Jornal dos Desportos

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Hamilton atinge feitos de outras lendas

Altino Vieira Dias - 01 de Dezembro, 2018

Hamilton est entre os pilotos mais titulados dos campeonatos de Frmula 1

Fotografia: DR

Em 2018, a Fórmula 1  viveu o seu  69º campeonato e teve 21 rondas com a seguinte  ordem: Alberto Park, Sakhir, Xangai, Baku, Catalunha, Monte Carlo, Montreal, Le Castellet, Spielberg, Siklvertone, Hockenheimring, Hungaroring, Budapeste, Monza, Marina Bay, Sóchi, Suzuka, Austin, Hermanos Rodrígues, Interlagos e Yas Marina. Lewis Hamilton foi o grande vencedor do campeonato.
Chamem-lhe sexista, fútil, machista, o brinquinhos, excêntrico, o homem das tatuagens, black (preto), chamem-lhe o que quiserem, mas Lewis Car Davidson Hamilton é sem sombra para dúvidas um dos melhores se não o melhor piloto dos últimos 10 anos da Fórmula 1. Para muitos amantes das corridas sobre quatro rodas, Hamilton está entre os 10 primeiros desportistas do universo nas diferentes categorias e, apesar de ainda estar no activo, ele já pode ser considerado um lenda especial, pois ele já está lado-a-lado com muitas lendas como Fangio, Jim Clark, Jack Stewart, Nico Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna  e Michael Schumacher. 
Hamilton, a par de Fangio com cinco títulos, Prost com quatro, e Schumacher com sete, está entre os pilotos mais titulados dos campeonatos de Fórmula 1, já que venceu os das edições de 2008, 2014 ,2015, 2017 e 2018. 
Em 2018, o piloto mostrou o quão preparado estava para vencer o campeonato e soube como lidar com a pressão. Desde a era dos motores híbridos, não era normal assistirmos três grandes prémios seguidos sem ter um piloto da Mercedes a vencer. Tal facto aconteceu justamente no início do campeonato com Vettel a vencer as duas primeiras corridas (Austrália e Barhein) e Ricciardo a terceira na China. 
Hamilton é um piloto incrível, ele sabe fomentar confiança, aproveita bem as oportunidades, tem poder mental, sabe proteger a vantagem, não bate os adversários, mas consegue eliminá-los; quer dizer, ele não vence todas as batalhas, mas sim a guerra (não conseguiu vencer todas as corridas mas venceu o campeonato). 
A maior parte dos analistas e fãs da Ferrari acreditavam que “Seb” seria o grande campeão da temporada de 2018, mas viram as suas apostas a “afogar-se em mar de lágrimas”. Hamilton mostrou ao “duro mundo da realidade das rodas” como devemos lidar com a pressão, como correr dentro dos limites das linhas (Vettel parecia gostar de ver o seu carro fora da pista), a importância de qualquer ponto (Hamilton não evita correr o risco de ficar fora dos pontos, razão pela qual não tentava fazer ultrapassagens arriscadas como as de Vettel). 
Para alguns “Seb” construiu os alicerces da sua auto-destruição no seu GP caseiro na Alemanha, no circuito de Hockenheimring, onde não conseguiu controlar o seu carro sobre o piso molhado e embateu nas barreiras de protecção. Isto levou a uma série de comentários negativos contra ele tais como: “ele deveria ir para a escola de Hamilton aprender como andar na chuva”, outros alegam que Vettel perdeu o campeonato no GP da Itália na casa da Ferrari onde ele (Vettel) e Raikkonen, mesmo partindo à frente, não conseguiram travar um Lewis Hamilton que somou a sua sexta vitória do campeonato, contra cinco de Vettel. Hamilton tinha vencido no Azerbaijão, Espanha, França, Alemanha, Hungria e na Italia, é claro, e Vettel tinha vencido na Austrália, Barhein, Canadá, Inglaterra e Bélgica, por sinal a sua última vitória. Já Hamilton, venceu mais 5 corridas: em Singapura, Rússia, Japão, Brasil e a dos Emirados Árabes Unidos.
O campeonato de 2018 foi um autêntico desastre para Vettel e Bottas. Para o primeiro, a derrota pelo segundo ano consecutivo frente a Hamilton foi mais um duro golpe para as suas ambições de chegar aos sete títulos de Schumacher, foi muito triste e, para muitos, “Seb” não correu contra Hamilton, mas contra ele próprio e cometeu erros que aborreceram os \'tiffosis\', os técnicos da Ferrari e toda  a Itália em geral. Já o segundo (Bottas), a par de Raikkonem, pode ser considerado um dos piores pilotos da era dos motores híbridos das equipas d top (Mercedes, Ferrari e Red Bull), terminou a época sem vitórias, mostrou força nas primeiras corridas, mas a sorte, as ordens de equipas e o fraco desempenho fizeram as suas hipóteses de vencer uma corrida serem engolidas, enquanto o seu colega (Hamilton) somou mais 11 vitórias contra 10 dos restantes pilotos (Vettel, Ricciardo, Verstappen e Raikkonen).
Bottas não conseguiu evitar uma  estatística triste, como primeiro piloto da Mercedes desta era da Fórmula 1, ao não conseguir uma vitória e terminar abaixo do segundo lugar no campeonato. De realçar que, 2014 a 2016, nenhum piloto (Hamilton e Rosberg) da Mercedes terminou o campeonato abaixo do segundo lugar.
Como se não bastasse, Bottas não só não conseguiu sair em segundo como também ficou em 5º lugar no campeonato, sendo ultrapassado por Verstappen, já que Raikkonen o tinha feito a \"long time.”