Jornal dos Desportos

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Gustavo da Conceio recebido pela Ministra do MINJUD

Joo Francisco - 21 de Março, 2019

Gustavo foi tratar dos Jogos Africanos no Gabinete de Ana Paula Sacramento Neto

Fotografia: M.Machangomgo | Edies Novembro

A ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula Sacramento Neto, recebeu ontem, em audiência, no seu gabinete, o presidente do Comité Olímpico Angolano, Gustavo da Conceição. As duas entidades trataram da "Missão angolana" aos Jogos Africanos de Rabat - Marrocos, previsto para Agosto do corrente ano e de processos antidoping em Angola.

O acto põe fim aos rumores de "má relação" entre as duas instituições que pairava entre os agentes desportivos. A ausência de uma ou outra repartição social em diferentes eventos nos últimos tempos alimentou a especulação sobre a existência do "curto-circuito". Presidentes de algumas federações nacionais chegaram a questionar nas Assembleias gerais o presidente do COA, Gustavo da Conceição, e o Ministério da Juventude e Desportos sobre o que se passava de concreto. As duas instituições fecharam-se em copas.

Sobre a participação de Angola nos Jogos Africanos de Rabat - Marrocos, alguns experts contactados afirmaram que o tempo de preparação "é muito curto" para as selecções nacionais. A entidade reitora, Ministério da Juventude e Desportos, devia planear a participação no ano passado com a criação de equipas responsáveis pelos diferentes sectores.

"Estamos a cinco meses do evento sem a reacção oficial das nossas autoridades. Depois da participação, essas mesmas vão ter a coragem de questionar os resultados menos conseguidos pelas federações nacionais?", questionou um agente desportivo.

O agente sustentou que "cinco meses é um tempo muito curto para planificar a obtenção de bons resultados numa competição internacional ou nacional". Para o expert, "a gestão desportiva não aconselha a preparação às pressas para um evento continental".

Os incumprimentos do "país desportivo" aos controlo anti-doping inquieta os agentes nacionais. Os alertas das instituições internacionais, como WADA, a escala mundial, e outra de África, de que "o país não cumpre com a quota anual", uma das exigências dessas instituições para constatar a garantia da regularização e legalização, inquieta os agentes angolanos.