Jornal dos Desportos

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Hamilton e Rosberg "espreitam"o título

16 de Março, 2016

Nico Rosberg pensa ser capaz de bater na pista Lewis Hamilton este ano

Fotografia: AFP

A festa da Fórmula 1 começa na sexta em Melbourne com a disputa do Grande Prémio da Austrália, e as atenções centralizam-se na equipa bicampeã mundial, a Mercedes. A performance exibida nos testes realizados em Barcelona assustou as principais rivais, como a Ferrari. O bom desempenho do W07 Hybrid pilotado por Nico Roseberg e Lewis Hamilton levantou a discussão sobre o principal candidato ao título da presente época. O vice -campeão está crente que finalmente chegou o momento para bater na pista o campeão.

Este por sua vez, entende que não vai haver nenhuma mudança em relação aos anos anteriores na F1 e coloca-se como o grande favorito ao título.Com o desafio lançado, a época 2016 do Mundial da F1 reedita a batalha entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. A guerra verbal entre os pilotos começou antes do início do campeonato marcado para este fim de semana, em Melbourne. Duas vezes vice -campeão em 2014 e 2015, Nico teve um fim de época muito forte ao marcar cinco poles consecutivas e três vitórias consecutivas. Contudo, o alemão fê-lo somente depois de Hamilton  assegurar por antecipação o tricampeonato em Austin, nos Estados Unidos da América. Mas Rosberg garante estar focado para virar  o jogo e levar a Taça do mundo.

“Estou mais eficiente que antes. Toda a minha energia está concentrada no desporto. Não quero que nada me distraia. São todas essas coisas que contam no fim. Estou completamente em modo campeão do mundo”, bradou o alemão.Em entrevista à emissora alemã RTL, Lewis Hamilton tratou de rebater o companheiro de equipa e rival. Mesmo a fazer elogios à competitividade de Nico, o tricampeão acredita que nada vai mudar em 2016 e assegura que vai estar à frente de Nico Rosberg mais uma vez.

"Creio que Nico vai continuar forte. Há momentos em que é forte e noutros sou forte. Mas não vejo nenhuma mudança. Na primeira corrida não sei, creio que vai ser uma prova apertada. Vai ser uma luta dura como sempre, mas com os anos e com a maturidade, espero que possamos levar à melhor”, disse.

A expectativa dentro da Mercedes é por uma disputa mais parelha entre pilotos com personalidades muito distintas entre si. Em entrevista ao diário italiano ‘La Gazzetta dello Sport’, Niki Lauda presidente não - executivo da Mercedes analisou: “Lewis está em Hollywood nos desfiles de moda, no Super Bowl, mas quando entra no carro continua forte. Nico é mais focado na parte técnica. Se Nico começar como acabou a época, com pole e vitória, podia haver uma situação interessante e nova para nós”.

Em jeito de alerta a Lewis Hamilton, o ex - piloto tricampeão disse: “Quando Nico esta à frente, é difícil a todos”.Nico Rosberg está no último ano de contrato com a Mercedes, mas acredita que a equipa prateada vai renovar o vínculo por mais algumas épocas. Assim, o alemão nega a preocupação com a chegada de Pascal Wehrlein à F1.

O jovem piloto campeão do DTM no ano passado foi alçado ao posto de titular da Manor, graças ao apoio da Mercedes. Mas Nico não enxerga em Wehrlein uma ameaça à sua vaga, pelo menos por enquanto.“Tenho a certeza de que vou continuar mais alguns anos na Mercedes. Dá tudo certo e a cooperação é fantástica. Estou aqui desde o primeiro dia. Pascal ainda é muito jovem. É bem possível que a sua hora na Mercedes vai chegar”, finalizou.

GP DA AUSTRÁLIA
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A McLaren não completou o cronograma total de testes em Barcelona e vai para Melbourne, palco da primeira prova de Fórmula 1 da época'2016, sem as informações precisas sobre o acerto do MP4-31, equipado por motor Honda. Apesar dos problemas constatados na pré-época, Éric Boullier director de corridas da equipa de Woking, assegura que deram um passo em frente com o novo carro.

A McLaren apresentou menos problemas de confiabilidade na pré-época em relação ao ano de 2015, mas o motor Honda está longe de estar "totalmente maduro e tampouco potente," a ponto de competir de igual para igual com outras fornecedoras da grelha da F1. Com o tiro de largada às portas, a equipa britânica cobrou publicamente à parceira para garantir um equipamento de qualidade boa.

As opiniões dos pilotos da equipa britânica divergem no início da época. Jenson Button trata a prova de abertura do Mundial como um grande desafio e Fernando Alonso espera um começo de ano difícil. Éric Boullier vê o GP da Austrália sem criar expectativas. O francês disse que não sabe o que pode acontecer em Albert Park.

 “Não completamos a nossa configuração final e o acerto para a primeira corrida. Então, vamos para Melbourne com muitas incógnitas. Neste sentido, não vai ser fácil começar o fim de semana uma vez que precisamos concentrar-nos no acerto do carro para cada sessão e ler a especificação final do nosso pacote assim que chegarmos a Albert Park”, disse.

A McLaren vai levar uma versão revisada e actualizada do MP4-31 que completou os oito dias de testes em Barcelona e totalizou 710 voltas, o que perfaz 3.305 quilómetros. Éric Boullier falou sobre as actualizações depois de uma pré-época considerada positiva, em comparação a 2015 quando o antigo MP4-30 rodou apenas 380 voltas em 12 dias de testes nos circuitos de Jerez e Barcelona.

“Desde o último teste de pré-época, há um grande esforço em Woking para desenvolver as novas peças para a Austrália e vai ser bom para a equipa finalmente colocar tudo na pista na sexta-feira, e ver como vai ser. Certamente estamos um passo à frente de onde estávamos neste momento no ano passado, em termos de preparação. Temos muito mais quilometragem e realizamos a maioria das verificações de sistemas, o que era algo que ainda estávamos a trabalhar durante os finais de semana de corridas em 2015”, lembrou.

Jenson Button acredita que o GP da Austrália pode reservar surpresas. O campeão mundial de 2009 e na McLaren desde 2010 elogiou o trabalho realizado por toda a equipa.“Concentramo-nos muito no nosso próprio desenvolvimento e nos procedimentos, de modo que estou ansioso para ver onde estamos em condições de igualdade. Estamos a trabalhar duro para desenvolver o carro e trazer as novas actualizações sempre que possível”, disse o britânico.

O piloto britânico assegurou que “Melbourne vai ser um desafio". Contudo, o pacote da equipa "definitivamente parece ser um passo em frente em relação ao ano passado; há muitas variáveis neste ano: um novo formato de classificação, novas regras de pneus e a Austrália geralmente proporciona corridas imprevisíveis. Tudo pode acontecer”.