Jornal dos Desportos

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Hamilton estabelece novo recorde

08 de Julho, 2017

Britânico está confiante numa boa prestação no Grande Prémio da Áustria

Fotografia: AFP

Lewis Hamilton quebrou ontem o recorde do Red Bull Ring ao anotar 1min05s975 a usar pneus macios, os mais lentos do fim de semana, que prova  superioridade.  Com grande stint no fim, Max Verstappen terminou em segundo, à frente de Valtteri Bottas e Sebastian Vettel. As McLaren andaram bem com Stoffel Vandoorne em sétimo, e Fernando Alonso, em nono.

A Mercedes abriu da melhor forma o fim de semana do GP da Áustria, nona etapa da temporada 2017 do Mundial de F1: com seus dois pilotos nas duas primeiras posições do primeiro treino livre. Lewis Hamilton sobrou na manhã de ontem (7) e quebrou o recorde do Red Bull Ring ao cravar 1min05s975. Como prova da superioridade do tricampeão, seu tempo foi registado com pneus macios, os mais lentos desta etapa.

Com uma grande volta no fim, Max Verstappen superou Valtteri Bottas e Sebastian Vettel para terminar em segundo lugar. Também com os supermacios, o holandês marcou 1min06s165. Daniel Ricciardo, foi o quinto, à frente de Kimi Räikkönen. Destaque para a McLaren, que colocou Stoffel Vandoorne em sétimo, e Fernando Alonso em nono. Felipe Massa foi o 11º colocado.

Depois das habituais voltas de instalação, Max Verstappen, correu pela dona da casa, foi o primeiro a marcar tempo nesta sexta-feira: 1min09s481 com pneus macios. Por um bom tempo, apenas o holandês tinha volta cronometrada em Spielberg, até que os outros pilotos, pouco a pouco, deixaram as boxes.

Dois titulares ficaram fora do primeiro treino: Nico Hülkenberg deu lugar a Sergey Sirotkin na Renault, enquanto Sérgio Pérez viu o compatriota Alfonso Celis guiar seu carro. Sob os olhares de \'Checo\' no pit-lane, Esteban Ocon abria seu primeiro stint de voltas rápidas, com os pneus ultramacios. Ao mesmo tempo, Kimi Räikkönen perdia o controlo do seu carro na área de escape da curva 1.

Verstappen tinha 1min08s429 como melhor volta naquele momento, só perdeu a ponta para Valtteri Bottas, que cravou 1min07s591, com o finlandês a usar os ultramacios. Em seguida, Hamilton bateu o tempo do seu companheiro de equipa ao estabelecer 1min07s469. Restavam pouco mais de uma hora para o fim da sessão. Sebastian Vettel aparecia em terceiro, 0s660 atrás, depois de ter rodado na saída da curva 1.

Os tempos continuavam a cair em Spielberg. Bottas retomou a ponta com 1min06s845, enquanto Verstappen subiu para o segundo lugar. Hamilton veio na sequência para buscar de novo a ponta, mas seu tempo de volta foi 0s112 mais lento que o do seu colega de Mercedes.

Pouco depois, Vettel surpreendeu ao assumir a liderança do treino a usar pneus supermacios. O tetracampeão marcou 1min06s826, mas durou alguns segundos na liderança. Em seguida, Hamilton cravou 1min06s526, muito perto do recorde: 1min06s228, estabelecido no ano passado. Bottas aparecia em terceiro, seguido por Verstappen e Daniil Kvyat. Stoffel Vandoorne surpreendia e era o sétimo, 0s011 mais rápido que Felipe Massa.

Até que Räikkönen finalmente aparecia num treino até então discreto e subia para o quarto posto.O treino encaminhava-se para a meia hora final quando Bottas retomava a liderança ao cravar 1min06s345 com pneus supermacios, 0s181 mais rápido que Hamilton. Dobradinha momentânea da Mercedes, com Vettel em terceiro e Ricciardo em quarto lugar. Kvyat rodava com sua Toro Rosso, enquanto Romain Grosjean, em má fase, tinha o pneu dianteiro esquerdo furado. Bottas também via o mundo ao contrário ao rodar na entrada da curva 1.

Hamilton surpreendia ao fazer seu melhor tempo com pneus macios, os mais lentos do fim de semana: 1min06s329, superou Bottas e seus supermacios em 0s016. Lewis retomava a ponta da sessão na Áustria quando restavam 21 minutos para o fim. Não satisfeito, porém, o britânico cravou o novo recorde da pista: 1min05s975. Excelente volta do tricampeão. E, com os ultramacios, a McLaren tinha uma performance bem decente, com Stoffel Vandoorne em quinto e Alonso em nono.

DESEJO
Holandês Verstappen quer que haja chuva


O segundo mais rápido do primeiro treino livre do fim de semana, Max Verstappen é realista, e sabe que o triunfo de Daniel Ricciardo no Azerbaijão foi fruto de uma corrida insana, e que em condições normais, a Red Bull não tem chance de vencer. Por isso, o jovem holandês torce para que chova, para subir no topo do pódio pela primeira vez no ano.

