Jornal dos Desportos

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Hamilton assume luta interna na Mercedes

05 de Julho, 2016

Resultado da vantagem de Rosberg caiu de vinte e quatro para onze pontos

Fotografia: AFP

Depois da segunda colisão com o companheiro de equipa, Nico Rosberg, na última volta do GP da Áustria, Lewis Hamilton defendeu que a Mercedes libera os dois, para disputar na pista.

O britânico esteve bem em Spielberg, ultrapassou o alemão na última volta para vencer pela terceira vez, na temporada, enquanto o líder do campeonato arrastou-se na pista para obter a quarta posição.

Com o resultado, a vantagem de Rosberg na liderança da tabela classificativa caiu de 24 para 11 pontos.Hamilton entende o lado da equipa, cujo chefe, Toto Wolff, disse estar "cansado de dar entrevistas para  falar sobre embates entre pilotos".

O austríaco afirmou, que a equipa está a considerar adoptar ordens de equipa para evitar que mais pontos sejam perdidos."Claro que para o chefe da equipa, o que ele quer, é que os carros terminem em primeiro e segundo , e esta também é minha meta. Obviamente, quero estar na frente da dobradinha", declarou o segundo colocado no campeonato.

"Mas algumas circunstâncias levaram-nos aonde chegamos hoje, e temos muitas corridas pela frente - e vamos  disputar. Quero lutar pelo campeonato, então vou lutar e tomara que a  passar por essas experiências, tenhamos menos situações como esta, ao longo do ano."

O britânico disse tudo ter feito para evitar o embate na Áustria. "Não é algo em que queira  envolver-me, não vou para a corrida para envolver-me  numa colisão. Na corrida, deu para ver que eu fui o mais para fora que eu pude, dentro da linha branca. Estava tão para fora que uns três carros podiam ter entrado por dentro na curva."

Os comissários decidiram punir Rosberg, por não ter dado espaço a Hamilton , durante a manobra. O alemão não assumiu a culpa do acidente, disse que foi o britânico é que virou o carro em cima dele, teve 10s adicionados ao seu tempo final, o que não alterou o resultado da prova.

 FELIPE NASR
ESTÁ SOB PRESSÃO


O ponto conquistado por Pascal Wehrlein, no GP da Áustria, o primeiro da Manor desde que Jules Bianchi foi nono colocado no GP de Mónaco de 2014, coloca pressão na equipa Sauber, que agora carrega a lanterna vermelha do Mundial de Construtores.

A equipa de Felipe Nasr e Marcus Ericsson, é a única que não marcou pontos, nesta temporada. Caso o cenário permaneça igual, isso faz com que a Sauber fique de fora da divisão do dinheiro que  vem dos direitos comerciais e de transmissão da F-1, uma vez que só as dez equipas mais bem colocadas participam da divisão.

"Isso significa, que a equipa em si, precisa de reagir, que nós todos temos de reagir. E isso quer dizer desenvolver o carro. Na corrida da Áustria, se eu tivesse tido um pouco mais de sorte - caso o Safety Car  chegasse um pouco depois - era um GP para chegar aos pontos. Claramente que está na hora de actualizar o carro, programado para acontecer depois de Silverstone", disse Nasr, que terminou em 13º depois de andar  boa parte da prova dentro do top 10.

A falta de sorte, à qual o brasileiro se refere, é o facto de fazer a única parada da prova depois que os carros estavam mais próximos, devido ao Safety Car provocado por Sebastian Vettel. Caso parasse naquele momento, os pneus supermacios não iam aguentar até o fim.