Jornal dos Desportos

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Hamilton crente no triunfo sobre Rosberg

27 de Outubro, 2016

Campeão do mundo nega atirarrevalidação a toalha ao tapete e mantém crença na

Fotografia: AFP

O piloto britânico Lewis Hamilton não perde a crença na conquista do título mundial de pilotos, mantém tudo em aberto, mesmo com a desvantagem de 26 pontos em relação ao alemão Nico Rosberg, seu colega de equipa na Mercedes, e actual líder do campeonato.O cenário na prova rainha do automobilismo pode ficar definido, porque Rosberg pode arrebatar o seu primeiro título do mundo já no domingo, no grande Prémio do México, se terminar na primeira posição e se Hamilton não ficar pelo menos em nono lugar.

Contudo, Lewis Hamilton foi o vencedor do Grande Prémio dos Estados Unidos, afirmou na terça-feira, que “tudo é possível” na prova do México.“Foi genial vencer a minha 50.ª corrida. Tenho pensamento positivamente e evito recordar o passado. Trabalho e treino muito.Sabia que os resultados chegariam”, referiu Lewis Hamilton, garantiu que “tudo é possível” e que “ainda há muitos pontos em jogo”.

Para Rosberg, o objectivo é vencer o Grande Prémio do México para sagrar-se campeão do mundo de F1, para isso, tem de esperar também que Hamilton termine em décimo lugar ou abaixo.“O meu objectivo é ganhar a prova, como em todos os grandes prémios”, disse o piloto da Mercedes, divulgou que “deve concentrar-se no trabalho da melhor maneira” e que “será incrível conquistar o título mundial”.

MALÁSIA
A Malásia pode acabar com a corrida de Fórmula 1, após 2018, devido aos custos elevados, a reduzida venda de bilhetes e a competição de outros locais, revelou o responsável pelo Grande Prémio da Malásia. Com as audiências televisivas do Grande Prémio a descerem, a organização vai reunir-se esta semana para discutir o futuro da corrida, uma das mais antigas da Ásia, após o actual contrato expirar.

“Os locais não estão a comprar bilhetes para ver a F1”, disse à agência AFP Razlan Razali, responsável pelo Circuito Internacional de Sepang, onde acontece a corrida.“Se não há valor económico, porque continuar? É melhor fazermos uma pausa temporária”, disse.
Este é o mais recente sinal das dificuldades da F1, de acordo com dados oficiais, perdeu 200 milhões de espectadores televisivos, globalmente desde 2008.

Segundo Razlan, Sepang pode acolher 120 mil pessoas, atraiu 45 mil na corrida do mês passado, e as audiências televisivas foram também fracas. Acolher a F1 “é muito caro”, indicou.Em comentários no Twitter, o ministro do Desporto Khairy Jamaluddin disse que a competição de outros locais fora da Malásia, estava a ter impacto negativo.“Quando organizámos, pela primeira vez a F1, foi uma grande coisa. Foi o primeiro local na Ásia, fora do Japão. Agora, há tantos locais. Não há vantagem em termos sido os primeiros. Não é uma novidade”, afirmou.

“A venda de bilhetes de F1 está a cair, as audiências televisivas estão a descer. Os visitantes estrangeiros são menos, podem escolher Singapura, China, Médio Oriente. Os lucros não são assim tão grandes. Acho que devemos parar de acolher a F1. Pelo menos, durante algum tempo. Custa demasiado, o retorno é limitado”, acrescentou.