Jornal dos Desportos

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Hamilton diz estar tranquilo

22 de Novembro, 2014

Hamilton está preparado para festejar segundo título mundial na Fórmula 1 caso consiga manter a vantagem de pontos

Fotografia: AFP

O piloto britânico Lewis Hamilton afirmou esta quinta-feira, estar tranquilo para o Grande Prémio de Abu Dhabi, no domingo, que lhe pode valer o segundo título do mundial de pilotos de fórmula 1.

“É muito bom estar aqui. A pista é fantástica, é um lugar bonito e estou bastante animado. É uma pista que sempre favoreceu o meu estilo de condução (o britânico já venceu em 2011 e conquistou duas “pole positions”, em 2009 e 2012) e espero que mais uma vez possa tirar vantagem desse aspecto positivo”, afirmou.

O piloto da Mercedes garantiu ainda, que apesar de não ser uma condição necessária para garantir o título mundial, uma vez que lhe basta o segundo lugar, vai partir em busca da vitória.

“Quando eu entro numa corrida entro sempre com o pensamento na vitória. Esta não é excepção.

Desde a minha estreia nos karts, eu queria sempre ganhar e agora que tenho já 15 ou 20 anos de experiência competitiva, essa vontade não mudou”, afirmou.

Relativamente ao companheiro de equipa e rival directo na luta pelo título mundial, Nico Rosberg, Hamilton garante que a convivência no seio da equipa Mercedes é “saudável e normal”, afasta um cenário de rotura dentro da escuderia.

 “Nós já conversámos muitas vezes.   Conversámos antes do início da época várias vezes, durante a temporada e a cada fim de semana. Não somos crianças e sabemos perfeitamente o que é bom e mau para nós e para a equipa”, concluiu o piloto.

A partida para a última corrida da temporada, que vai ter a pontuação duplicada relativamente aos restantes grandes prémios da época, Lewis Hamilton é o atual líder do campeonato mundial de pilotos, com 384 pontos, mais 17 do que o companheiro de equipa Nico Rosberg.


DISPUTA
Rosberg promete deixar britânico mais nervoso


Nico Rosberg não vai ter a vida fácil, para ser campeão pela primeira vez do Mundial de Fórmula 1. A precisar de uma combinação de resultados para alcançar Lewis Hamilton, o alemão parece já ter a estratégia para conquistar o feito em Abu Dhabi.

Em conferência de imprensa ontem, no circuito de Marina de Yas, Rosberg contou que vai fazer o possível para desequilibrar o lado psicológico do inglês, que precisa de um segundo lugar para garantir o troféu.

“Eu tenho de trabalhar para afectá-lo de alguma forma. Nós vimos no Brasil. Se eu não estivesse ali, nada tinha acontecido com ele. A minha tarefa agora é deixá-lo o mais nervoso possível. Eu tenho tudo a ganhar e ele tudo a perder. E esse é o meu trabalho neste fim de semana”, disse o piloto, que venceu a corrida em Interlagos. Nem mesmo os 17 pontos a menos em relação a Hamilton são suficientes para desanimar Rosberg, que se baseia em viradas históricas para manter o optimismo: “Eu acredito que ainda posso fazer isso, posso vencer. Eu estou optimista, já vimos acontecer tantas vezes antes, em que o campeonato acabou de forma totalmente diferente na última corrida”.

Após a vitória no GP Brasil, há quase duas semanas, o piloto de 29 anos passou alguns dias com a esposa Vivien no Dubai, antes de partir com a Mercedes para Abu Dhabi, onde vai disputar a prova mais importante da  carreira.

“O facto de agora poder lutar pelo título significa também o ponto mais alto da minha carreira, até o momento na F1", declarou Rosberg, que procura a vitória e vai torcer por pelo menos um terceiro lugar de Hamilton em Abu Dhabi.


ACORDO
Abu Dhabi acerta extensão
de contrato com Fórmula 1


A cidade de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, chegou a um acordo com a organização da Fórmula 1 para aumentar o contrato com a categoria. As partes não anunciaram a duração do novo vínculo, que entra em vigor a partir de 2016, mas afirmaram que a extensão é por vários anos.

O Grande Prémio de Abu Dhabi de Fórmula 1 foi realizado pela primeira vez em 2009 e tem o alemão Sebastian Vettel como seu maior vencedor, com três títulos. A prova encerra o Mundial da categoria de elite do automobilismo amanhã, com a disputa pelo título entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg como principal atractivo.

“Abu Dhabi teve um importante papel no pioneirismo da era moderna da Fórmula 1. Eu disse quando o Circuito de Yas Marina foi inaugurado talvez um dia fosse igualado, mas nunca vai ser superado. A ilha continua a transformar-se  a cada ano. Temos um incrível parceiro aqui”, disse o britânico Bernie Ecclestone, chefe da F-1.

Em 2014, o Grande Prémio de Abu Dhabi vale o dobro do restante das provas da época, porque encerra o Mundial. O artifício foi criado pela categoria para tentar estender à última corrida da temporada à briga pelo título, o que acabou por ocorrer.

O Mundial de Fórmula 1 é liderado por Lewis Hamilton, que soma 334 pontos, 17 a mais do que Nico Rosberg, o seu companheiro de equipa Mercedes. Se chegar na segunda posição, o britânico garante o título, mesmo que o alemão vença a corrida de amanhã.


WILL STEVENS
Caterham lança piloto
na corrida do mundial


A Caterham anunciou, na manhã de quinta-feira, que Will Stevens vai formar dupla com o japonês Kamui Kobayashi no GP de Abu Dhabi, amanhã, no retorno da equipa inglesa à Fórmula 1. Rubens Barrichello foi especulado para a vaga, mas pelos vistos tudo não passou de boato.

Aos 23 anos, Stevens fez escola no extinto programa de desenvolvimento de pilotos da Caterham. O jovem inglês não deve estranhar o carro verde, já que conduziu uma Caterham em dois testes de época depois  do GP da Inglaterra, em Silverstone.

“Estou absolutamente extasiado por ter esta oportunidade e grato por todos na Caterham me terem dado esta chance”, agradeceu o piloto. “Eu sinto-me  pronto para o desafio de minha estreia e ansioso por  trabalhar como parte da equipa num ambiente de corrida, depois de todo o trabalho que fizemos juntos nos testes. Espero que seja algo que eu leve também para a época 2015”, completou Stevens, que venceu duas corridas da World Series nesta temporada.

Curiosamente, Stevens trabalhou para as duas equipas que vivem grande crise financeira. Em Junho, ele deixou a Caterham para ser piloto de testes pela Marussia. O inglês ficou na equipa anglo-russa até o GP do Japão, em Outubro.