na hora de travar”, finalizou