Jornal dos Desportos

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Guterres espera que os Jogos ajudem nas relações entre as Coreias

12 de Fevereiro, 2018

Fotografia: Florian CHOBLET | POOL | AFP

O secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, manifestou esperança de que os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul, tragam um pequeno impulso nas relações entre as duas Coreias.
\"No contexto actual, é óbvio que há uma enorme atenção dirigida à mensagem de paz na Península Coreana\", disse Guterres e acrescentou que pretende tornar claro que a \"mensagem olímpica de paz não é local\" e sim \"universal\".
A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul, ficou marcada pela aproximação histórica entre altos representantes das duas Coreias,  também pela atitude mais fria do vice -presidente dos Estados Unidos.
Os Jogos foram declarados oficialmente abertos, numa cerimónia em que o Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, apertou a mão à irmã mais nova do líder da Coreia do Norte, Kim Yo-jong. Na pista, os atletas das duas Coreias marcharam sob uma bandeira comum.
O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, também esteve presente - lidera a comitiva norte-americana aos Jogos - mas destoou do espírito de aproximação. Pence ficou sentado a poucos metros da irmã do ditador Kim Jong Un, não interagiu com a representante norte-coreana, informou a Casa Branca.
Pence estava sentado entre o Presidente sul-coreano Moon Jae in e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. A irmã de Kim Jong Un estava logo na fila atrás do camarote de honra.
Kim Yo Jong é a primeira pessoa da família que domina a Coreia do Norte desde há décadas, a visitar o Sul desde a guerra da Coreia, de 1950 a 1953.
Em outro momento da cerimónia, Pence levantou-se para aplaudir a equipa do seu país, isto apesar de outras pessoas no camarote de honra se levantarem para aplaudir a entrada conjunta dos atletas das duas Coreias.
Foi a primeira vez em 12 anos, que as duas Coreias marcharam juntas, num desfile olímpico. Os dois países estão em rota de colisão, devido ao programa de mísseis balísticos intercontinentais norte-coreano, bem como o seu programa de armamento nuclear.
A tensão diplomática também se estendeu aos Estados Unidos - que tem proposto e aplicado novas e mais duras sanções económicas contra Pyongyang - e em menor medida ao Japão, potencial alvo das armas norte -coreana.