Jornal dos Desportos

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Hamilton apontado na Mclaren

10 de Fevereiro, 2018

O interesse no piloto ingls foi divulgado pelo prprio director-executivo da McLaren, Zak Brown

Fotografia: Manan VATSYAYANA | AFP

Lewis Hamilton começa a ter o seu nome especulado em outras equipas para a temporada 2019 da Fórmula 1. Sem renovação com a Mercedes firmada, o piloto inglês desperta o interesse de algumas escuderias e, entre elas, a McLaren, que analisa a possibilidade de repatriar o actual campeão mundial.
O interesse no piloto inglês foi divulgado pelo próprio director-executivo da McLaren, Zak Brown, que colocou a equipa como uma das diversas interessadas em contar com o tetracampeão de F1. Hamilton estreou pela categoria na McLaren, em 2007, e no ano seguinte conquistou o seu primeiro título.
“Não existe alguma equipa que não queira contar com Lewis Hamilton pilotando para si”, disse Brown durante entrevista para jornais ingleses. “Ele tem história aqui e é um piloto inacreditável, seria óptimo para todas poder contar com ele”, completou.
O desempenho da McLaren em 2018 é uma das grandes expectativas da categoria e pode ser um atrativo para uma possível disputa por Hamilton. O director afirmou que um ano convincente com os novos motores da Renault podem tornar a equipa novamente uma grande potência do automobilismo.
“Nós estamos felizes com nossos pilotos, mas nunca se sabe o que pode acontecer na Fórmula 1. Um piloto como o Hamilton sempre tem que se levar em consideração”, ressaltou. “Este ano devemos ser a equipa com a maior evolução. Se estivermos um segundo atrás da Red Bull, isso não vai parecer bom”, confirmou Brown.
Fernando Alonso foi parceiro de Hamilton na McLaren em 2007. Porém, deixou a escuderia ao fim da temporada e na época foi muito especulado um possível clima ruim. Zak Brown rechaçou essa ideia e enfatizou que os dois podem trabalhar juntos. “Fernando teria qualquer um como companheiro de equipa.
Por seu turno, o director executivo da F1, Chase Carey afirmou que a categoria ainda manterá o seu charme mesmo com o banimento da função de grid girls nas corridas. Na semana passada, a F1 causou controvérsia entre os fãs ao anunciar que não contaria mais com modelos no grid de largada das provas. Dias depois, foi anunciado que a função passaria a ficar com crianças e adolescentes aspirantes a pilotos que, assim, poderiam ficar mais próximos de seus ídolos.
Em entrevista ao jornal inglês The Telegraph, Carey explicou com mais detalhes a linha de raciocínio por trás da mudança. Acho que a reacção foi aquela que esperávamos. Tivemos pessoas que gostaram e outras que ficaram preocupadas. De forma não surpreendente, muitos fãs de longa data viam aquilo como parte do desporto com que eles estão acostumados, e eu respeito isso”, disse.
“Na verdade, se você deixasse para mim, pessoalmente, eu gosto de grid girls. Mas não é uma decisão para mim: é uma decisão para os fãs. E descobrimos que um número de pessoas levantaram a questão e disseram que... não sei se ‘ofensivo’ é muito forte, mas achavam que não era apropriado com o mundo que vivemos hoje.”
“Eu entendo que muitas grid girls eram orgulhosas de fazer isso e acho isso óptimo. E, de novo, se você deixasse para mim a decisão, eu gostava delas. Mas acho que, quando se tem muita gente que acha que aquilo era antiquado e que não pertence mais ao desporto,é preciso reconhecer isso.”
Carey acredita, porém, que a novidade não afectará dramaticamente a categoria. “Nós vamos manter o glamour. Vamos continuar com garotas bonitas nas corridas. Acho que é parte da vida e é parte que faz o nosso desporto especial. É um desporto de glamour e mística. Mas acho que você precisa continuar evoluindo. No mundo de hoje, há questões diferentes do que havia 10-12 anos atrás. Não acho que as pessoas precisam ser teimosas”, completou.

FORMULA 1

Director executivo da McLaren, Zak Brown minimizou os temores de que o cronograma duplo de Fernando Alonso para 2018 venha a provocar distracções no espanhol e atrapalhar o seu rendimento na F1.
Neste ano, o bicampeão vai conciliar a sua temporada pela McLaren a uma campanha no WEC com a Toyota, o que fez com que os seus compromissos subissem para 25 fins de semana – e ainda há a possibilidade de entrar também as 6 Horas de Fuji, caso haja mudança em datas e evite o conflito com o GP dos Estados acredito que ele faria uma boa parceria com qualquer um”, finalizou Brown. Alguns pilotos veteranos, como Mark Webber, alertou que o vaivém de categorias poderia atrapalhar o rendimento de Alonso na sua principal iniciativa, a F1. Contudo, Brown está confiante de que não será este o caso.