Jornal dos Desportos

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Haas assegura continuidade

21 de Novembro, 2016

A Haas estreou na F1 na temporada 2016 já contando com o apoio da Ferrari

Fotografia: AFP

O chefe da Haas, Guenther Steiner garantiu que a equipa norte-americana seguirá com a sua parceria técnica com a Ferrari nos próximos anos. Dirigente celebrou relação com a fábrica de Maranello nessa temporada de estreia na F1.Chefe da Haas, Guenther Steiner confirmou que a equipa norte-americana vai manter a parceria técnica com a Ferrari. A fábrica de Maranello fornece motores, suspensões e câmbios para a equipa hoje defendido por Romain Grosjean e Esteban Gutiérrez.

 A Haas estreou na F1 na temporada 2016, já contando com o apoio da Ferrari. Ao longo do ano, Grosjean somou 29 pontos, dando a equipa o oitavo posto no Mundial de Construtores.Questionado se a Haas vai continuar contando com a fábrica italiana em 2017, Steiner respondeu: “Nós temos um contrato de longa duração com a Ferrari que nos permite seguir com o modelo de negócios que estamos a seguir”.

 "Vamos seguir desta forma nos próximos anos e aí vamos ver, vamos repensar”, garantiu. “Mas, no momento, nós estamos muito felizes com a Ferrari, com o que eles fizeram por nós durante o ano para chegarmos ao ponto em que estamos agora”, seguiu."Esperamos terminar em oitavo se a equipa de Fred (Vasseur, chefe da Renault) não aparecer com algo muito especial. E esperamos avançar no próximo ano”, comentou. “Mas, no momento, claro que você sempre desenvolve a sua equipa, segue melhorando e com mais pessoas envolvias, e isso vai acontecer. Mas, no geral, fica como estamos agora”, concluiu.

MAX VERSTAPPEN
ESTÁ TRANQUILO

O Grande Prémio do Brasil de Fórmula 1, que aconteceu no último final de semana, foi repleto de voltas emocionantes e teve a chuva como uma das protagonistas. Um dos principais destaques da prova, o holandês Max Verstappen impressionou o mundo ao realizar uma bela corrida e terminar em terceiro lugar.

No entanto, o piloto chegou a ser criticado pelas suas manobras e seu jeito “explosivo” dentro da pista. Aos 19 anos, Verstappen, que ostenta o recorde de piloto mais jovem a vencer uma corrida na Fórmula-1, acredita que precisa se manter tranquilo dentro e fora das pistas.

“Estou bem com tudo que está acontecendo, mas o mais importante é tentar ficar tranquilo. Sempre tem que seguir melhorando, porque nunca se é bom o suficiente”, avaliou o piloto.Depois de receber elogios de lendas da F1 como Niki Lauda, o piloto da RBR, actual quinto colocado no mundial, luta por uma posição melhor no ranking. Para isso, o jovem de 19 anos apostará as suas fichas no último GP do ano, em Dubai, no dia 27 do mês em curso.

GRANDES PRÉMIOS
Ecclestone sugere
duas corridas


O britânico Bernie Ecclestone, agora direCtor-executivo da Fórmula 1, defendeu ontem repartir em duas corridas os grandes prémios, para tornar “mais atractiva” a prova ‘rainha’ do desporto automóvel.Numa entrevista ao jornal inglês Sunday Times, publicada ontem, Ecclestone disse acreditar que duas corridas de 40 minutos em cada grande prémio, com um intervalo que permita aos pilotos concederem entrevistas, iria cativar audiências, patrocinadores e publicidade.

No entanto, o britânico, de 86 anos, mostrou muitas dúvidas sobre a receptividade do actual ‘patrão’ da Fórmula 1, o magnata norte-americano John Malone, que comprou recentemente os direitos do Campeonato do Mundo.“As pessoas têm períodos de atenção mais curtos e muitas modalidades estão a procurar fórmulas que reduzam o tempo dos jogos ou competições”, justificou Ecclestone.

Para sustentar a sua ideia, o responsável deu o exemplo do recente Grande Prémio do Brasil, cujas audiências ‘dispararam’ em virtude de a corrida ter sido interrompida devido aos acidentes e à forte chuva que caiu na pista do circuito de Interlagos, em São Paulo.“As audiências subiram no Brasil. Com a chuva e os acidentes, tivemos uma corrida longa, que acabou por ter, na prática, duas partidas, devido às bandeiras vermelhas”, lembrou.

Neste sentido, Ecclestone desafiou os responsáveis a reverem o actual conceito de “corrida longa” e a pensarem numa prova com duas corridas de 40 minutos, com um intervalo do mesmo tempo, para permitir “entrevistas aos pilotos e afinações dos monolugares”.“Seria muito mais atractivo para os espectadores e para os investidores em publicidade. Todos iriam gostar. Iria ‘agitar’ as coisas, com os carros mais leves e mais rápidos”, prognosticou.