A inesperada vitória de Daniel Ricciardo, no último GP do Azerbaijão, foi fruto muito mais de uma corrida insana do que propriamente do desempenho do carro taurino frente aos demais. Diferente da opinião de Helmut Marko, Max Verstappen entende que a Red Bull ainda não tem condições de vencer pelo próprio mérito, de modo que torce muito por chuva neste fim de semana, sobretudo na corrida, para triunfar no GP da Áustria, nona etapa da temporada 2017.

 Verstappen começou muito bem o fim de semana, e na sequência de um bom stint com os pneus supermacios, foi o segundo mais rápido do primeiro treino livre na Áustria, ficou atrás de Lewis Hamilton. Mas Valtteri Bottas e Sebastian Vettel, que terminaram logo atrás do holandês, dedicaram os minutos finais à simulações de corrida, de forma que o resultado obtido por Verstappen não reflecte a realidade.

 Na prática, Max ainda vê a Red Bull atrás de Mercedes e Ferrari. Por isso, torce pela chuva para embaralhar a ordem de forças na casa da Red Bull. \"Uma corrida difícil para nós. A Mercedes foi dominante no ano passado. Agora, estão Mercedes e Ferrari juntas, de modo que vai ser mais complicado terminar no pódio”, explicou o holandês de 19 anos, no site oficial da F1.

 De acordo com institutos meteorológicos locais, há 50 por cento de chance de chuva para o domingo. Verstappen aposta na previsão do tempo e no céu para surpreender nesse fim de semana.  \"Talvez a meteorologia nos ajude. A chuva era super bem-vinda. Sinto muito pelos fãs nas bancadas, mas uma corrida com chuva podia dar-nos a vitória. Nosso carro não é capaz de vencer uma corrida, não em condições normais.”, disse.

 Verstappen já tem a receita para um fim de semana positivo na Áustria. Além do talento, também uma boa dose de sorte, tudo o que falta para Max nas últimas etapas da temporada. “É preciso ser astuto, esperto,  manter-se longe dos problemas e ter fé de que o motor não nos deixe na mão”, concluiu.

REVELAÇÂO
Ocon promete
ser cuidadoso


Esteban Ocon reagiu à queixa de Sérgio Pérez, e afirmou que a Force India entendeu que o incidente entre a dupla no GP do Azerbaijão foi responsabilidade dos dois. Piloto de 20 anos prometeu ser mais cuidadoso no futuro. Esteban Ocon não tardou a reagir às queixas de Sergio Pérez. Depois do mexicano classificar o incidente entre os dois no GP do Azerbaijão, como “inaceitável”, o piloto de 20 anos afirmou que a revisão da Force India não isentou ninguém.

 Pérez e Ocon já se estranharam nas voltas finais do GP do Canadá, embateram-se durante uma das relargadas da prova em Baku, com o francês a encostar o carro de ‘Checo’, que levou a pior. Na quinta-feira (6), às vésperas do GP da Áustria, Ocon explicou que o incidente foi revisto pela Force India, que entendeu que os dois pilotos tiveram responsabilidade pelo que aconteceu.

\"Depois da corrida, tomei um avião para Silverstone para rever com a equipa”, contou Ocon. “Eles fizeram algumas anotações com o que pensaram e chegamos à conclusão de que foi 50/50”, seguiu. “Não foi só minha culpa. Não foi só culpa do Sérgio. Mas culpa de nós dois”, reconheceu. “Tem coisas que ele fez que não foram certas. Tem coisas que eu fiz que não foram certas. Então, no geral, foi um incidente de corrida e 50/50”, reforçou.

De acordo com o Ocon, apesar de a Force India libertado os pilotos para discutirem um com o outro, os dois vão tentar ser mais cuidadosos. “Acho que no futuro, nós dois seremos mais cuidados para não nos tocarmos, porque podemos perder oportunidades como esta, de marcar muitos pontos”, admitiu. “A Williams está em boa forma ,  e eles trazem as actualizações para o carro. Eles também  ficam mais rápidos. Não podemos nos dar ao luxo de perder pontos desse jeito”, concluiu.

TALENTO
Jacques Villeneuve
critica Lance Stroll


Campeão mundial em 1997, Jacques Villeneuve permanece no noticiário da F1 por conta da “boca” que manda. O alvo é já há algum tempo, o compatriota Lance Stroll. O ex-piloto reconheceu o bom momento do novato, mas manteve as críticas: “Isso, não apaga os resultados ruins, antes de Montreal”.

Lance Stroll pontuou no Canadá, mas isso não é suficiente para acabar com as críticas. O piloto da Williams, muito criticado pela falta de rendimento nas primeiras corridas da temporada, é visto pelo campeão Jacques Villeneuve como um dos piores estreantes da história da F1.

 “Os resultados falam por si. É uma das piores estreias da história da F1”, disse Villeneuve, após o GP do Canadá. Stroll carrega a imagem de ‘pay -driver’ da Williams. O pai, bilionário, ajudou na rápida transição da F3 Europeia para a F1 – movimento também questionado por aqueles que entendem que Lance estreou na F1 muito jovem.